Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
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Jan 08
publicado por samizdat, às 14:51link do post | comentar

Em 18 de Novembro passado, a ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, declarou que um futuro Estado palestiniano deveria constituir uma solução nacional para os palestinianos da Margem Ocidental do Jordão, para os que vivem em campos de refugiados e – aqui residia a principal novidade da declaração – também para os árabes israelitas. A segunda figura do governo assumia assim publicamente que o Estado judeu não quer os árabes como cidadãos, nem mesmo como minoria, e deseja atirá-los para a alçada da Autoridade Palestiniana. Eis aqui a doutrina da “transferência de populações” que até agora apenas a extrema-direita capitaneada por Avigdor Lieberman se atrevia a defender.

Fonte: http://www.ynetnews.com


publicado por samizdat, às 14:50link do post | comentar

O Estado de Israel sempre se arrogou o direito de expropriar terras palestinianas pertencentes às aldeias ou às comunidades, com o pretexto de se tratar de terras “sem dono” e com a alegação de as ocupar apenas temporariamente, pelas omnipresentes “razões de segurança”. Mas o mesmo Estado de Israel afirmava respeitar escrupulosamente a propriedade privada das elites palestinianas.

Acontece que nem isso é verdade. Um relatório publicado em 2007 pelo grupo israelita “Paz Agora” mostra que pelo menos um terço dos colonatos da Margem Ocidental foi construído em propriedades privadas palestinianas.

Fonte: Reuters, 14.03.07

 

 


publicado por samizdat, às 14:48link do post | comentar
Numa política de punição colectiva contra a população de Gaza, o governo israelita limitou drasticamente a importação para Gaza de produtos tão diversos como pilhas, anestésicos, antibióticos, tabaco, café, gasolina, óleo diesel, chocolate, ar comprimido para o fabrico de refrigerantes. De 1,5 milhões de habitantes de Gaza, 1,2 milhões dependem da ajuda humanitária da ONU para sobreviverem.
O director do Banco Mundial para os territórios palestinianos ocupados, Faris Hadad-Zervos, vem advertindo desde Julho passado que o fecho das fronteiras com a Faixa de Gaza está a provocar danos irreversíveis na economia local. Mais de 3.190 empresas foram encerradas e 65.800 trabalhadores dispensados “temporariamente”. O desemprego, admitiu, poderia atingir a cifra astronómica de 44%.
 
Nos hospitais, deixaram de existir 85 medicamentos essenciais e 150 outros estavam, em Dezembro, à beira de se esgotarem. Os tratamentos de hemodiálise que deviam fazer-se três vezes por semana foram reduzidos para duas vezes para os doentes em estado muito grave. Duas dúzias de máquinas de hemodiálise estão paradas por falta de peças sobressalentes, que Israel não deixa passarem a fronteira. Segundo a organização israelita “Physicians for Human Rights”, dezenas de palestinianos cancerosos, necessitados de tratamentos urgentes, têm sido impedidos de passarem a fronteiras. O ministro da Saúde de Gaza, Bassem Naim, comentou: “Isto não é uma crise humanitária. É um crime de guerra”. O major-general israelita Peter Lerner, por seu lado, comentava: “Eles não podem lançar rockets de manhã e esperar que à tarde as fronteiras sejam abertas para os doentes".
O bloqueio foi agravado pelo exército israelita desde que o Hamas, partido vencedor das eleições, passou a controlar o governo do território em Junho de 2007. Israel alega que desde então foram lançados cerca de 2.000 morteiros de fabrico artesanal, matando duas pessoas e causando grave preocupação entre a população civil da cidade fronteiriça israelita de Sderot. A maioria dos morteiros são lançados por pequenos grupos não influenciados pelo Hamas.
Só durante o mês de Novembro, os israelitas procederam a 26 assassínios selectivos em Gaza, tendo matado nessas operações pelo menos mais quatro civis circunstantes. Nos anos de 2006 e 2007, as forças de segurança israelitas mataram 810 palestinianos na Faixa de Gaza. O diário Haaretz calculava que quase metade desse número (360) eram civis. Só os restantes seriam combatentes.
O chefe do serviço secreto israelita, Shin Bet, Yuval Diskin, contestou este cálculo, afirmando que “apenas” um quarto dos palestinianos abatidos eram inocentes: 200, segundo admitiu. Segundo a organização de direitos humanos israelita B’Tselem, 152 vítimas tinham menos de 18 anos e 48 tinham menos de 14.
O ministro da Segurança Interna, Avi Dichter, presente às declarações de Diskin, afirmou-se satisfeito com o balanço e disse que era preciso intensificar a guerra contra os palestinianos de Gaza para acabar de vez com as organizações “terroristas”.
Fontes: Washington Post, 15.12.07; Haaretz, 12.07.07 e 14.01.08
 

publicado por samizdat, às 11:36link do post | comentar

O famoso pianista israelita que sempre apelou ao fim da ocupação da Palestina e foi fundador, com Edward Said, da West Eastern Divan Orchestra, composta de jovens músicos árabes, palestinianos e israelitas, adopta a nacionalidade palestiniana.

Daniel Barenboim, pianista e chefe de orquestra israelita de fama mundial, adoptou a nacionalidade palestiniana e declarou pensar que a sua rara e nova qualidade poderia ser um exemplo para a paz entre os dois povos.

«É uma grande honra ter recebido um passaporte», disse ele no domingo passado, depois de um recital de piano em Ramallah, a cidade da Cisjordânia onde ele durante alguns anos promoveu os contactos entre jovens músicos árabes e israelitas.

«Aceitei, também porque acredito que os destinos do povo israelita e do povo palestiniano estão inextricavelmente ligados» disse Barenboim. «Sejamos nós abençoados ou malditos, temos de viver uns com os outros. E eu prefiro a primeira (proposta)».

«O facto de um cidadão israelita poder receber um passaporte palestiniano mostra que isso é realmente possível», continuou.

O antigo ministro palestiniano da Informação, Mustafa Barghouti, que ajudou a organizar o concerto de domingo, disse que o passaporte tinha recebido a aprovação do governo anterior, ao qual tinha pertencido e que foi substituído em Junho.

Barenboim, de 65 anos, nascido na Argentina, é uma personalidade controversa na sua pátria de adopção (Israel), tanto por ter promovido Richard Wagner, compositor do século XIX, cuja música e cujos escritos anti-semitas influenciaram Adolf Hitler, como pela sua oposição proclamada à política de Israel nos territórios palestinianos.

Questionado sobre as declarações de George W. Bush na semana passada aquando da sua visita à região, dizendo que uma paz poderia ser celebrada este ano, Barenboim avisou contra o perigo de criar demasiadas esperanças.

«Seria absolutamente horrível se agora, com as boas intenções, surgissem expectativas que não se poderia satisfazer», disse Barenboim. «Então, afundaríamo-nos numa crise ainda maior».

Rejeitando qualquer vontade de desempenhar um papel político, o antigo chefe da Orquestra Sinfónica de Chicago lançou uma resposta ao apelo espectacularmente vigoroso de Bush em Jerusalém na semana passada, comprometendo Israel a pôr fim, segundo as próprias palavras de Bush, «à ocupação».

«Actualmente, até as pessoas obtusas dizem que a ocupação deve parar», disse Barenboim.

Com Edward Said, o catedrático palestiniano já falecido, haviam fundado a West Eastern Divan Orchestra, composta por jovens músicos de Israel, dos territórios palestinianos e dos países árabes vizinhos.

Fonte: Ha’aretz de 13 de Janeiro de 2008

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