Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
30
Jul 13
publicado por samizdat, às 20:24link do post | comentar

(Traduzido de CAPJPO-EuroPalestine)

 

 

Dez anos de prisão por vender pão sem licença

27 de julho 2013

 

Dez anos de prisão é a pena a que a “justiça israelita” condenou Zaki Sabah, pelo crime de venda repetida de pães em Jerusalém Oriental sem licença.

Há 15 anos que este pai de 7 crianças, de 60 anos e diabético ganha a sua vida desta maneira.

Este acto “criminoso” valeu-lhe várias multas por parte da municipalidade, que Zaki não pode pagar. Por essa razão, as autoridades israelitas levaram-no a tribunal onde um juiz o condenou na semana passada a 10 anos de cadeia.

É preciso dizer que Zaki tem um grande defeito : ele é árabe.

 

 

A AP de Mahmoud Abbas reprime manifestantes

29 de julho 2013

 

Respondendo ao apelo da FPLP, cerca de 200 pessoas com bandeiras palestinianas começaram a desfilar este domingo 28 em Ramallah para defender os direitos dos palestinianos por ocasião das negociações “poeira para os olhos” e para exigir a libertação de todos os presos políticos palestinianos.

Antes de chegarem à sede da Autoridade Palestiniana (AP), foram bloqueados pelas forças da polícia que os atacou violentamente. A associação palestiniana Addameer de defesa dos direitos humanos relata que várias pessoas feridas levadas para o hospital foram perseguidas por agentes que as impediram de serem tratadas.

Quatro manifestantes foram detidos, entre os quais Khalida Jarrar, presidente do comité de defesa dos presos no seio do Conselho Legislativo Palestiniano.

 

 

Enquanto decorrem as «negociações de paz» 

25 de julho 2013

     

A administração militar israelita deu luz verde à continuação de um projecto de construção de uma rede de 473 km de linhas de caminho-de-ferro para ligar entre si os colonatos da Cisjordânia.

Segundo o jornal Haaretz, a administração militar e o ministério israelita dos Transportes prevêem a construção de 30 estações, dezenas de pontes e túneis e onze linhas ferroviárias. […] O próprio diário israelita lamenta que essa rede possa ser construída num “território árabe para necessidades judias”.

Entretanto, começaram as obras para uma nova estrada na Cisjordânia que ligará a cidade costeira de Hadera aos colonatos instalados na região de Jenine e no Vale do Jordão. A estrada, que terá um cumprimento de 183 km, estará terminada em 2014 e confiscará centenas de hectares aos seus donos palestinianos.

 

 

Rapto e detenção de crianças pelo exército israelita

29 maio 2013

 

Segundo a ONG Defence Children International (DCI), o número de crianças detidas e maltratadas por Israel tem vindo a subir, com uma média de 232 crianças por mês desde o início de 2013.

Ahmed Jawabreh, de 14 anos, dormia em sua casa no campo de refugiados perto de Hebron, na Cisjordânia ocupada, no início de abril, quando soldados israelitas o foram raptar às 3 h da manhã. O rapaz devia passar um exame nesse dia de manhã, mas só foi libertado 18 dias mais tarde. Estava suspeito de ter lançado pedras. Os seus pais tiveram de pagar uma multa de 1100 dólares para que ele pudesse sair em liberdade (uma extorsão que se tornou sistemática por parte das autoridades israelitas). Para além disso, Ahmed ficou em prisão domiciliária, isto é, proibido de frequentar a escola.

Este rapto e este tratamento constituem um exemplo entre muitos, citado pela DCI. […] Apenas no dia 20 de março, os soldados israelitas detiveram 27 crianças em Hebron, algumas de apenas 8 anos, cuja infracção é de lançar pedras ou de se encontrar em zonas interditas.

 

Um porta-voz do exército israelita explicou, para justificar os raptos nocturnos, que havia uma predominância de menores nos levantamentos populares e que as “detenções são feitas de noite para impedir que levantamentos de grande amplitude possam intensificar a situação de violência”.

A legislação israelita autoriza a detenção e a encarceração de palestinianos a partir dos 12 anos. A lei precisa que qualquer pessoa que lance pedras sobre “um alvo fixo” pode estar sujeita a uma pena de prisão até 10 anos, e que lançar uma pedra sobre “um alvo em movimento” pode levar a uma pena de prisão até 20 anos. […]

 

Fonte : NBC News. Marian Smith contribuiu a esta reportagem.

(a partir de CAPJPO-EuroPalestine)

 


15
Jul 13
publicado por samizdat, às 22:15link do post | comentar

Um diplomata sul-africano recusa ser “honrado” pelo Estado de Israel

 

Ismail Coovadia recusou e devolveu ao ministério israelita dos Negócios Estrangeiros o certificado anunciando que o Fundo Nacional Judeu iria plantar dezoito árvores em sua honra.

O antigo militante anti-apartheid, membro do ANC e diplomata de longa data, referiu como motivo da sua acção a política de apartheid de Israel contra os palestinianos.

Escreve Ismail Coovadia:

 “Acabei de deixar o meu cargo de 5º embaixador da África do Sul democrática e não-racial no Estado de Israel. Inconveniente, não me pediram autorização (nem o FNJ nem o governo de Israel) para plantar árvores em meu nome ou em nome do embaixador da África do Sul numa terra usurpada, a terra legítima dos palestinianos e dos beduínos. Reservo-me o direito de fazer uso do meu nome... Apoiei a luta contra o apartheid na África do Sul e não posso ser agora partidário do que estou a testemunhar em Israel, que é uma réplica do apartheid.

O ‘certificado’ que me foi oferecido pelo Sr. Rafael Barak, director geral do ministério israelita dos Negocios Estrangeiros com o apoio do FNJ não é nada menos que uma ofensa à minha dignidade e à minha integridade. Não concordei e nunca concordarei com a plantação de ‘18 árvores’ em minha ‘honra’ numa terra expropriada e roubada... e peço que retirem  as ‘18 árvores... plantadas em minha honra’.”

Recorde-se que o FNJ está envolvido na limpeza étnica e especialmente a construção de árvores no lugar das aldeias palestinianas destruídas pelos israelitas, numa tentativa de eradicar os vestígios de vida palestiniana.

 

Traduzido de CAPJPO-EuroPalestine

 

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Guantánamo : Israel exporta o seu saber

 

Mais de cem presos de Guantánamo estão em greve da fome desde o mês de Fevereiro, contra as suas condições de detenção. 45 deles estão a ser alimentados à força, contra as leis internacionais e contra as próprias leis dos Estados Unidos.

Incapazes de fazer face à situação, os Estados Unidos pediram ajuda aos amigos israelitas. Segundo o jornal Haaretz de 8 de julho, médicos israelitas foram convidados pelos EUA para apresentarem os seus métodos de tratamento dos grevistas da fome. Isto, apesar do aumento da contestação contra a alimentação forçada dos reclusos em greve, o que estes consideram como uma forma de tortura.

Segundo Julien Salingue, “a única solução verdadeiramente ética é, evidentemente, o fecho de Guantánamo e a libertação do conjunto dos detidos arbitrariamente encarcerados desde há mais de onze anos para alguns deles”.

Fonte : artigo de Julien Salingue em http://resisteralairdutemps.blogspot


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