Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
30
Mar 11
publicado por samizdat, às 09:01link do post | comentar

Exmos Senhores

 

Dr. José Manuel Santinha Lopes,

Presidente da Câmara Municipal de Mourão

 

José Ramalho,

Presidente da Assembleia Municipal

 

É com grande consternação que tomámos conhecimento de que a Câmara Municipal de Mourão pediu o apoio da embaixada de Israel para o melhor aproveitamento pelo município do potencial agrícola criado pela albufeira do Alqueva.

 

A embaixada de Israel em Portugal representa um país que tem agido, desde a sua fundação, fora da lei internacional, colonizando os palestinianos e roubando-lhes os seus recursos naturais, e muito especialmente os recursos aquíferos. Israel tem nesse campo uma longa experiência de roubo sistemático dos recursos de água potável dos palestinianos. A água desviada serve para encher as piscinas e regar os relvados dos colonatos israelitas. Mas cerca de 200.000 palestinianos das comunidades rurais da Cisjordânia não têm acesso à água corrente. E mais de 90% da água “potável” de Gaza estão contaminados por águas de esgotos e do mar e são impróprios para consumo. Os campos agrícolas palestinianos têm sido sistematicamente destruídos, centenas de milhares de oliveiras já foram arrancadas para dar lugar a colonatos considerados ilegais pela lei internacional.  

Existe, desde 2005, uma campanha internacional de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra o Estado de Israel. Esta campanha surgiu do apelo de 171 organizações da sociedade civil palestiniana à solidariedade internacional contra a ocupação israelita dos territórios palestinianos. Desde o ataque militar a Gaza, no inverno de 2008-2009, que provocou 1400 mortos civis, a campanha tomou uma grande amplitude. O seu objectivo é isolar o Estado de Israel e obrigá-lo a respeitar as leis internacionais de direitos humanos e o direito dos povos à autodeterminação. É uma campanha semelhante à que ocorreu nos anos 90 contra o apartheid da África do Sul, que significou um contributo para a queda desse regime.

 

A campanha de BDS tem várias vertentes – comercial, cultural, desportiva, etc. – e conta com a adesão de todo o tipo de organismos e indivíduos. A nível autárquico, temos o exemplo muito próximo da Espanha: o município de Cigales foi o segundo da província de Valladolid que aderiu, em Outubro de 2010, à campanha de boicote contra a empresa israelita de água engarrafada Eden Spring. Já em Julho, o município de Villanueva de Duero tinha tomado a mesma decisão de retirar essa marca de água de todos os seus departamentos.

 

Juntamos em anexo a esta carta, para vossa informação, alguns exemplos mais relevantes de adesões a esta campanha. E concluímos com um apelo a que esse município, na linha das suas tradições democráticas, cancele a colaboração prevista com entidades responsáveis pelo regime de apartheid, pilhagem e limpeza étnica de que é vítima o povo palestiniano.

 

Com os melhores cumprimentos.

Pelo Comité de Solidariedade com a Palestina

 

 

 

CAMPANHA DE BOICOTE, DESINVESTIMENTO E SANÇÕES CONTRA A OCUPAÇÃO ISRAELITA

Alguns exemplos de adesões à campanha BDS

 

Boicote comercial

- Os supermercados italianos COOP e Nordiconad e os supermercados britânicos Marks and Spencer e Co-operative Group anunciaram que deixarão de vender produtos dos colonatos israelitas ilegais no território palestino ocupado.

 

Boicote académico

- O caso mais recente foi o da ruptura, por parte da universidade de Joanesburgo, a mais importante universidade sul-africana, de uma cooperação de 25 anos com a universidade israelita Ben Gourion. O arcebispo Desmond Tutu, prémio Nobel da Paz, tinha apelado à ruptura das relações, pelo facto de as universidades israelitas estarem intimamente ligadas, por escolha própria, ao regime de ocupação e de apartheid.

 

Boicote cultural

- Na sequência do ataque a Gaza e à Frota da Liberdade, numerosos artistas cancelaram os seus espectáculos em Israel, entre eles: os Klaxons, os Gorillaz Sound System, os Pixies, Elvis Costello, Gil Scott-Heron e Carlos Santana.

- Vários realizadores e actores, como Ken Loach, Bjork, Jean-Luc Godard, Meg Ryan e Dustin Hoffman cancelaram a sua participação em festivais de cinema.

 

Boicote desportivo

- Após o ataque de Israel à Frota da Liberdade, a equipa de futebol sub-19 da Turquia recusou-se a participar num jogo com Israel e a equipa sueca sub-21 requereu à FIFA que a autorizasse a fazer o mesmo.

 

Desinvestimento

- Os conselhos municipais de Estocolmo, Dublin, Galway, Sligo e Swansea afastaram a empresa francesa Veolia de futuros contratos e vários bancos privados alienaram as suas acções na empresa por esta estar ligada à construção do caminho-de-ferro que liga os colonatos de Jerusalém oriental e da Cisjordânia.

 

- Em Maio de 2010, a Deutsche Bank desinvestiu da Elbit Systems, uma empresa de armamento israelita que fornece armas ao exército e componentes para o Muro do Apartheid nos territórios palestinianos ocupados. Seguiram-se decisões semelhantes por parte da Foersta AP-Fonden, o maior fundo de pensões da Suécia, do Fundo de pensões do Estado norueguês, da seguradora norueguesa KLP; da financeira dinamarquesa Danwatch, do Danske Bank, da Dinamarca e do ABP, um dos maiores fundos de pensões holandeses.

 

Sanções

- A Bolívia e a Venezuela romperam relações com Israel, fechando as embaixadas de Israel nos seus países; o Qatar e a Mauritânia congelaram as relações diplomáticas com Israel; a Jordânia chamou o seu embaixador como um acto de protesto contra a agressão israelita contra os palestinos da Faixa de Gaza em 2008-09.

 

- Na sequência do ataque à Frota da Liberdade, a Nicarágua suspendeu as suas relações diplomáticas com Israel, a África do Sul retirou o seu embaixador em Tel Aviv, o ministro da educação da Noruega, Kristin Halvorsen, reiterou a proibição da Noruega de venda de armas a Israel, a Turquia retirou o seu embaixador em Tel Aviv.

 

 


26
Mar 11
publicado por samizdat, às 16:10link do post | comentar

Trata-se de um avanço importante da campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra o Estado de Israel

Após 25 anos de cooperação com a universidade israelita Ben Gourion, a universidade de Joanesburgo, a mais importante universidade sul-africana, decidiu romper com essa colaboração. Numa votação que decorreu no passado dia 23, 60% dos participantes pronunciaram-se a favor dessa decisão.

O arcebispo Desmond Tutu, entre outras personalidades, tinha apelado à ruptura das relações, pelo facto de as universidades israelitas estarem intimamente ligadas, por escolha própria, ao regime de ocupação e de apartheid.


22
Mar 11
publicado por samizdat, às 11:58link do post | comentar
Os bombardeamentos da NATO contra a Líbia mudaram o quadro político existente até aqui. As potências atlantistas passaram da retórica humanitária à agressão efectiva. Depois de terem dado tempo aos mercenários de Kadhafi para debilitarem até ao extremo a rebelião anti-ditatorial, confiam agora em que serão capazes de intervir, de dar o golpe de misericórdia no velho ditador agonizante, mas sem terem de acomodar-se a uma revolta que triunfasse pelos seus próprios meios.
 
Por outro lado, aprenderam as lições do seu Vietname iraquiano e sabem que não lhes convém caírem de pára-quedas num país politicamente desertificado e decretarem a seu bel-prazer a arquitectura da administração ocupante. Por isso, intervieram neste caso quando ainda permanece da revolução o ténue e em todo o caso impotente símbolo que é Benghazi. Desse símbolo poderão fazer um governo dócil e um negociador fraco na OPEP, mas sem o preço incomportável de estabelecerem na Líbia mais um aparelho de ocupação.
 
A intervenção militar da NATO não tem, portanto, nenhum objectivo humanitário. Deve ser energicamente combatida. Juntamo-nos assim à convocatória já distribuída pelo CPPC para a manifestação de 4ª feira 23, às 18h em frente à embaixada dos EUA.

06
Mar 11
publicado por samizdat, às 09:19link do post | comentar

O site em língua hebraica Inyan Merkazi indica que uma empresa israelita procede actualmente ao recrutamento em vários países africanos por conta do coronel Kadhafi.

O artigo de Inyan Merkazi, traduzido pela agência de imprensa palestiana Ma'an precisa que a empresa, cujo nome não é divulgado, é dirigida por oficiais na reforma do exército israelita.

O site, que diz ter informações de fontes egípcias, indica também que o primeiro dirigente da empresa encontrou-se recentemente com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Ehud Barack, e o chefe dos serviços secretos, Aviv Cokhavi, e que esses oficiais israelitas aprovaram todos o recrutamento por esta empresa de mercenários para apoiar Kadhafi.

A violenta repressão do dirigente líbio fez pelo menos 1000 mortos líbios segundo os grupos de defesa dos direitos humanos (6.000 segundo a Liga líbia dos direitos humanos, em 3 de Março).

Segundo os autores, os oficiais israelitas aprovaram o recrutamento devido aos seus receios de que se Kadhafi for derrubado ele seja substituído por um “regime islâmico extremista”.

Durante as suas quatro décadas de poder à cabeça deste Estado da África do Norte, Kadhafi mostrou-se como um dos mais virulentos críticos dos israelitas.

Os representantes da empresa estiveram recentemente no Chade para discutir com um oficial de alta patente dos serviços secretos líbios, Abduallah Sanussi, segundo o artigo. Nessa entrevista, Sanussi deu o seu acordo para pagar a empresa para que ela recrute até 50.000 mercenários nos países de África, ainda segundo este site.

(tradução da notícia de Ma’an por info-Palestine.net)

 

Fonte: CAPJPO-EuroPalestine, 4 de Março de 2011

 


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