Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
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Fev 08
publicado por samizdat, às 21:14link do post | comentar
Anunciámos em Dezembro último a recusa do poeta Aharon Shabtai a participar no próximo Salão do Livro, que vai realizar-se em Paris de 14 a 19 de Março próximos, e que escolheu Israel como "convidado de honra", por ocasião do "60ª aniversário da sua existência". Esta operação de propaganda a favor dum país que multiplica os seus crimes de guerra, que condena todo um povo à fome e que o martiriza desde há décadas, suscita uma emoção aparentemente mais forte em Itália, em que a mesma operação está programada para a Primavera em Turim. O boicote organiza-se e várias personalidades de renome internacional explicam a sua necessidade. Segue-se a posição do escritor britânico Tariq Ali.

Por que não vou participar na Feira do Livro de Turim

Por Tariq Ali 

Quando dei o meu acordo para participar na Feira do Livro de Turim, coisa que já tinha feito no passado, não imaginava que o "convidado de honra" seria Israel no seu 60º aniversário. Mas esse é também o 60º aniversário daquilo que os palestinianos designam como a « Nakba », a catástrofe, que lhes caiu em cima quando foram expulsos das suas aldeias, muitos deles foram mortos e muitas mulheres foram violadas por colonos. Tudo factos que já ninguém se atreve a contestar.

Por que é que a Feira do Livro de Turim não convida 30 escritores israelitas e 30 escritores palestinianos - ( e garanto-vos que eles existem e que são grandes poetas e grandes romancistas) ? Isso seria compreendido como um gesto positivo e pacífico, e aí poderia ter lugar um debate positivo, um pouco como uma versão literária do « Diwan » (a orquestra) de Daniel Barenboim, meio israelita, meio palestiniano.

Um gesto deste tipo teria reaproximado os povos. Mas não, os comissários culturais acham são mais espertos. Sucedeu-me noutras ocasiões discutir duramente com escritores israelitas que visitavam a feira e tê-lo-ia feito mais uma vez com prazer se as condições fossem outras.

O que decidiram fazer é uma infame provocação.

Nota-se que a cultura está cada vez mais ligadaa às prioridades políticas da rede Estados Unidos/União Europeia. O ocidente está cego aos sofrimentos dos palestinianos. A guerra israelita contra o Líbano, os relatos que chegam diaraimente do ghetto de Gaza, não comovem a Europa dos funcionários. Em França, como sabemos, é praticamente impossível criticar Israel. Na Alemanha também, por razões especiais. Seria uma tristeza que a Itália tomasse o mesmo caminho. Quantas vezes já sublinhámos que nada tem de anti-semita criticar a política colonial de Israel!

Aceitá-lo significaria tornarno-nos vítimas voluntárias da chantagem que o establishment israelita utiliza para reduzir ao silêncio os seus críticos. Há corajosos críticos israelitas como Aharon Shabtai, Amira Hass, Yitzhak Laor e outros, que não permitirão que as suas vozes sejam silenciadas desse modo. Shabtai recusou assistir a esta Feira.

Como poderia eu porceder doutro modo?

Uma coisa é apoiar o direito de Israel a existir, coisa que faço e sempre fiz. Mas daí a extrapolar que este direito à existência equivalha a um cheque em branco para Israel fazer o que quer aos que pretende expulsar e que trata como sub-humanos, isso é inaceitável.

Pessoalmente sou a favor de um só Estado Israel/Palestina em que todos os cidadãos sejam iguais. Dir-me-ão que se trata duma utopia Talvez, mas a longo prazo é a única solução. Devido aos temas dos meus romances, perguntaram-me muitas vezes (e mais recentemente em Madison, no Wisconsin) se seria possível recriar a época melhor, a de Al-Andalus e Sicília (NdT : (Al-Andalus : o conjunto das terras da Península Ibérica sob dominação muçulmana na Idade Média) quando três culturas coexistiram longamente. A minha resposta é sempre a mesma: o único lugar em que seria possível recriá-lo seria  Israel/Palestina.

Vivemos no mundo dos dois pesos e duas medidas, mas não somos obrigados a aceitá-lo. Vemos por vezes casos de indivíduos ou de grupos a quem foi feito mal e que por sua vez o fazem a outros. Mas isto não justifica aquilo. Foi o anti-semitismo europeu que tolerou o judeocídio na Segunda Guerra Mundial e agora foram os palestinianos que se tornaram vítimas dele. Alguns israelitas são conscientes disso, mas preferem pensar noutra coisa. Muitos europeus encaram hoje os palestinianos e os muçulmanos como se encarava os judeus no passado. Ironia visível nos comentários da imprensa e nas reportagens da televisão. Em praticamente todos os países europeus. Que pena que a Feira do Livro de Turim tenha decidido apoiar os novos preconceitos que assolam o continente! Esperemos que este exemplo não seja seguido em mais lugar algum.

Fonte: http://www.counterpunch.org/tariq02052008.html

Guerra israelita contra o Líbano ??? Não seria: Guerra do líbano, Síria e Hamas contra Israel ?!!!! Acredito que o entendimento e bom senso aqui andam bem equivocados !!!!! Inclusive, civis morrem em Gaza por pura e exclusiva culpa do Hamas, que coloca seus armamentos entre a população civil, mesmo sabendo que o ideal de Israel ao lançar mísseis contra Gaza, é atinguir o maior número de armas possíveis para que não haja mais assassinatos e não civis !!!! Essa organização terrorista que vocês defendem usam o próprio povo como escudo sem a menor piedade somente para depois dizer que Israel é mau !!!! O pior são as mentiras que contam a respeito das armas.... Israel com armas de altíssimo nível, enquanto que os palestinos com armas antigas e sem força.... foram tantas, que não se pode nem imaginar a quantidade de armas poderosas que Gaza importou do Libano pela fronteira... armas inclusive com alcances absurdos !!!! E depois vem um bando de hipócritas querendo omitir esses fatos. Isso sim é lutar por igualdade, estou impressionado com tamanha tentativa de manipulação !!!!!

E como assim não se pode falar mal de Israel na França ?!?!?! Até onde sei e vejo, a França atualmente é o pais em que o anti-semitismo mais vem crescendo, e de maneira muito bruta e cruel !!! Inclusive hoje em dia ha quem já tenha casa comprada em Israel, caso as perseguições aos judeus continuem e piorem na França. Os judeus temem por suas vidas em vários lugares do mundo, prinipalmente na França nos dias de hoje, e, até mesmo, inacreditavelmente aqui no Brasil !!! São pessoas perseguidas em todo o mundo e não só em Israel onde há a briga. Agora, gostaria de saber em que lugar do mundo fora lá, os palestinos são "perseguidos"..... fica ai uma pergunta sem resposta !!!! E ainda dizem que os maus são os judeus.... onde quer que estejam, são descriminados e perseguidos de verdade, enquanto que a população palestina manipula as informações se fazendo de vítimas indefesas e omitindo atos terroristas praticados por eles, tentando fazer com que o mundo ache que Israel age sem motivos, por crueldade, quando na verdade não estão fazendo nada a mais do que se defender das mentiras de um povo ignorante que fala a respeito de coisas que nem sequer conseguem entender !!!!
Lucas a 14 de Março de 2008 às 04:00

Ninguém disse que "os maus são os judeus". Esse é mesmo um raciocínio primitivo, meu caro. Há judeus que são contra o sionismo e contra o massacre do povo palestiniano.

Quanto à sua alegada guerra de todos contra Israel: salvo erro, o que nós vimos, foram tropas israelitas em território libanês, não foi? Viu algumas tropas libanesas em território israelita? Não dei por isso, mas corrija-me se eu estiver enganado.

E quanto às armas fantásticas que diz existirem em mãos dos palestinianos: salvo erro, Israel tem a bomba nuclear, embora não oreconheça, não é verdade?
samizdat a 21 de Março de 2008 às 19:23

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