Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
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Mai 08
publicado por samizdat, às 16:37link do post | comentar

Uma representação do Comité de Solidariedade com a Palestina fez no dia 15 de Julho a entrega de 800 assinaturas a favor da geminação entre Gaza e Lisboa. A lista inclui nomes como os escritores José Saramago e Eduarda Dionísio, os cientistas Pedro Gil Ferreira e João Magueijo, e ainda vários deputados, sindicalistas e dirigentes associativos.

O presidente da CML, António Costa, delegou no seu chefe de gabinete, Manuel Seabra, para receber as assinaturas. A abstenção do PS na Assembleia Municipal perante uma moção a favor da geminação entre as duas cidades permitiu que a direita derrotasse essa moção. Votaram vencidos o BE, o PCP e os eleitos do grupo "Cidadãos por Lisboa". Ao permitir a recusa da moção, o PS mostrou que não se deve esperar agora do presidente da CML qualquer abertura para a proposta subscrita pelos 800 cidadãos.


Lisboa continuará a ser uma cidade sectariamente empenhada na guerra de Israel contra a nação palestiniana. Prova-o o seu monumento às vítimas do massacre de 1506, uma causa justa, mas manipulada para a sua evocação coincidir com o 60º aniversário do Estado de Israel e não com o massacre, cujo quinto centenário na realidade se comemorou há dois anos.


Sob esse aspecto Lisboa não vira apenas as costas aos povos árabes e de maioria muçulmana em todo o mundo, não vira a apenas as costas à sua própria comunidade imigrante de credo muçulmano, mas também às cidades europeias como Barcelona, Cascais, Sevilha e Turim que decidiram geminar-se com Gaza.


Geminem e não se esqueçam, de depois ir viver para Gaza. Táss lá bem.
Boaz a 4 de Julho de 2008 às 00:28

Que quer dizer com isto? Que os palestinianos é que são responsáveis pelo inferno em que Gaza se tornou? Isso é o mesmo que dizer em 1943: "Solidarizem-se com o ghetto de Varsóvia e depois vão para lá viver".

Você escreveu: "Que quer dizer com isto? Que os palestinianos é que são responsáveis pelo inferno em que Gaza se tornou?".
O seu blog diz exactamente o contrário: que SÓ os Israelitas são responsáveis pelo inferno de Gaza, de Belém, de Jenin ou de qualquer problema em qualquer ponto do Médio Oriente.
Não é por caso o blog que se chama tão somente "Solidariedade com a Palestina". Porque não antes "Solidariedade com a Palestina e Israel"? Alguma vez publicou algo no seu blog a favor de Israel, mesmo que isso critique os Palestinianos? Mas o contrário abunda nas suas páginas. A isso se chama maniqueísmo. E qualquer maniqueísmo é desequilibrado, e logo, mentiroso.
Boaz a 6 de Julho de 2008 às 20:39

Durante a Segunda Guerra Mundial era maniqueísmo dizer mal dos nazis e estar sempre do lado dos judeus? É verdade que estamos sempre contra os crimes sionistas e sempre ao lado das vítimas palestinianas. Mas também sabemos que há palestinianos corruptos e não deixamos de dizê-lo. E sabemos que há israelitas defensores dos direitos humanos e eles têm sempre tido lugar neste blog.

Aí está o seu maniqueísmo: "contra os crimes sionistas e sempre ao lado das vítimas palestinianas", não escreveu "contra os crimes e a favor das vítimas". Ou os crimes são só de um lado e as vítimas são só do outro? Não precisa de responder, já conheço a sua resposta.
Boaz a 7 de Julho de 2008 às 20:57

Não respondo para si, que já conhece tudo, mas para as pessoas que lêem este blog. Você não acharia bem que se falasse em "crimes nazis" e vítimas judias", gostaria de falar também dos crimes dos judeus contra as "pobres" vítimas nazis. E acha talvez que isso é que seria imparcialidade!

Você, caso seja uma pessoa minimamente séria, sabe que a comparação do conflito do Médio Oriente com o Holocausto é completamente abusiva, apesar de amplamente usada pelos inimigos de Israel. A começar pela propaganda do Hamas e do Hezbollah, e ultimamente também com o Irão.
Que se falem das vítimas de cada um dos lados e dos agressores de cada um dos lados. Com verdade e não conveniência de agenda.
É que mostrar o conflito entre Israel e os Palestinianos com como o enorme tanque israelita contra a indefesa criança árabe com apenas uma pedra na mão, não é de todo sério.
Imparcialidade não existe quando, segundo as suas palavras "estamos sempre contra os crimes sionistas e sempre ao lado das vítimas palestinianas".
Não reconhecer os crimes do lado palestiniano e as vítimas do lado israelita, é fechar os olhos a metade da realidade. Talvez metade da realidade seja algo que lhes pareça perfeitamente razoável ignorar. Talvez chamem a isso equilíbrio.
Se acha que responde às pessoas que lêem este blog, então faça-lhes um serviço, responda-lhes com verdade, e não com distorções e a atitude de virar a cabeça para o lado, quando convém ao lado contrário. Isso é que seria imparcialidade! A não ser que não seja isso que pretenda, mas isso você é que sabe.
Boaz a 8 de Julho de 2008 às 21:10

Sim, estamos sempre contra os crimes sionistas e sempre a favor das vítimas palestinianas. Você não está? Está apenas contra os crimes palestinianos e a favor das vítimas sionistas? E essa é que é a sua imparcialidade? Até numa guerra justa os movimentos de libertação cometem crimes de guerra. Onde civis israelitas inocentes são vítimas de um atentado, nós condenamos esse atentado. Duvido que você, pelo contrário, fosse capaz de condenar o atentado de Baruch Goldstein contra civis palestinianos. Já a captura de Gilad Shalit é inteiramente legítima. Era um soldado, de um exército de ocupação, caíu nas mãos da resistência palestiniana. Israel que tenha agora paciência e pague pela vida dele umas centenas de palestinianos. De qualquer modo, com a sua mentalidade racista, não deve pensar que paga um preço demasiado caro. Quanto à comparação entre sionismo e nazismo, são os próprios sionistas que, orgulhosamente, a fazem a cada instante.

Eu estou a favor das vítimas dos dois lados. Eu moro aqui (em Jerusalém), sei o que se passa, ao vivo. Enquanto você assiste a tudo (quer dizer, ao muito pouco que apenas lhe chega através do foco míope da TV e dos jornais) sentado no sofá da sala. Quanto às vítimas sionistas... nem todas serão sionistas. Porque não lhe chama israelitas? Aos palestinianos reconhece-lhes a nacionalidade - mesmo que não tenham um Estado. Aos israelitas não lhes reconhece a nacionalidade. Isso significa que também não reconhece a legitimidade do Estado de Israel?
O terror não escolhe as vítimas. O terrorista árabe que há poucas semanas decidiu lançar uma retroescavadora contra carros e autocarros em Jerusalém, não perguntou aos passageiros qual o alinhamento político deles. Simplesmente lhes passou por cima. Uma mãe com o seu bebé no carro... o bebé salvou-se sabe-se lá como. Sionista? Apenas órfão, e nem sabe o que se passou. Mas o terrorista sim, sabia o que fazia. Parece tê-lo feito em nome de Alá, pelo menos por ele gritava enquanto dirigia a retroescavadora. Engraçado que o seu militante blog nem falou do assunto. Terrorismo, para si, é apenas o que Israel faz.
Gilad Shalit não caiu nas mãos da resistência palestiniana. O Hamas não é uma organização de resistência, é uma organização terrorista. Com todas as letras. E não sou eu apenas que o afirmo. A UE (a casa onde trabalha o seu camarada de causa Miguel Portas) e a ONU consideram o Hamas uma organização terrorista. A não ser que ache que o terrorismo seja uma forma legítima de luta. Alguns chamam-lhe "a arma dos pobres".
Saiba que condeno, com todas a veemência o ataque de Baruch Goldstein. Não tenho visto o seu blog a condenar o terror palestiniano.
Estranho, ou talvez não, que as únicas referências no seu blog ao atentado da yeshiva Mercaz Harav, são corta-e-cola de artigos escritos por Ury Avneri, nos quais ele não condena o próprio ataque, condena sim a resposta israelita. No caso do terrorista da retroescavadora, nem visto nem achado. Isso se chama equilíbrio? Ou haverá terrorismo legítimo?
Boaz a 19 de Julho de 2008 às 23:07

Depois da sua chalaça inicial a mandar-nos viver em Gaza, parece-nos que finalmente está a chegar a uma discussão séria. Só podemos felicitar-nos por isso. Nunca falámos de vítimas sionistas, releia bem o que escrevemos. É verdade que a mulher e a cirança mortas no dementado ataque da retroescavadora foram vítimas que não se pode a priori considerar sionistas. E a criança certamente que não. Esse tipo de atentados não faz avançar a resistência à ocupação. Ele é condenável, não apenas em nome do direito à vida dessas duas e doutras pessoas, mas também em nome dos interesses do povo palestiniano. Mas o seu problema é que você é a favor da ocupação. O activista israelita Uri Avneri tem toda a razão em condenar as punições colectivas (demolição de casas de familiares do autor do atentado, como faziam os nazis). Essas punições colectivas são, em teoria, consideradas um crime contra a humanidade pela mesma UE e pela mesma ONU que você gosta de citar. Quando falamos em crimes contra civis há, de resto, um abismo de diferenças entre um raid aéreo planeado friamente pelo Estado-Maior do Tsahal, para liquidar dezenas de civis palestinianos de todas as idades, e um atentado feito por um palestiniano enlouquecido de raiva pela brutalidade da ocupação. Do mesmo modo, há um abismo de diferenças entre a condenação que ambos nos merecem: no primeiro existe uma responsabilidade política ao mais alto nível; no segundo, como a própria polícia israelita reconheceu, um autor material actuando isoladamente. Pouco nos importa que a UE e a ONU falem do Hamas como organização terrorista: não ganhou o Hamas as eleições? Não capturava a resistência anti-nazi soldados ocupantes, sempre que podia? E do terrorista Sharon, carniceiro de Sabra e Shatila, não se disse também que deixava de ser terrorista por ter ganho as eleições?

Uri Avnery condena as punições colectivas do lado de Israel, mas não os actos de terror indiscriminado do lado palestiniano. Fazer-se explodir num autocarro ou num supermercado, lançar mísseis sobre cidades (Sderot, há 7 anos a ser bombardeada a partir de Gaza), ou sobre centros comerciais e fábricas (por exemplo: Ashkelon, há poucos meses), atirar sobre estudantes numa yeshiva ou dirigir uma retroescavadora, não são punições colectivas?
A mesma ONU que condena os raids aéreos de Israel condena o lançamento de Qassam pelo Hamas (se bem que, ao contrário das abundantes resoluções contra Israel, nunca aprova resoluções contra o Hamas. Vá-se saber porquê...)
Descreveu o ataque da retroescavadora como "um palestiniano enlouquecido de raiva pela brutalidade da ocupação". Porque será que a raiva palestiniana só resulta em terror. Não há outras formas de luta? A raiva islâmica pelos cartoons dinamarqueses só foi dirigida para o queimar de bandeiras, ameaças contra pessoas, bombas contra embaixadas. Porquê?
Sabia que Baruch Goldstein fez o massacre de Hebron porque queria matar árabes que ele acreditava que queriam matar judeus. Não o estou a desculpar - isso nunca - mas porque a loucura dele é mais condenável que a do motorista palestiniano?
A maioria dos raides aéreos israelitas - incluindo os efectuados no Líbano, em 2006, foram antecedidos do lançamento de folhetos de aviso do raide. E eram dirigidos não contra alvos indiscriminados, como supermercados ou autocarros civis, mas contra locais específicos: residência de líderes do Hamas ou do Hezbollah, sedes de organizações terroristas, locais de lançamento de mísseis, etc.
Quando o Hamas ou o Hezbollah lançam mísseis a partir de edifícios residenciais - a famosa técnica dos "escudos humanos" - não serão depois responsáveis pelas consequências que poderão recair sobre as populações do local? Ou Israel deve simplesmente fechar os olhos quando sabe a proveniência exacta dos mísseis? Não existe, do lado israelita, direito de resposta?
O facto de o Hamas ter ganho as eleições não o torna uma organização democrática. O Hamas usou a democracia para tirar partido dela. Mas nem aos próprios palestinianos trata de forma democrática. Centenas de militantes da Fatah foram massacrados quando o Hamas tomou a Faixa de Gaza. Legitimidade democrática?
Hitler - você gosta da comparação, então que se use - também chegou ao poder pela via democrática. Nada a dizer então, excepto "viva a democracia"!
Ariel Sharon não pôs os pés em Sabra e Shatila, ele era Ministro da Defesa na altura. É verdade que tem uma enorme responsabilidade moral pelos massacres, mas os autores materiais foram militares falangistas cristãos libaneses, e não militares israelitas. E nem esses libaneses alguma vez foram julgados no próprio Líbano. Muitos dos líderes da Falange chegaram mesmo a altos cargos no governo libanês e à presidência. Mas a conveniência dita que só se condene Sharon...
Você diz que eu sou a favor da ocupação, e vê isso como um problema. Eu vejo como um problema o facto de você apenas olhar favoravelmente para um dos lados do conflito e considerar "resistência" aquilo que é, evidentemente terrorismo.
Boaz a 20 de Julho de 2008 às 20:49

Vou ser breve, para não prolongar desnecessariamente o arrazoado em que esta discussão está a tornar-se. Você diz que Sharon nunca pôs os pés em Sabra e Chatila e que "apenas" teve responsabilidade moral. Com esse critério, merecia ser morto como foi o xeque Ahmed Yassin, a quem o Tsahal atribuía responsabilidade moral em atentados (na sua cadeira de rodas desde jovem, não podia ser autor material de nada). Você acha que não é um problema ser a favor da ocupação. Eu acho, como diz muito bem, que isso é um problema e que é mesmo a raiz de todos os seus problemas. Por ser a favor da ocupação, você condena tudo o que é resistência. Os nazis também chamavam terrorismo a tudo o que não lhes convinha. Os colonialistas portugueses chamavam terroristas aos movimentos de libertação. A ilustração gráfica do que significa a brutalidade da ocupação é a assimetria absoluta entre as vítimas civis do lado palestiniano e as do lado israelita. A nação judaica temo direito de existir, como a nação palestiniana. Mas o Estado israelita é um regime de apartheid e genocídio.
samizdat a 20 de Julho de 2008 às 22:52

Eu não condeno tudo o que é resistência. Os fins podem ser nobres, mas nem todos os meios são justificados.
Condeno o que aconteceu esta manhã em Jerusalém: de novo, um "um palestiniano enlouquecido de raiva pela brutalidade da ocupação" como você descreveu o ataque de há 3 semanas (quando ele nem sequer era palestiniano, mas árabe de Jerusalém, com livre acesso a todo o país), arremessou uma retroescavadora contra autocarros e automóveis.
Condeno que se desculpe tudo de um dos lados e se condene tudo do outro. Condeno que se fechem os olhos ao terrorismo e se aponte o dedo até à auto-defesa.
Condeno que se reconheça que um dos lados tem o direito de resistir (não importa por que meios) e o outro nem sequer tem direito de resposta.
Condeno que só se apontem as culpas a Ariel Sharon como carniceiro de Sabra e Chatila, mas - por conveniência - se fechem os olhos às atrocidades de Elie Hobeika e da família Gemayel e se elejam para altos cargos no Líbano.
Porque são assimétricos os números de vítimas dos dois lados? Sinal evidente que o "vergonhoso muro" funciona.
Porque morrem crianças nos raides aéreos de Gaza? Porque o Hamas usa edifícios civis para lançar mísseis e guardar armas, incluindo hospitais.
Se o Estado de Israel é um regime de apartheid, porque será que a esmagadora maioria dos apartheidizados cidadãos árabes de Israel prefere viver em Israel, mais do que em qualquer outro país do Médio Oriente ou do Mundo?
Boaz a 22 de Julho de 2008 às 21:41

É curioso que você, de repente, esteja muito preocupado como o que querem "os árabes" e até julgue saber interpretar muito bem a vontade desse povo que tanto detesta. Eu não sei o que querem "os árabes", mas sei que certamente não morrem de amores por Israel e não querem viver sob esse regime de apartheid. Veja bem: quando achavam que a Fatah era a coluna vertebral da resistência contra a ocupação, os palestinianos votavam maioritariamente na Fatah. Quando passaram a achar que o Hamas ia lutar com mais firmeza do que a Fatah, passaram a votar no Hamas. No Líbano cresce a olhos vistos o apoio ao Hezbollah, porque deu provas de saber derrotar Israel. Isto é lá comportamento de um povo que deseja viver sob a bota do sionismo?
samizdat a 23 de Julho de 2008 às 02:57

E ainda um ponto: você diz que as crianças de Gaza morrem em raids aéreos por culpa do Hamas. Claro, se você quiser arrasar uma cidade com bombardeamentos aéreos e massacrar a população civil dessa cidade, dirá sempre que a culpa é dos bombardeados, por isto ou por aquilo. A explicação é muito mais simples: as crianças de Gaza morrem porque são bombardeadas pela força aérea israelita. Quando a criança judia de um colonato é morta por um palestiniano, acharia bem que disséssemos: "Quem mandou os pais colonizarem uma terra alheia e levarem para lá os seus filhos?" Se é morta por um palestiniano, é ele o responsável. Os pais são responsáveis pela colonização, os membros da resistência responsáveis pelos métodos e pelos alvos que essa resistência escolhe, acertadamente ou condenavelmente.
samizdat a 23 de Julho de 2008 às 08:29

As crianças judias não morrem como escudos humanos, como morrem as de Gaza e morreram as de Beirute. Os pais israelitas preocupam-se em manter as suas crianças o mais possível a salvo do terror, em caso de guerra (os pais de Haifa levavam os seus filhos consigo para os abrigos anti-aéreos durante os bombadeamentos do Hezbollah). Ao contrário, os pais de Gaza mandam os filhos atirar pedras aos soldados, arriscando-se a ser baleadas, e mandam-nas aos treinos de terrorista-junior nos campos de férias do Hamas.
Os bombardeamentos de Israel sobre Gaza e Beirute nunca foram indiscriminados. Consulte os mapas dos pontos destruídos, esstão disponíveis para quem se interesse em analisá-los. Veja como os pontos bombardeados coincidem (não por mera coincidência) com os locais de residência dos líderes do Hamas e do Hezbollah, ou com sedes de instituições ligadas ao terrorismo. E mesmo sabendo desta ligação do alvo ao terror, Israel costuma lançar panfletos de pré-aviso de ataque. Coisa que o Hamas não faz quando diariamente dispara mísseis sobre Sderot.
Áquilo que você chama "terra alheia", eu chamo simplesmente Terra de Israel.
Boaz a 23 de Julho de 2008 às 19:59

Pode voce acreditar verdadeiramente que as maes e pais palestinianos querem enviar os seus filhos para morte?! Eis novamente o mito racista dos arabes como povo barbaro e selvagem. E contra mitos desses nao se pode discutir
samizdat a 23 de Julho de 2008 às 21:35

Não serão bárbaros e selvagens, mas nas últimas décadas não se têm destacado muito como povos pacíficos e civilizados.
Ora conte lá o número de guerras que houve na região entre Marrocos e o Iraque, sem a mínima relação com o conflito Israelo-Árabe.
Veja o número de mortos dessas guerras: só a guerra civil do Iémen (com activa intervenção egípcia) causou mais de 200 mil mortos.
Na guerra Irão-Iraque, mais de 1 milhão e meio de mortos. Na Argélia mais de 250 mil. No Sudão, mais de 2 milhões (sem contar com Darfur). Na Somália, algumas centenas de milhar.
Incrivelmente, Israel não matou nem um só desses mais de 3 milhões e meio! Nem 1/100 dessa cifra morreram no conflito de Israel com os Palestinianos. E depois Israel é que é um regime de genocídio como você o apelidou...
Não é irónico, só por exemplo, que no caso do Egipto, a sua única fronteira reconhecida e aceite pelos seus vizinhos, seja exactamente a fronteira com Israel? Que com os restantes vizinhos, todos árabes, tenha litígios que já resultaram em várias guerras? (Então os árabes não são todos amigos?!?! Eles afinal não fazem só guerra com Israel?!?!)
Veja as atrocidades (só algumas, não todas, que se pode cansar ou nausear e isso não é bom) que os estados árabes e muçulmanos fazem contra gays, mulheres, as minorias de negros, cristãos, bahaís ou as crianças até.
Analise como as escolas e as televisões sauditas, sírias, egípcias e palestinianas definem os judeus: "são como macacos e porcos". (Aliás, inspiradas expressamente num versiculo do Corão).
E por fim, se não lhe chegarem estes sinais de civilização e cultura, conte o número de mulheres que se sentam nos parlamentos dos países árabes. Com esta conta, garanto-lhe, não se vai cansar. É rapidíssma!
Barbaridade? Selvajaria? Não. Talvez a Europa apenas não os compreenda na imensa e ofuscante luz da sua razão. A isso se chama "choque de civilizações". A Europa também teve uma "Idade das Trevas", há mil anos atrás. Agora é a vez dos outros. Também têm direito, afinal não serão menos gente que os europeus.
Oiça o que a cientista síria Wafa Sultan tem a dizer sobre a barbaridade árabe e muçulmana, numa entrevista que deu à Al-Jazeera. Ela tem mais autoridade do que eu. E a Al-Jazeera não mente, pelo menos a favor de Israel.
Boaz a 24 de Julho de 2008 às 23:21

É óbvio e natural que os pais e mães palestinianos amem os seus filhos. Porém, é bem possível amem menos os seus filhos do que odeiam Israel. Por isso estão dispostos a sacrificá-los em nome desse ódio maior.
Não será por acaso que os mandam aos campos de férias do Hamas, onde aprendem a manejar armas, a saltar arame farpado, a rastejar na lama, a matar com pistolas e facas. Que os mandem ouvir os imãs nas mesquitas a apelar à Jihad.
Que os educam com a TV palestiniana (não apenas o canal oficial do Hamas) em que, nos programas infantis, se fazem apelos à morte em nome da causa, se ouvem crianças de colo a gritar na TV que sonham ser um shahid, um mártir! Uma TV na qual os clips de música popular são filmes de exaltação ao martírio.
Ou as mães abraçadas aos filhos, com o cinto de explosivos em volta do peito, de bandana do Hamas presa na cabeça, a fazerem a sua declaração de morte, antes de sairem em missão suicida. Mães orgulhosas por saber que finalmente eles irão para o paraíso virginal.
É esta a sua noção de "amor maternal"?
Boaz a 24 de Julho de 2008 às 23:37

Estas patranhas sobre as maes palestinianas sao as mesmas que propalava Bernard-Henri Levy ate ter ido ah Palestina. Depois pediu desculpa. Continuou a ser favoravel a Israel, mas prometeu nunca mais repetir tais disparates
samizdat a 25 de Julho de 2008 às 08:37

Alem disso: os colonatos nao sao "terra alheia"?! Ainda vou ve-lo a defender a limpeza etnica de 300.000 palestinianos de Hebron para dar lugar a 2.000 arruaceiros fascistas
samizdat a 25 de Julho de 2008 às 09:31

A 27 de Maio, o eurodeputado Miguel Portas ( que, entre outras coisas é membro da delegação Parlamentar do PE para as Relacções com o Parlamento palestiniano) publicou o post " Palestina, há 60 anos um duplo acontecimento."...
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Contribui também com alguns comentários (foram mais um diálogo). Fica aqui a referência, desejando que este blog prossiga. Um abraço.
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http://www.miguelportas.net/blog/?p=370#more-370

2 Comments

Ana Cristina Aço M. a 14 de Julho de 2008 às 18:03

Cara Ana Crisitina, muito obrigado pelas palavras e de encorajamento e pela referência da oportuna intervenção de Miguel Portas
samizdat a 19 de Julho de 2008 às 10:18

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