Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
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Jan 08
publicado por samizdat, às 09:27link do post | comentar

 Gaza na noite de domingo (Foto: Reuters)

Ao mesmo tempo que Gaza mergulha na escuridão devido ao corte de energia, vozes no terreno advertem sobre a iminência de uma crise humanitária. Um palestiniano de Gaza afirmou que as medidas de castigo colectivo reforçam a solidariedade entre os palestinianos.

Extensas áreas da Faixa de Gaza mergulharam na escuridão no domingo à noite, quando a central eléctrica foi obrigada a parar as suas turbinas depois de Israel ter cortado o fornecimento de combustível à Faixa. Muitos habitantes de Gaza receiam agora que esteja iminente uma crise humanitária, apesar das afirmações de Israel segundo as quais 70% da energia ainda está a ser fornecida por uma central israelita.

Os hospitais na Faixa já anunciaram o cancelamento de todas as operações marcadas para os próximos dias. Funcionários dos serviços de Saúde receiam que equipamentos médicos, tais como máquinas de diálise e de respiração, possam avariar-se. Segundo o Ministério da Saúde palestiniano, 10 minutos sem electricidade podem causar a morte de dezenas de pacientes.

Residentes da Faixa de Gaza receavam também a crise sanitária no caso de as bombas de elevação pararem de funcionar. Além disso, algumas fontes na Faixa entendiam que a maioria das fábricas começaria a ficar paralizada a partir de 2ª feira.

Estava previsto que milhares de habitantes de Gaza participassem numa “manifestação de velas” na noite de domingo, vindo para a rua com velas nas mãos em protesto contra o corte de energia. A imprensa da Faixa, especialmente aquela ligada ao Hamas, tem durante o dia instado as organizações internacionais e o mundo árabe a intervirem.

A United National Relief and Works Agency (UNRWA) anunciou recentemente que a ajuda humanitária tem sido impedida de passar para a Faixa de Gaza desde que foram encerradas as fronteiras.

O encerramento da central eléctrica “vai ter um impacto significativo na vida quotidiana de centenas de milhares de pessoas em Gaza”, segundo, o porta-voz da UNRWA Christopher Gunness, cujos envios de ajuda humanitária têm voltado para trás.

“O corte de energia em Gaza não vai atingir o Hamas, pelo contrário, vai reforçar as organizações islâmicas, de modo que mesmo palestinianos seculares, que habitualmente apoiavam a Fatah, vão simpatizar com o Hamas”, disse à Ynet Youssef Khatib, um funcionário da região de Khan Younis.

“A política israelita de castigo colectivo não vai dar resultado. Não sou um homem do Hamas, mas digo aos meus filhos que o corte de energia é o resultado da guerra de Israel contra nós”, acrescentou.

Segundo Khatib, as sanções israelitas reforçaram a solidariedade entre os palestinianos, “O povo palestiniano une-se nestes momentos difíceis. Embora exista em Gaza a divisão interna, a ajuda mútua está a intensificar-se”.

Fonte: Ynetnews.com 20.01.08

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