Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
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Ago 09
publicado por samizdat, às 23:38link do post | comentar

A maioria das tâmaras israelitas que invadem actualmente os mercados em vésperas do ramadão são produzidas nos colonatos do vale do Jordão, na Cisjordânia, nas terras dos palestinianos, com a sua água e o seu suor. Aqueles que consomem dessas tâmaras encorajam a colonização israelita.

Nesta época do ramadão, Israel dirige-se especificamente aos pequenos comerciantes que fornecem as tâmaras à comunidade muçulmana. Essas tâmaras, maiores e mais escuras que a maioria das outras, podem apresentar-se sob diferentes marcas e com várias origens.

As variedades "Medjoul" et Deglet Nour" são conhecidas sob as marcas Bat Sheva, Carmel, Jordan Plains ou Jordan Valley. As variedades "Hayani" e Bahri" vêm a maior parte das vezes com o rótulo King Solomon e Jordan River.

Essas tâmaras provêm de colonatos do vale do Jordão, depois de a maioria da população palestiniana ter sido expulsa da região e de aqueles que ficaram serem muitas vezes obrigados a fazer-se explorar pelas empresas israelitas Carmel, Agrexco, Hadiklaim que mantêm o apartheid.

Assim, no mês passado, o exército israelita demoliu as aldeias de Ras al-Ahmar e Hadidiya no vale do Jordão. Destruiu ou confiscou os meios de acesso à água, dos quais os camponeses dependem para sobreviver, trabalhando as poucas terras que lhes restam. Por consequência, muitos são obrigados a trabalhar ou a enviar os seus filhos trabalhar nos colonatos.
Aí, passam várias horas em cima das palmeiras de 10 a 12 metros de altura sem poder descer para ir à casa de banho. Debaixo do sol ou abanados pelo vento, incomodados por insectos ou escorpiões, e por vezes cobras, têm de ficar agarrados por um braço e trabalhar com o outro sem interrupção para preencher as suas cotas. Se se queixam ou não respeitam as quotas, perdem o trabalho e os recursos das suas famílias.

Os israelitas preferem empregar crianças, mais lestes para subir à árvores. Mais fáceis de enganar, elas são pior pagas e muitas vezes vigarizadas. A extrema pobreza dos palestinianos obriga-os a tirar os seus filhos da escola para alugá-los aos colonos.

Quase 80% das tâmaras israelitas são exportadas, principalmente para a Europa.
E, como sabem, os nossos governos fecham os olhos, apesar das resoluções da ONU, das convenções de Genebra, e apesar dos apelos ao boicote da sociedade palestiniana e dos militantes israelitas contra a colonização.

Mas nós não queremos comer desse pão. Vocês também não, pois não? Existem tâmaras suficientes produzidas por outros países para fazermos este gesto de recusa e explicar o seu sentido aos comerciantes. Nenhuma desculpa para aqueles que fecharem os olhos. Esses não poderão dizer que não sabiam.


Fonte: CAPJPO-EuroPalestine, 30.7.2009


Já cimento palestiniano para a construção do muro de separação nem um problema.
Pedro a 8 de Agosto de 2009 às 00:26

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