Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
06
Nov 14
publicado por samizdat, às 17:29link do post | comentar

Trata-se claramente para o governo israelita de fazer passar a ideia de que a guerra da Palestina é uma guerra de religião, e de fazer assim esquecer o carácter colonial da sua política, o roubo de terras e o carácter profundamente racista do seu Estado de apartheid. Devemos ser capazes de reagir massivamente para defender os palestinianos de Jerusalém oriental, bem como os de toda a Cisjordânia e de Gaza. [...]

 

Confrontos na Esplanada das Mesquitas

 

O exército protege as provocações dos colonos judeus, que exigem poder rezar no interior da Esplanada das Mesquitas, e detém os palestinianos que aí vão para rezar.
Gases lacrimogénios, granadas ensurdecedoras, tiros de balas de aço revestidas de borracha, feriram na quarta-feira várias dezenas de palestinianos que tiveram de ser hospitalizados.
Os esquadrões do exército de ocupação entraram na mesquita onde se tinham deslocado Haneen Zoabi, Talab Abu Arrar e Ibrahim Sarsour, três parlamentares palestinianos.
Um incêndio declarou-se na parte do muezin e cabos e altifalantes foram queimados e danificados, relata o director da mesquita Al-Aqsa, Sheikh Omar al-Kiswani, acrescentando que soldados lançaram intencionalmente livros santos para o chão.
Foram detidos, no interior da mesquita Tareq al-Hashlamon e Hussam Seder, dois funcionários do departamento islâmico, assim como vários outros palestinianos, entre os quais um menor.

 

Para além de Al-Aqsa, Israel e os seus colonos multiplicam as provocações e os ataques a palestinianos em Jerusalém oriental e noutras cidades.

 

Em Jerusalém, um jovem palestiniano de 16 anos foi raptado na terça-feira por colonos. Amir Majdi Ramadan, de Beit Hanina, ia para a escola na sua motorizada quando um carro embateu na traseira da sua moto e três agressores saíram para lhe bater na cabeça com uma espingarda, antes de o fecharem na bagageira do carro. O jovem foi encontrado no chão sem sentidos nas arredores de Beit Hanina e uma ambulância levou-o para o hospital. Os assaltantes tinham-no coberto com uma brochura escrita em hebreu e tinham-lhe levado a pasta.

 

 

Por outro lado, em Naplus, perto do campo de refugiados de Balara, várias centenas de colonos chegaram, escoltados por trinta veículos militares, para efectuar ritos religiosos no "Túmulo de José", nesta quinta-feira de manhã, provocando confrontos: lançamento de pedras e de garrafas contra o exército, gás lacrimogénio contra os palestinianos que aí se encontravam.

Para os palestinianos, este túmulo é um monumento funerário de Sheikh Yusef Dweikat, personalidade religiosa local. A zona está em princípio sob controlo da Autoridade Palestiniana, mas os colonos (que são mais de 600.000 nos territórios ocupados) não se inibem de aparecer regularmente em força e de maneira provocatória.

A Jordânia retirou o seu embaixador em Israel para protestar contra esses ataques dos lugares santos e fez uma queixa junto do Conselho de Segurança da ONU a esse respeito, indica a agência de imprensa jordana Petra.
Grupos de palestinianos apelam a uma grande manifestação de protesto esta sexta-feira em Aman.

 

Fonte: CAPJPO-EuroPalestine, 6 novembro 2014 (traduzido de http://maannews.net/)


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