Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
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Jul 15
publicado por samizdat, às 15:41link do post | comentar

O grupo irlandês Carey Dance Academy anula o seu festival em Israel

Os activistas da campanha BDS foram apoiados por mais de 500 artistas irlandeses para convencer a companhia de dança a aderir ao apelo de boicote vindo da Palestina e cancelar a sua actuação em Israel, programada para o dia 15 de agosto.
http://www.irishcentral.com/news/politics/Protesting-ahead-of-Irish-dance-festival-in-Israel.html

 

Fim da parceria entre Orange e Partner até 2017

Também a empresa de telecomunicações francesa Orange foi pressionada pela campanha BDS para  cancelar o seu contrato com a homóloga israelita Partner, por esta desenvolver actividade nos colonatos israelitas. O anúncio feito pela Orange este mês de uma adenda ao contrato, estabelecendo a sua rescisão daqui a dois anos em troca de uma indemnização de várias dezenas de milhões de euros, é mais uma vitória para a campanha internacional de boicote.
http://www.france-palestine.org/Fin-du-contrat-entre-Orange-et-Partner-d-ici-2017-une-victoire-pour-le-respect


Hillary Clinton alarmada com a campanha de boicote

Aos que participamos na campanha BDS, parece-nos sempre pequeno e insuficiente o esforço que fazemos nos nossos países para isolar internacionalmente Israel e contribuir assim para o fim da ocupação. Mas, quando ouvimos as preocupações dos responsáveis políticos israelitas sobre os avanços da campanha, damo-nos conta da sua importância.
É agora a vez de uma figura política norte-americana, Hillary Clinton, manifestar a sua preocupação numa carta datada de 2.7.2015 dirigida a Haim Saban, um milionário israelo-americano apoiante do partido democrata, que traduzimos a seguir.


Caro Haim

Escrevo para manifestar a minha preocupação sobre o movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções, ou BDS, um esforço global para isolar o Estado de Israel através do fim das trocas comerciais e académicas.

Sei que concorda em que nós precisamos fazer do combate à BDS uma prioridade. Quero aconselhar-me consigo sobre como podemos trabalhar juntos – com as linhas do partido e com um leque diversificado de vozes – para contrariar esta tendência com informação e argumentos a fim de lutar contra novas tentativas de isolar e deslegitimar Israel.

Como sabe, a BDS tem por objectivo castigar Israel e ditar aos israelitas e palestinianos como devem resolver as questões mais importantes do seu conflito. Este não é o caminho para a paz. Estou convencida de que a segurança a longo termo e o futuro de Israel como Estado judaico depende da existência de dois Estados para dois povos. Mas isto só se pode alcançar através de negociações directas entre israelitas e palestinianos – não pode ser imposto de fora ou por acções unilaterais.

Também estou muito preocupada com as tentativas de comparar Israel ao apartheid sul-africano. Israel é uma vibrante democracia numa região dominada pela autocracia e confronta-se com ameaças existenciais à sua sobrevivência. Especialmente numa altura em que o anti-semitismo está a aumentar pelo mundo fora – sobretudo na Europa – temos de repudiar os esforços para difamar e minar Israel e o povo judeu. Afinal de contas foi apenas há seis meses que quatro judeus foram alvejados e mortos num supermercado kosher em Paris enquanto faziam as suas compras do sabbath.

A BDS é a tentativa mais recente para isolar Israel a nível mundial, mas já vimos este tipo de ataque antes, na ONU e noutros lados. Enquanto senadora e secretária de Estado, vi como é importante para a América defender Israel a todo o momento. Opus-me a dezenas de resoluções anti-israelitas na ONU, no Conselho para os Direitos Humanos, e outras organizações internacionais. Condenei o relatório tendencioso de Goldstone, deixando claro que Israel deve poder defender-se como qualquer outro país. E assegurei-me de que os Estados Unidos bloqueavam as tentativas palestinianas na ONU de declararem unilateralmente o seu Estado. Sempre, em todo o lado, deixei claro que os Estados Unidos estarão sempre ao lado de Israel – e é o que sempre farei enquanto presidente.

Assim, estou na expectativa de conhecer as suas ideias e recomendações sobre como dirigentes e comunidades da América podem trabalhar juntos para contrariar a BDS. Desde o Congresso e organismos estaduais até salas de reunião e de aulas, temos de envolver toda a gente de boa fé, independentemente das suas convicções políticas ou opiniões sobre questões políticas específicas, para explicarem porquê a campanha de BDS é contra-produtiva na busca da paz e nociva tanto para israelitas como para palestinianos.

Espero que colaborará comigo nesta prioridade. Foi há mais de três décadas que o Bill e eu fizemos a nossa primeira viagem a Israel, andámos pelas ruas antigas da cidade velha de Jerusalém e nos apaixonámos pelo país e o seu povo. Israel tornou-se num lugar especial para nós, e estou contente por ter tido bastantes oportunidades de lá voltar e ter feito bons amigos no decorrer dos anos. O Estado judaico é um milagre dos tempos modernos – é uma flor vibrante no meio do deserto. Temos de alimentá-lo e protegê-lo.

Eu irei falar publicamente sobre esta questão nas próximas semanas, portanto estou ansiosa para ouvir a sua perspectiva e os seus conselhos.

Cumprimentos.
Hillary Rodham Clinton


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