Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
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Ago 08
publicado por samizdat, às 18:41link do post | comentar


Traduzido de www.europalestine.com, publicado em 23.08.08

 

No sábado 23, o governo de Israel decidiu deixar entrar os dois barcos no porto de Gaza, com 46 militantes de uma quinzena de países a bordo, que reclamam o levantamento do bloqueio da banda de Gaza. Os dois barcos vindos de Chipre eram esperados pela população de Gaza e por jornalistas do mundo inteiro reunidos no pequeno porto.

Nesse mesmo dia de manhã, a 4 km da costa palestiniana, os militantes internacionais que transportavam material médico e 5000 balões queixavam-se de interferências nas suas comunicações e acusavam Israel de os cortar do resto do mundo e de os colocar em perigo. No momento em que eles se preparavam para lançar um SOS a nível internacional, os dirigentes israelitas renunciavam, após várias consultas, a bloqueá-los, declarando «não querer ceder à provocação» e avisando-os de que se tratava de uma «autorização excepcional». «Israel reserva-se a possibilidade de intervir pela força a qualquer momento», acrescentou o governo.

O Free Gaza (21 metros) e o Liberty (18 metros) tinham deixado o porto de Lanarca ontem às 10 horas, com militantes de vários países a bordo, tais como Yvonne Ridley, apresentadora de um canal de televisão americano, Lauren Booth, cunhada de Tony Blair e Hedy Epstein, uma sobrevivente dos campos nazis de 82 anos. Todos eles denunciam o embargo a Gaza decretado por Israel desde há mais de um ano, que priva os seus 1,4 milhão de habitantes de gás, electricidade, cuidados e alimentos de primeira necessidade.

Desde sábado de manhã, as famílias de Gaza vieram em massa esperar os dois barcos, montando tendas e içando bandeiras palestinianas em barcas para acolher os passageiros. «Mesmo se esses barcos não conseguem romper o cerco, eles divulgam uma mensagem moral, ao afirmarem que aquilo que nos é imposto é ilegal e desumano e deve terminar», declarou Raji Sourani, militante palestiniano pelos direitos humanos, ao jornal Haaretz.


 

 


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