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Jul 10
publicado por samizdat, às 21:40link do post | comentar

Publicado em 1.7.2010, por CAPJPO-EuroPalestine

Traduzido pelo CSP

 

Foi uma vitória formidável que obtiveram na quinta-feira cinco militantes britânicos, que tinham abertamente destruído os escritórios de uma fábrica fornecedora dos sistemas de bombardeamento israelita. Em 17 de Janeiro de 2009, quando ocorriam os massacres da população de Gaza, esses militantes anti-guerra, que manifestam desde há anos contra o fabricante de engenhos de morte EDO-MBM, introduziram-se no seu estabelecimento de Brighton Hove (Sussex, sul da Inglaterra), não sem terem previamente registado vídeos nos quais reivindicavam a acção que se preparavam para fazer.

Uma vez dentro dos escritórios, partiram o maior número possível de computadores, atiraram-nos pelas janelas, destruíram todas as pastas e ficheiros que conseguiram dessa empresa fedorenta, antes de se deixar tranquilamente deter pela polícia, de manhã cedo, orgulhosos da obra de salubridade pública que tinham acabado de cumprir. Quando os danos foram avaliados em 200.000 €, um dos participantes respondeu com calma: «só 200.000? Pensávamos ter feito um pouco mais!»

A EDO-MBM é uma filial do conglomerado americano ITT Corporation, um grupo industrial cujo passado criminoso é um dos mais sórdidos, senão o mais sórdido, da história do século XX. Deve-se, entre outros, à ITT as suas subvenções a Hitler e ao seu chefe dos campos da morte, Heinrich Himmler, os seus investimentos na aviação militar do regime nazi, a sua participação no golpe de Estado do general Pinochet no Chile e vários golpes sujos em África.

A sua filial EDO-MBM, regularmente atingida por escândalos de corrupção no seio do complexo militar-industrial, desenvolveu um sistema de bombardeamento vertical exclusivamente utilizado pelos F-16 do exército israelita, principal instrumento de terror aéreo contra as populações do Líbano e da Palestina.

No processo, que acaba de ter lugar em Brighton, os acusados (Robert Nicholls, 52 anos ; Ornella Saibene, 50 anos ; Tom Woodhead, 25 anos ; Harvey Tadman, 25 anos, e Simon Levin, 35 anos) confirmaram que a sua acção cidadã não só era legítima, como era legal. Entre outras coisas, porque o Estatuto de Roma fundador do Tribunal Penal Internacional (TPI), ratificado pelo Reino Unido, considera como uma obrigação de todos os cidadãos e de todas as instituições testemunhas de crimes de guerra – o que é certamente o caso da aviação israelita contra o povo palestiniano, com os materiais fornecidos pela EDO-MBM – de se oporem a eles.

Notificada pela defesa, a deputada britânica do Green Party (Verdes), Caroline Lucas, justificou a operação de sabotagem, estimando que «todos os recursos democráticos para se opor à obra de morte da EDO-MBM foram esgotados» e que a passagem à acção directa era portanto uma necessidade.

Depois de ter ouvido também o queixoso, o patrão da fábrica EDO-MBM que foi rapidamente confundido por uma série de mentiras, o júri declarou os cinco acusados inocentes. O caso de dois outros arguidos deve ser examinado posteriormente.

Comentando o veredicto de absolvição, o magistrado George Bathurst-Norman declarou pelo seu lado : «Não é exagerado dizer que a população de Gaza aguentou verdadeiramente os males do inferno durante o ataque palestiniano ‘chumbo derretido’»

 


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