Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
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Mai 10
publicado por samizdat, às 23:50link do post | comentar

Disse o governo israelita:

«A marinha israelita terminou quinta-feira à tarde os seus preparativos com vista à chegada da frota de ajuda humanitária aos palestinianos de Gaza. Dezenas de tendas foram montadas no porto de Ashdod com postos do ministério do Interior. Os militantes que assinarem a ordem de expulsão receberão um bilhete gratuito com destino ao seu país de origem. Aqueles que se recusarem a assinar, serão entregues aos serviços de segurança para interrogatório».

Fonte: CAPJPO-EuroPalestine 27-05-2010


***


Thomas Sommer-Houdeville, coordenador da Campanha internacional para a protecção do povo palestiniano (CCIPP) escreve, desde um dos navios da Frota da Liberdade a caminho de Gaza, o seguinte texto:



[…] Nunca imaginámos que transtornaríamos tanto Israel. Enfim, talvez em alguns dos nossos mais belos sonhos... Começaram por criar uma equipa especial de urgência formada pelo ministério israelita dos Negócios Estrangeiros, o comando da Marinha israelita e as autoridades penitenciárias para enfrentar a ameaça existencial que nós e os nossos poucos barcos cheios de ajuda humanitária representam. Em seguida, o próprio Ehud Barak, apesar da sua agenda carregada, deu-se ao trabalho de nos enviar um aviso através dos meios de comunicação israelitas. Agora, anunciam-nos que nos vão mandar para a pior das prisões israelitas, no deserto de Beersheva.


São avisos para nos fazer medo. E, de uma certa forma, temos medo. Temos medo dos seus navios de guerra, medo dos seus Apaches e do seu comando negro. Quem não teria medo? Temos medo que eles apreendam a nossa carga e toda a ajuda médica, os materiais de construção, as casas pré-fabricadas, os kits escolares, e que eles os destruam. Toda esta solidariedade pacientemente acumulada em tantos países durante mais de um ano. Todos estes esforços e esta onda de amor e de esperança enviados por pessoas normais, humildes cidadãos da Grécia, Suécia, Turquia, Irlanda, França, Itália, Argélia, Malásia. Tudo isto tomado como um troféu por um Estado que age como um vulgar pirata das ilhas. Quem não teria um certo sentimento de responsabilidade e de medo de não ser capaz de cumprir a nossa missão e de entregar as nossas mercadorias à população encarcerada de Gaza?


Mas sabemos que o medo está também do outro lado. Porque desde o início da nossa coligação, o Estado de Israel tem feito tudo o que pôde para evitar o confronto connosco. Desde o início, eles tentaram impedir-nos de partir, de reagrupar as nossas forças e de tomar o rumo para Gaza. Eles tentaram quebrar-nos. Os seus planos ideais eram de nos dividir, os irlandeses de um lado, os gregos e os suecos do outro, os americanos de outro ainda e os turcos sozinhos. […]


Começaram por sabotar há duas semanas o cargueiro irlandês, obrigando-o a atrasar a sua partida de quase uma semana. Mas os irlandeses reparam o barco o mais depressa que puderam e agora encontram-se a um dou dois dias de nós. Depois, fizeram uma pressão enorme sobre o governo grego, enfraquecido pela crise económica, para o obrigar a não deixar partir o cargueiro grego e o barco de passageiros greco-sueco. Por causa dessas pressões, tivemos de atrasar a nossa viagem duas vezes e pedir aos turcos e aos seus 500 passageiros e aos amigos americanos que estavam prestes a partir de nos esperar. […]


A segunda tentativa deu-se ontem, na parte grega de Chipre, onde tínhamos negociado com o governo para embarcar uma delegação VIP de parlamentares europeus e nacionais da Suécia, Inglaterra, Grécia e Chipre. Quando os dois barcos da Grécia, o barco americano vindo de Creta e os quatro barcos turcos estavam no ponto de encontro à espera que a delegação VIP chegasse para embarcar, recebemos a notícia de que a nossa delegação estava cercada pela polícia cipriota no porto de Larnaka e proibida de se mover para onde quer que fosse. […] Quando começámos a negociar com o governo cipriota, compreendemos claramente que esta mudança súbita de atitude perante nós era directamente ditada por Israel. […] Hoje de manhã, a delegação VIP decidiu que a única escolha possível era de ir ao porto de Formogossa, no norte de Chipre sob controlo turco, e de tomar lá um barco rápido para chegar ao ponto de encontro connosco. […].


Dentro de uma ou duas horas, 80% da nossa delegação VIP embarcará nos nossos navios e partiremos para Gaza como previsto. Podemos portanto dizer que Israel perdeu nas suas duas tentativas.


Dentro de algumas horas, a última tentativa, crucial, começará quando entrarmos nas águas de Gaza. Sem dúvida, materialmente, seria muito fácil para Israel parar-nos e prender-nos, mas o custo político que eles terão de pagar será enorme. Verdadeiramente enorme, ao ponto de que todas as manhas e ratoeiras que eles tentaram colocar no nosso caminho apenas conseguiram uma coisa: sensibilizar cada vez mais pessoas no mundo sobre a nossa frota e sobre a situação em Gaza. E com tudo isto, aprendemos uma coisa: o medo não está do nosso lado, mas do lado de Israel. Eles têm medo de nós porque nós representamos a ira das pessoas pelo mundo. As pessoas que estão descontentes do que o Estado criminoso de Israel faz aos palestinianos e a todo o amante da paz que ousa tomar o partido dos oprimidos. Eles têm medo de nós porque sabem que num futuro próximo haverá ainda mais barcos a ir para Gaza, assim como há cada vez mais pessoas, todos os dias, a decidir boicotar Israel.


29 de Maio de 2010. Thomas Sommer-Houdeville, coordenador da campanha internacional








Deviam de estar á procura das armas de destruição em massa que não existiam no iraque, e com essas mentiras vão desculpando os atos, já chega, parece que a europa quer dar o basta finalmente na crueldade do povo que ocupa a palestina.

Passem as imagens dos ataques com fosforo sobre o povo da palestina, façam-nas chegar á televisão, e refiram que arma com fosforo são proibidas por convenções de guerra.

Se precisarem de gente para ataques á comunidade judaica em lisboa, basta chamar ou combinar.





FREE PALESTINA TODAY!
Samuel a 31 de Maio de 2010 às 17:29

Não somos anti-judeus e não vamos atacar nenhuma comunidade por ela ser judaica. Quem deve ser boicotado e isolado é o Estado de Israel e a cambada de criminosos que o governa.
Arrunha a 31 de Maio de 2010 às 21:13

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