Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
27
Mai 12
publicado por samizdat, às 15:38link do post | comentar

Mazin Qumsyieh é um activista palestiniano e propagandista da resistência popular não violenta, residente em Belém

 

 "Neste 64° aniversário da Nakba, estamos de luto pela limpeza étnica que começou em 1948 e que continua hoje com transferências sub-reptícias, demolições de casas, confiscações de terras, etc. Porém, celebramos também uma resiliência e um êxito espantosos do povo palestiniano autóctone, em condições incrivelmente desfavoráveis."

 

"Acabamos de festejar o sucesso duma greve da fome levada por mais de 1 600 prisioneiros políticos, apesar de tentativas para ocultar este facto nos media ocidentais sob dominação sionista. Os presos conseguiram ganhar uma parte dos seus direitos fundamentais, entre os quais o de receber as visitas de suas famílias e o fim da encarceração em isolamento.

 

- Somos 11,5 milhões, e apesar da maioria de nós sermos pessoas refugiadas e deslocadas, continuamos firmes, cheios de esperança e unidos entre nós. Graça a esta perseverança, e agora a internet e aos meios modernos de comunicação, até as fracas tentativas para isolar-nos uns dos outros fracassaram. Milhares de palestinianos continuam a ir à sua capital Jerusalém sem autorização israelita. Milhares estão conectados com as zonas ocupadas desde 1948, de cada parte da Linha Verde.  

 

- Continuamos sendo a população mais educada do Médio Oriente, com a maior taxa de diplomados do ensino superior. Já possuímos 12 universidades na Palestina ocupada. Sábado passado, fizemos em Belém o segundo congresso internacional de investigação biomédica, pondo em evidência uma actividade científica que rivaliza com a realizada em países dotados de uma grande tradição de investigação. O que é milagroso, sabendo das condições impostas pela ocupação.

 

- Continuamos sendo o povo que contribui para desenvolver o mundo árabe e manter viva a memória da sua unidade e do seu destino comum. Mais ainda, foi a nossa resistência que protegeu os nossos irmãos árabes contra os planos sionistas iniciais de um império se espalhando do Nilo até o Eufrates. Continuamos a ser o obstáculo maior à vitória do projecto sionista e racista.

 

- Temos uma história espantosa de 130 anos de luta contra o projecto colonial (elaborado pelos sionistas e seus apoios ocidentais) que na história foi o mais bem financiado, o mais organizado e o mais apoiado.

 

- Temos, na história das lutas anticoloniais, as campanhas mais dinâmicas, de boicote, desinvestimento e sanções (BDS). Em menos de 7 anos, realizámos muito mais do que o que foi cumprido por BDS em qualquer outro lugar (inclusive durante 25 anos na África do Sul).

 

- A Palestina é o lugar onde povos de religiões diferentes viveram juntos e sem segregação nos mesmos bairros, até à chegada de sionistas europeus, que criaram de novo guetos para os palestinianos (muçulmanos e cristãos), e para os judeus, um vasto gueto chamado Israel. Os sinos das igrejas e a chamada do muezzin à oração continuam a penetrar profundamente as nossas almas, apesar das tentativas sionistas de as reduzirem ao silêncio (por exemplo, pela limpeza étnica e a destruição de 530 aldeias e cidades).

 

- Ensinamos aos nossos filhos que o racismo e as noções de povo eleito são aberrantes, e eles crescem na esperança de que podemos ainda ter uma nova Palestina que será como a de antigamente: multiétnica, multirreligiosa, multicultural e bela.

 

- Os palestinianos inspiraram activistas no mundo inteiro. As sondagens revelam uma grande simpatia pela nossa causa entre as pessoas comuns. A Palestina é agora uma causa famosa para quem luta contra a opressão. O próprio Nelson Mandela avisou que a África do Sul não será totalmente livre antes de a Palestina ser libertada. Segundo os inquéritos de opinião, uma maioria na Europa ocidental percebe, com razão, Israel e os USA como sendo os dois perigos maiores para a paz no mundo. Milhares de internacionalistas juntaram-se a nós localmente na luta. Por isso Israel ganhou a paranóia no que diz respeito a qualquer visita de solidariedade com os palestinianos, pondo assim em evidência a sua essência de apartheid racista.

 

Estamos agradecidos para com todos os que contribuíram para aperfeiçoar o futuro da humanidade. Estou seguro de que a nossa Nakba acabará, que os refugiados voltarão, que a liberdade e a igualdade acontecerão e que os israelitas também serão libertados daquele papel de opressores e colonizadores para se integrarem na edificação de uma nova e melhor Palestina. Poderemos então ser uma «luz entre os povos».

 

Mazin Qumsiyeh, PhD              

Fonte : http://popular-resistance.blogspot....

 


13
Mai 12
publicado por samizdat, às 01:43link do post | comentar

debate
no acampamento da primavera global

segunda-feira 14, às 19 horas
parque eduardo VII


cerca de 2000 palestinianos presos ilegalmente nas prisões israelitas encontram-se em greve da fome desde 17 de abril; alguns deles iniciaram a greve há 2 meses e meio e encontram-se em perigo de vida.
são quase metade do total de presos, os que lutam neste momento contra
o sistema de "detenção administrativa" e o isolamento


mais sobre mim
Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

28
29
30
31


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO