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Out 08
publicado por samizdat, às 09:13link do post | comentar

Um advogado árabe israelita do grupo de direitos dos trabalhadores Kav La’Oved foi esta semana algemado e detido pela polícia durante um breve lapso de tempo quando se recusou a despir as calças num controlo de segurança do aeroporto. Foi a segunda vez em dois meses que os funcionários do aeroporto mandaram Khalid Dukhi despir as calças no âmbito de um controlo de segurança antes do voo.

Dukhi ia voar na 2ª feira de Tel Aviv para Eilat, para prestar apoio judiciário a refugiados sudaneses que trabalham em hoteis na cidade do sul, quando os funcionários de segurança do aeroporto Sde Dov o mandaram retirar as calças depois de um detector manual de metais ter apitado durante a revista. Quando ele disse que preferia deixar o aeroporto, os funcionários chamaram a polícia, que lhe deu voz de prisão, o algemou e lhe tirou as calças para completar o controlo.
 
As autoridades não encontraram irregularidades e libertaram Dukhi, três horas depois do seu voo.
 
“Nós consideramos este incidente grave, porque contradiz as promessas da Autoridade [de Aeroportos Israelitas] e da El Al no sentido de tratar os cidadãos árabes duma forma humana e adequada”, declarou o centro de advocacia árabe israelita “Mossawa”.
 
A autoridade dos aeroportos disse que Dukhi foi detalhadamente examinado “devido ao alerta específico que foi accionado durante a busca” e afirmou que os funcionários de segurança chamaram a polícia “para ajudar a convencer o passageiro a ser examinado e a dissipar a suspeita”. Os funcionários da Autoridade disseram ignorar se tinha havido um alerta específico quando Dukhi foi examinado pela primeira vez.
 
A polícia declarou que Dukhi foi libertado assim que a busca ficou concluída. “A polícia recebeu uma chamada de funcionários de segurança do aeroporto Sde Dov, dizendo que estavam na presença de um homem que recusava ser examinado e que estava a causar perturbações”. Segundo a polícia, “oficiais de uma patrulha chegaram ao local e disseram ao suspeito que, visto ele se recusar a ser examinado, teria de ser detido. Como o suspeito recusou, os oficiais da polícia detiveram-no, revistaram-no e, quando a revista foi completada, libertaram-no”.
 
Fonte: haaretz.com, 8.10.08

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