Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
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Jan 08
publicado por samizdat, às 09:44link do post | comentar

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O bombardeamento israelita fez correr um rio de sangue

Tanques e helicópteros israelitas realizaram o raid mais mortífero na faixa de Gaza desde a tomada de controlo do território pelo Hamas, em Junho do ano passado.

Tropas israelitas não uniformizadas tinham penetrado várias centenas de metros no território para atacarem uma posição de militantes palestinianos alegadamente usada para o lançamento de morteiros artesanais Qassam contra a cidade israelita de Sderot. Ao ser detectada, a força israelita foi alvo de fogo palestiniano e passou a ter o apoio de tanques e helicópteros.

Durante o confronto foram mortos 14 combatentes palestiniaos e três civis, um deles de 65 anos. Uma estimativa posterior dava conta de 19 mortos. Houve também 48 feridos, incluindo uma criança de oito anos, gravemente atingida.

Vários mortos e feridos tinham perdido membros, segundo um funcionário do Ministério da Saúde de Gaza, Dr. Moaiya Hassanain, o que em sua opinião levaria a supor a utilização de munições lançadas pelos tanques que projectam centenas de dardos. O exército israelita não comentou.

O Hospital de Shifa fez um apelo por rádio para a doação de sangue, devido ao grande número de feridos. O governo do Hamas decretou um luto de três dias. Um dos combatentes mortos era filho do ex-ministro do governo deposto do Hamas, Mahmoud Zahar.

Quase imediatamente, em resposta, o Hamas reivindicou o disparo de 17 morteiros em duas localidades fronteiriças. A iniciativa de disparar contra território israelita não voltara a ser tomada pelo Hamas nos últimos meses. Todos os disparos tinham sido reivindicados por outros grupos palestinianos. Israel confirmou o disparo de 14 morteiros contra Ashkelon, sem causarem vítimas nem estragos.

Politicamente, o raid israelita desencadeou novas acusações do Hamas contra o governo da Autoridade Palestiniana, incluído entre os "colaboradores de Israel e espiões da América". O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, por sua vez, condenou o raid israelita: "É impossível alcançar a paz nestas circunstâncias".

Fonte: Associated Press, 15.01.08

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