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  <title>SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA</title>
  <subtitle>Iinformação sobre a ocupação israelita e a resistência palestiniana&#13;
&#13;
*********                            &#13;
&#13;
&#13;
e-mail: palestinavence@gmail.com</subtitle>
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  <updated>2012-05-13T00:43:57Z</updated>
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    <issued>2012-05-13T01:43:26</issued>
    <title>prisioneiros palestinianos em greve da fome</title>
    <published>2012-05-13T00:43:57Z</published>
    <updated>2012-05-13T00:43:57Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong style="color: #003300;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;debate&lt;br /&gt;no acampamento da primavera global&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segunda-feira 14, às 19 horas&lt;br /&gt; parque eduardo VII&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br style="color: #333300;" /&gt;&lt;span style="color: #333300; font-size: x-small;"&gt;cerca de 2000 palestinianos presos ilegalmente nas prisões israelitas&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333300;"&gt; encontram-se em greve da fome desde 17 de abril; alguns deles iniciaram a greve há 2 meses e meio e encontram-se em perigo de vida. &lt;br /&gt; são quase metade do total de presos, os que lutam neste momento contra&lt;br /&gt;o sistema de "detenção administrativa" e o isolamento&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-28T23:00:17</issued>
    <title>Até sempre, Miguel Portas</title>
    <published>2012-04-28T22:00:54Z</published>
    <updated>2012-04-28T22:00:54Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;No filme clássico de Ken Loach sobre a guerra civil de Espanha, um antigo combatente da milícia do POUM é sepultado pela sua neta, muitos anos depois da derrota, com um punhado de terra - terra colectivizada, que tinha guardado durante toda a vida, para recordar as esperanças luminosas da revolução nos seus primeiros tempos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nós, do Comité de Solidariedade com a Palestina, gostaríamos de ter trazido para a despedida de Miguel Portas um punhado da terra libertada da Palestina. Sabemos que poucas pessoas se têm empenhado tanto como Miguel Portas na causa dos direitos humanos, sociais e nacionais do povo palestiniano. Não foi por acaso que muitos dos parlamentares doutros países europeus, ao evocarem MP, colocavam a causa palestiniana à cabeça dos grandes combates em que ele se empenhou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não pudemos trazer um punhado de terra palestiniana libertada, porque isso nunca existiu. Mas, ao contrário de um combatente de Espanha, que apenas podia guardar a recordação dum momento longínquo de esperança, o punhado de terra pelo qual lutou MP, pelo qual queremos continuar a luta, pertence ao futuro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Até esse futuro, até sempre, companheiro Miguel Portas!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-21T13:40:03</issued>
    <title>Carta a Daniela Mercury para que não cante em Israel</title>
    <published>2012-04-21T12:41:08Z</published>
    <updated>2012-04-21T12:41:08Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Abril de 2012&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cara Daniela Mercury,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amigos palestinos, admiradores de sua música, nos escreveram assim que souberam que você pretende fazer um show em Israel, em maio próximo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como parte do chamado feito pela sociedade civil palestina em 2005 para o Boicote, o Desinvestimento e Sanções (BDS), e inspirado pelo boicote cultural ao apartheid na África do Sul, o povo palestino pede a artistas internacionais que se juntem ao movimento BDS cancelando shows e eventos em Israel, que só servem para igualar o ocupante ao ocupado e, portanto, promover a continuação da injustiça.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em outubro de 2010, o sul-africano Desmond Tutu, consagrado com o Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o apartheid, apelou à ópera de seu país cancelar a apresentação agendada em Israel. Um show em território israelense enfraquece a chamada para o BDS até que Israel cumpra os requisitos básicos do direito internacional, pondo fim à ocupação militar, à tomada de terras e à construção de novas colônias nos territórios palestinos. Na mesma linha, respeite os direitos humanos, à autodeterminação do povo palestino e ao retorno a suas terras e propriedades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A participação em um show em Israel não é um ato neutro, desprovido de qualquer mensagem política. Ao participar de um evento em Israel, você estará apoiando a campanha israelense para encobrir violações do direito internacional e projetar uma imagem falsa de normalidade. Qualquer afirmação em contrário que um artista deseje fazer por meio de sua participação nesse evento será ofuscada pelo fato de que está atravessando um piquete internacional, estabelecido pela grande maioria das organizações da sociedade civil na Palestina. Na verdade, uma mensagem de paz justa atingirá muito mais pessoas, incluindo israelenses, se você cancelar a sua participação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde a ofensiva de Israel a Gaza em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, que deixou 1.400 palestinos mortos e conduziu à elaboração do relatório Goldstone, o qual não deixa dúvidas que Israel cometeu crimes de guerra, muitos artistas internacionais se recusaram a tocar em um país que se coloca acima dos direitos humanos e do direito internacional. Após o ataque de Israel a um navio de ajuda humanitária com destino a Gaza em maio de 2010, o número de artistas cresceu. Elvis Costello, Gil Scott Heron, Carlos Santana, Devendra Banhart e os Pixies são apenas alguns dos que se recusaram a realizar shows em Israel naquele ano. Roger Waters é outro exemplo de pessoa pública que assume posição contrária às violações dos direitos humanos por Israel. No período em que realizou t u rnê no Brasil, entre final de março último e início deste mês, fez declarações à imprensa nesse sentido e em apoio à campanha por BDS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedimos-lhe para se juntar à lista crescente de artistas que têm respeitado o pedido de boicote. Como disse o sul-africano Desmond Tutu, "se o apartheid na África do Sul terminou, essa ocupação também terminará, mas a força moral e a pressão internacional terão de ser tão determinadas quanto". Por justiça, o chamado palestino para o BDS deve alcançar o mundo, incluindo Israel. Ficaremos felizes em discutir isso mais a fundo com você e apoiá-la no quer for necessário. Nós estamos simplesmente pedindo que você cancele seu show em Israel, de modo a não prejudicar o aumento global do movimento por boicotes ao apartheid a que está submetido o povo palestino. Aproveitamos para convidá-la a participar dessa nobre luta por uma causa da humanidade. Com grande respeito,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Frente em Defesa do Povo Palestino&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;União Democrática das Entidades Palestinas no Brasil&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Centro Cultural Árabe-Palestino Brasileiro de Mato Grosso do Sul&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sociedade Árabe-Palestina de Corumbá&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comitê Árabe-Palestino do Brasil&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sociedade Palestina de Santa Maria&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Centro Cultural Árabe-Palestino Brasileiro do Rio Grande do Sul&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sociedade Palestina de Brasília&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sociedade Palestina de Chuí&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Frente Palestina da USP (Universidade de São Paulo)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sociedade Islâmica de Foz do Iguaçu&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sociedade Islâmica do Paraguai&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Associação Islâmica de São Paulo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Coletivo de Mulheres Ana Montenegro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Movimento Mulheres em Luta&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marcha Mundial das Mulheres&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PCB – Partido Comunista Brasileiro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e da Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MDM – Movimento pelo Direito à Moradia / SP&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MTL – Movimento Terra, Trabalho e Liberdade&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fepac – Federação Paulistana das Associações Comunitárias &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CUT – Central Única dos Trabalhadores&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular-Coordenação Nacional de Lutas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mopat – Movimento Palestina para Tod@s&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Coletivo de Juventude dos Metalúrgicos do ABC&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SindiCaixa-RS&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Andes-SN – Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sintusp – Sindicato dos Trabalhadores da USP (Universidade de São Paulo)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apropuc – Associação dos Professores da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sindicato dos Metroviários de São Paulo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Federação Nacional dos Metroviários&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grupo M19&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SOS Racismo, Portugal&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (Portugal)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comitê de Solidariedade com a Palestina, Portugal&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;GAP - Grupo Acção Palestina, Porto, Portugal&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Panteras Rosa - Frente de Combate à LesBiGay Transfobia, Portugal&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amyra El Khalili – economista&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Clovis Pacheco Filho – sociólogo e jornalista&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claudio Daniel - poeta&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-13T10:27:50</issued>
    <title>Contra o ACAA, carta enviada ao deputados portugueses no Parlamento Europeu</title>
    <published>2012-04-13T09:29:56Z</published>
    <updated>2012-04-13T09:29:56Z</updated>
    <content type="html">&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Contra o&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Agreement on Conformity Assessment and Acceptance of Industrial Products&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;(ACAA) entre a União Europeia e Israel:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;a União Europeia deve ser consistente nas suas posições&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encontrando-se na agenda do Parlamento Europeu, para ser votado proximamente, o protocolo ACAA, o Comité de Solidariedade com a Palestina vem chamar a sua atenção para o seguinte:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ACAA estabelece uma cooperação económica entre a União Europeia e Israel. A adopção do ACAA contribuiria para a eliminação de barreiras técnicas ao comércio e aumentaria desse modo a acessibilidade dos mercados europeus a Israel e vice-versa, beneficiando as empresas israelitas, muitas delas conhecidas por exercerem actividades lucrativas nos colonatos, considerados pela União Europeia e pela ONU como uma violação da lei internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A comissão do Parlamento Europeu encarregada de discutir este acordo decidiu congelar a discussão em 2010, na sequência do ataque israelita à Flotilha da Liberdade. Acontece que as razões para este congelamento permanecem enquanto Israel não suspender a expansão dos colonatos e as incursões na faixa de Gaza que diariamente atingem numerosos civis - homens, mulheres e crianças.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A “Joint Communication to the European Parliament and the Council on Human Rights and Democracy at the Heart of EU External Action”, recentemente apresentada por Catherine Ashton, estipula que &lt;em&gt;“a agenda do comércio e dos direitos humanos da UE tem de ser coerente, transparente, previsível, realizável e efectiva”. &lt;/em&gt;Ora, as posições da UE sobre o Médio Oriente têm sido claras – tanto em relação a Gaza e aos apelos reiterados para que o bloqueio seja levantado, como em relação à Cisjordânia e à ilegalidade dos colonatos, que a UE considera como um obstáculo à paz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, nos últimos meses, três relatórios internos da EU tornados públicos descrevem toda a espécie de violações dos direitos humanos cometidas por Israel na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste contexto, a política coerente em relação a Israel só pode ser a rejeição do ACAA ou de qualquer outro acordo que beneficie Israel ou as suas indústrias. O Parlamento Europeu tem o poder de bloquear este acordo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, o Comité de Solidariedade com a Palestina vem apelar a uma rejeição sem ambiguidades do Agreement on Conformity Assessment and Acceptance of Industrial Products entre a União Europeia e Israel e coloca-se à sua disposição para o fornecimento de qualquer informação que considere necessária.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com os nossos cumprimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comité de Solidariedade com a Palestina&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-13T10:23:53</issued>
    <title>Refuseniks israelitas apoiam o boicote a Israel</title>
    <published>2012-04-13T09:27:45Z</published>
    <updated>2012-04-13T09:27:45Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por que apoiamos o boicote a Israel : Noam Gur e Alon Gurman, refuseniks israelitas, explicam a sua posição&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;« A nossa dificuldade em reconhecer a realidade complexa da Palestina e de Israel vem da dificuldade que temos em reconhecer que há crimes que são cometidos em nosso nome, todos os dias, e isto, porque somos cidadãos israelitas ».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nascemos cidadãos israelitas e por isso decidiu-se que devíamos carregar o peso do financiamento da ocupação. Ao longo do tempo, acabámos por compreender que enquanto esses crimes durarem eles serão cometidos em nosso nome e às nossas custas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por essa razão, chegámos à conclusão de que devíamos orientar os nossos esforços para por fim a esta situação, em vez de nos fecharmos em sentimentos fúteis de culpabilidade e de vergonha. Enquanto cidadãos de Israel (e enquanto judeus), foi-nos pedido que participássemos na ocupação – para além do nosso apoio financeiro –, juntando-nos ao exército israelita. Quando percebemos que ao juntarmo-nos ao exército israelita estávamos a apoiar a ocupação criminosa e a negação dos direitos fundamentais, individuais e colectivos, da nação palestiniana, decidimos tomar posição, publicamente, e recusar a ocupação e o apartheid israelita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode pensar-se sensatamente que, devido a essa decisão, seremos postos na cadeia durante alguns meses antes de sermos finalmente libertados da obrigação do serviço militar. É o preço que escolhemos pagar para chegarmos ao fim do status quo no qual, a título pessoal, cooperamos com os crimes cometidos pelo Estado de Israel. A nossa recusa não acabará com a ocupação e o apartheid continuará provavelmente a prosperar, mas podemos conseguir sacudir um pouco o sistema e juntar a nossa crítica ao discurso público.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas não são apenas os israelitas que participam - activamente ou passivamente – na ocupação e nos crimes de guerra levados a cabo por Israel. Organizações potentes, com grandes interesses, alimentam a ocupação enviando dinheiro e dando o seu apoio político às acções de Israel; há empresas, negociantes de armas, organizações políticas extremistas e fanáticos vindos da América, da Europa e de outros lados. É com tristeza que dizemos que as administrações US continuam também a financiar os crimes de guerra de Israel. Mas nós podemos agir, juntos, pelo mundo fora, condenando o financiamento e a legitimação do governo de Israel e, no fim de contas, podemos chegar a por fim ao apoio internacional da sua política. Enquanto comunidade, podemos conseguir acabar com a normalização da ocupação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cabe a cada um de nós, evidentemente, escolher a melhor maneira de combater os crimes de Israel – mas neste momento, a política palestiniana deseja seguir o BDS – Boicote, Desinvestimentos e Sanções – dirigido contra as empresas e as instituições israelitas. O BDS é fruto de um apelo dos palestinianos, publicado em 2005, que se tornou o instrumento central da luta não violenta contra as violações israelitas dos direitos humanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como dissemos acima, este movimento visa três objectivos com a sua luta não violenta :&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;span style="font-family: symbol;"&gt;&amp;gt; &lt;/span&gt;a promoção do direito ao regresso dos refugiados palestinianos,&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-family: symbol;"&gt;&amp;gt; &lt;/span&gt;o fim da ocupação dos territórios palestinianos ocupados,&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-family: symbol;"&gt;&amp;gt; &lt;/span&gt;e o fim da discriminação contra os palestinianos que vivem em Israel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ver-se livre de uma ocupação faz parte de um processo delicado, complexo e de múltiplos aspectos, mas devemos todos participar nesse derrubamento. Nós, Noam e Alon, escolhemos, para nos vermos livres da ocupação, declarar publicamente a nossa recusa de servir no exército e ao mesmo tempo militar e apoiar o apelo palestiniano para o BDS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os cidadãos do mundo que têm a possibilidade de boicotar Israel devem reflectir sobre este apelo palestiniano e tentar juntar-se a ele – cada um de nós no seio da sua própria comunidade, no melhor da nossa competência – e não acreditar que uma condenação passiva da política de apartheid israelita possa ser suficiente. Devemos, pelo contrário, optar pela acção para por fim aos crimes de Israel”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicado por : &lt;a href="http://www.info-palestine.net/article.php3?id_article=11956" target="_blank"&gt;http://www.info-palestine.net/artic...&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CAPJPO-EuroPalestine, &lt;span&gt;25 de Março de 2012 &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Traduzido pelo CSP&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-02T14:56:54</issued>
    <title>Marwan Barghouti : « Cortem todas as ligações com Israel! »</title>
    <published>2012-04-02T14:00:34Z</published>
    <updated>2012-04-02T14:00:34Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Desde a sua célula de uma prisão israelita, uma das figuras mais respeitadas da política palestiniana chamou no dia 26 a uma nova vaga de resistência civil na sua luta de há décadas pela independência. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“O lançamento de uma vasta resistência popular hoje serve a causa do nosso povo”, declarou Barghouti num comunicado que marcou o 10º ano da sua encarceração por Israel. “Parem de vender a ilusão de que existe uma possibilidade de pôr fim à ocupação e de construir um Estado por meio de negociações, depois de esta visão ter lamentavelmente fracassado”, disse ele numa mensagem lida perante uma multidão de apoiantes seus na cidade de Ramallah na Cisjordânia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar das suas múltiplas condenações a prisão perpétua, sob a acusação de ter organizado ataques mortíferos e atentados suicidas, Barghouti é considerado como um sucessor potencial do ex-presidente Mahmoud Abbas, que é também o chefe da Fatah. A sua liderança e o seu carisma foram considerados como uma força motriz na última Intifada contra a ocupação israelita, lançada no final de 2000.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As suas opiniões continuam a ter um impacto profundo na opinião pública palestiniana e ele goza de um vasto apoio entre todas as organizações palestinianas. Muitas pessoas consideram que Israel poderá, em algum momento, decidir libertar Barghouti.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O apelo à acção intervém num período muito explosivo na Cisjordânia ocupada por Israel desde a guerra de 1967 : o marasmo económico, uma diplomacia desfeita e o descontentamento popular claramente perceptível não auguram nada de bom para mobilizações pacíficas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[…] As greves da fome de presos palestinianos detidos em Israel também são um sinal da ira popular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na sua alocução, Barghouti apelou a que “se pare imediatamente todas as formas de coordenação securitárias e económicas (com Israel) em todos os domínios”, coordenações que duram entre Israel e a Autoridade Palestiniana [de Ramallah], com altos e baixos, desde há anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A direcção palestiniana da Cisjordânia, ao mesmo tempo que dá um apoio verbal às manifestações e que procura o reconhecimento em vários órgãos das Nações Unidas, tudo fez até agora para evitar um confronto político [com o ocupante israelita].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de o governo de Abbas ter conseguido uma pequena vitória ao persuadir o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra a investigar a política de colonização de Israel, Barghouti defendeu medidas mais draconianas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também apelou a uma « renovação dos esforços » para se chegar ao reconhecimento de um Estado palestiniano no Conselho de Segurança, uma iniciativa que fracassou no ano passado, quando Washington apoiou a posição israelita, rejeitando a resolução como um meio de contornar as negociações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Barghouti declarou que os palestinianos deveriam em alternativa, submeter a sua reivindicação de um Estado à Assembleia Geral ou perante outros organismos, aludindo a fóruns nos quais os palestinianos dispõem de um apoio maior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte : &lt;a href="http://www.maannews.net/eng/ViewDet." target="_blank"&gt;http://www.maannews.net/eng/ViewDet.&lt;/a&gt;..&lt;br /&gt; Tradução adaptada de CAPJPO-EuroPalestine 30.3.12&lt;/p&gt;</content>
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      <name>samizdat</name>
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    <issued>2012-03-21T23:30:14</issued>
    <title>NURIT PELED: A URGÊNCIA DA DESOBEDIÊNCIA CIVIL</title>
    <published>2012-03-21T23:31:36Z</published>
    <updated>2012-03-21T23:31:36Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Um discurso pronunciado em Beit Ommar, perto de Hebron, no sábado passado. &lt;br /&gt;Traduzido do francês, do site de CAPJPO-Palestine&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desobediência civil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por Nurit Peled-Elhanan, 10.3.2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de dedicar as minhas palavras à memória de um garoto de cinco anos, Milad, sobrinho de Wael Salame, um dos membros fundadores do movimento dos Combatentes para a Paz, que morreu num autocarro em chamas no cruzamento do colonato judeu de Adam. Os residentes desse colonato não enviaram nenhuma equipa de socorro e recusaram enviar ambulâncias. Ninguém os levou a tribunal. Ninguém os julgou e ninguém os deteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indiferença dos ladrões de terras perante o destino de crianças muito novas queimadas vivas às portas das suas casas não fez as capas de nenhum diário nem de nenhum noticiário televisivo. A razão está em que este comportamento racista dos israelitas não é nenhum scoop! Pelo contrário, ele tem sido a norma desde há mais de 60 anos. Ele faz parte da educação das crianças de Israel. Foi assim que fomos todos educados, na escola, em casa, nos movimentos de juventude, pela literatura, o teatro, a arte e a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de vinte leis racistas instauradas no ano passado praticamente sem oposição, a não ser a das suas vítimas, não nos deram uma chicotada como um relâmpago na luminosidade de um céu de verão. Essas leis são a expressão mais impiedosa do establishment entre as normas implementadas há quatro gerações. Já em 1948, o poeta Natan Alterman tinha denegrido a apatia do público israelita perante esses "incidentes delicados", cujo verdadeiro nome, acessoriamente, é o assassínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parlamento israelita actual rasgou simplesmente a máscara que dissimulava o rosto do Estado ao reiterar as suas alegações, segundo as quais não haverá mais pretexto. Há décadas que o projecto sionista de colonização e da judaização da Terra de Israel exigiu a eliminação dos palestinianos de uma maneira ou de outra, seja pela lei seja pela espada, e já não há nenhuma necessidade de dissimular esses objectivos supremos e de os disfarçar com palavras vazias a propósito de democracia ou de segurança ou de direitos históricos. Todos nós nos mobilizámos, voluntariamente ou involuntariamente, no projecto de judaização da terra e todos nós aprendemos, desde que somos capazes de aprender, a necessidade absoluta de um Estado judeu com uma maioria judaica na terra de Israel. E a terra de Israel, como todos sabemos, inclui o Estado de Israel, os Territórios palestinianos e ainda muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe nenhum mapa de Israel que se chame "o Estado de Israel". Todos os mapas têm por nome "a Terra de Israel". Já há três ou quatro gerações de crianças israelitas que estudaram em livros contendo mapas que mostram os Territórios palestinianos como sendo parte da Terra de Israel; desprovidos de cores, vazios de instituições e vazios de população; uma antiga terra que espera e aspira a ser colonizada por judeus - ou pelo menos por não árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças israelitas aprendem desde há gerações que os seus vizinhos e os cidadãos de Israel e os súbditos do Estado de Israel privados de direitos humanos são apenas um problema demográfico terrificante ou uma ameaça à segurança. Essas mesmas crianças tornaram-se entretanto adultas, o seu sentido da justiça e da fraternidade humana foi enfraquecido pela educação racista e elas foram levadas ao poder e tornaram-se hoje os políticos e os generais que agora declaram abertamente e com a arrogância dos donos todos-poderosos o que outrora foi dissimulado com hipocrisia: o outro rosto do projecto de judaização é a eliminação do povo palestiniano, seja ela com balas de borracha ou com balas sem borracha, com bombas ou com leis. Tal é o princípio fundamental dos estados dos kibbutzim judaicos: cada membro da comunidade obriga-se a contribuir para o projecto sionista em função das suas competências e das necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos mais recentes, o projecto de judaização tomou proporções nunca alcançadas, principalmente devido ao apoio não disfarçado e incondicional dos Estados Unidos e dos países ricos da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, o Tribunal Russell sobre a Palestina foi constituído com o objectivo de exigir que os Estados europeus deixassem de ser parceiros no crime de um Estado ocupante e assim, talvez, de evitar uma terceira guerra mundial. Em Outubro de 2011, o Tribunal, sediado simbolicamente na cidade do Cabo, julgou que Israel estabeleceu e institucionalizou um regime de dominação, assimilado a um regime de apartheid tal como ele é definido pelas leis internacionais. Israel pratica a discriminação e a eliminação contra uma nação inteira com critérios racistas e métodos sistemáticos e institucionalizados e, por conseguinte, qualquer colaboração com Israel deve terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição legal do apartheid define uma situação na qual três factores coexistem:&lt;br /&gt;1. Dois grupos raciais separados podem ser identificados.&lt;br /&gt;2. Actos de "desumanidade" são cometidos pelo grupo dominante contra o grupo dos submetidos.&lt;br /&gt;3. Esses actos são cometidos de forma sistemática com uma administração institucionalizada na qual um dos grupos é dominado por outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tribunal ouviu testemunhos sobre actos que constituem "actos de desumanidade" para com o povo palestiniano pelas autoridades israelitas.&lt;br /&gt; Controlo das suas vidas por meios militares&lt;br /&gt; Prisão arbitrária e detenções administrativas ilegais prolongadas&lt;br /&gt; Violações dos direitos humanos ao negar-se os seus direitos de participar na vida política, económica, social e cultural do Estado.&lt;br /&gt; Os refugiados palestinianos são impedidos de regressar às suas casas e as leis de Israel facilitam o confisco das suas propriedades e a negação dos seus direitos humanos.&lt;br /&gt; Os direitos civis e políticos dos palestinianos são negados e arbitrariamente limitados.&lt;br /&gt; Desde 1948, Israel manteve uma política de ocupação e de colonização e por conseguinte de expropriação das terras palestinianas.&lt;br /&gt; O cerco e o bloqueio da faixa de Gaza são considerados como um castigo colectivo para a população da região.&lt;br /&gt; O ataque de civis por meios militares em grande escala.&lt;br /&gt; A destruição de casas de civis sem nenhuma justificação de segurança.&lt;br /&gt; O grave dano causado à população civil pelo muro de separação na Cisjordânia incluindo Jerusalém oriental.&lt;br /&gt; A evacuação forçada e a destruição e a destruição das casas nas aldeias beduínas não reconhecidas do Neguev.&lt;br /&gt; As práticas sempre actuais de torturas e de maus tratos contra presos palestinianos nas prisões israelitas.&lt;br /&gt; As formas variadas de tratamento cruéis, desumanos e degradantes através das restrições de deslocações que fazem dos palestinianos objecto de humilhações pelos soldados israelitas, e das mulheres palestinianas obrigadas a dar à luz nos check-points; das demolições de casas como uma forma de tratamento desumano e degradante com consequências psicológicas graves sobre os homens, as mulheres e as crianças;&lt;br /&gt; O sistema legal israelita no seu conjunto estabelece um enorme fosso entre os judeus e os árabes. Esta legislação é claramente a favor dos judeus e mantém os árabes palestinianos numa situação de inferioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os elementos acima são definidos pelo Tribunal como crimes contra a humanidade. E o Tribunal estabeleceu que, contrariamente ao carácter evidente da legislação que tinha passado na África do Sul, o direito israelita é caracterizado pela ambiguidade e a inacessibilidade de muitas leis, ordens militares e regulamentos.&lt;br /&gt;Mas sabemos que todas as leis e regulamentos do Estado de Israel, sejam eles ambíguos ou claros, têm por objectivo transformar o rosto desta terra, de uma bela e fértil terra do Médio Oriente, uma terra de verdes colinas, de romãs e azeitonas, num monstruoso conglomerado de colonatos de povoamento supostamente ocidentais, construídos à imagem dos seus residentes: repugnantes e brutais, o seu único objectivo é o de cobrir de asfalto, de aço e de betão todas as colinas que durante muito tempo resistiram às provações do tempo.&lt;br /&gt;A única maneira de lutar contra essa tendência é a rejeição absoluta das leis racistas do Estado ditatorial judeu e especialmente ensinando às nossas crianças o seu direito democrático de dizer não ao mal, não à ignorância, não ao apartheid, não ao serviço no exército de ocupação e não à colaboração com a limpeza étnica.&lt;br /&gt;Devemos recusar o próprio termo de Estado “judeu e democrático” e especialmente suprimir a conjunção “e”, que não é uma conjunção mas um “e” de prioridade. “Judeu” vem em primeiro lugar e só depois vem “democrático”; ou então é um “e” de condição, designando que o Estado só será completamente democrático quando for completamente judeu.&lt;br /&gt;No entanto, vivemos num Estado que não tem absolutamente nada a ver com a democracia. Não crescemos na democracia, ninguém nos ensinou os valores da democracia, fomos educados a pensar que a exploração, a pilhagem, a discriminação e o massacre são a essência mais profunda da democracia. Mas também somos aqueles que têm necessidade de admitir abertamente que vivemos hoje e sempre temos vivido num Estado de apartheid que é um perigo para todos nós, um Estado que educa os seus rapazes e raparigas para uma violência sem limites, para a indiferença perante a agonia de crianças muito novas encurraladas num autocarro em chamas.&lt;br /&gt;Se não fizermos isso, nós também seremos como os colonos de Adam, como os que abandonaram Omar Abu Jariban ferido à beira da estrada até ele morrer de sede, e nós também seremos jogados para a categoria dos criminosos de guerra. Se não agitarmos o estandarte da rebelião agora em muito poucos anos pessoas como nós - se conseguirmos manter-nos como somos - serão lançadas para campos de detenção ou prisões. A liberdade de palavra que já agora está perigosamente limitada será completamente eliminada, e então, como escrevia Sami Chetrit : « o poeta não escreverá mais versos, não cantará mais, já nem chilreará mais. »&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Nurit Peled-Elhanan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-13T23:31:13</issued>
    <title>Boicote académico israelita: o 'caso Tantura'</title>
    <published>2012-02-13T23:32:39Z</published>
    <updated>2012-02-13T23:32:39Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ILAN PAPPE 06/02/2012 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 1980, decidi dar um curso sobre o conflito israelo-palestiniano na Universidade de Haifa. No fim do curso e de acordo com as suas preferências, os estudantes apresentaram as suas conclusões em forma de projectos ou trabalhos de investigação. Algum tempo depois, um desses estudantes - Teddy Katz -, nascido em Haifa e membro do kibutz Magal, decidiu continuar a investigar o destino de várias aldeias palestinianas – em particular a de Tantura – durante a guerra de 1948 e, em 1998, apresentou a sua tese de mestrado na Universidade de Haifa, obtendo como classificação um altíssimo 97% (e eu ter-lhe-ia dado um 100%). Das provas reunidas, Katz tirou uma série de conclusões, entre as quais a de que durante a ocupação de Tantura pelas tropas judaicas uns 225 palestinianos tinham sido assassinados: 20 tinham morrido durante a batalha e os restantes, civis e não civis desarmados, tinham sido executados depois da rendição da aldeia. Meses depois, em fins de Janeiro de 2000, Teddy Katz foi entrevistado por Amir Gilat, um jornalista do diário Ma'ariv. A reacção entre os veteranos da Brigada Alexandroni, responsável pela captura de Tantura, foi quase imediata: alguns deles recusaram admitir o massacre mas outros, juntamente com as próprias testemunhas palestinianas, confirmaram os dados recolhidos por Katz. Não passaria muito tempo até os veteranos da Alexandroni afectados pelos resultados desta investigação apresentarem contra Katz uma queixa por calúnias, reclamando dele por via judicial um milhão de shekels de indemnização.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se se investiga a História de Israel contradizendo o discurso sionista, sofre-se represálias. A investigação pôs a descoberto a limpeza étnica de 1948.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortemente pressionado pela Universidade e também pela sua família, num momento de depressão que quase lhe custou a vida, Katz aceitou assinar uma carta de desculpa onde se retractava do que tinha publicado e onde admitia que em Tantura não havia ocorrido nenhum massacre, embora em seguida se tenha arrependido. A juíza Pilpel deu o caso por encerrado. A Universidade, no entanto, já tinha decidido o que fazer e os seus directores pediram a anulação da nota obtida, acusando não apenas Katz de ter inventado muitas das provas, mas também a mim por o ter apoiado. No entanto, depois de ter passado três dias e as respectivas noites a ouvir as gravações que tinha realizado Katz com os testemunhos e provas recolhidos, não me restava senão aceitar a arrepiante realidade dos monstruosos factos ocorridos em Tantura. A partir desse instante, compreendi claramente que a minha obrigação era defendê-los e dá-los a conhecer de todas as formas possíveis. Assim, fiz um resumo e coloquei-o no site da Universidade para que toda a gente pudesse lê-lo. Propus também que se convocasse um painel de peritos para discutir o tema e averiguar se tinha ou não havido um massacre. Mas a Universidade recusou – uma decisão que acabaria por provocar um boicote contra ela, em vez de reforçar a sua reputação no mundo académico.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Infelizmente, Ben Artzi e especialmente Yoav Gelber consideraram que a sua única obrigação era a de defender o sionismo esquecendo a História, de modo que ao desqualificar a tese de Teddy foi como se tivessem enviado uma mensagem a cada jovem investigador e a cada professor não titular, dizendo-lhes que se investigassem a história de 1948 de um modo que contradissesse o discurso sionista não chegariam a parte alguma. Foi então que descobri com horror até que ponto a minha própria Universidade tinha manipulado a História, ao fazer desaparecer não só os testemunhos dos sobreviventes das aldeias palestinianas arrasadas, mas também a evidência dos crimes cometidos durante a guerra de 1948. Naquela época – que coincidiu com o início da Segunda Intifada – as minhas críticas à Universidade somaram-se à minha aberta oposição às insensíveis políticas de Israel nos territórios ocupados: restrição de alimentos a comunidades inteiras, demolição de casas, assassinato de cidadãos inocentes – muitos deles crianças -, assédio contínuo nos checkpoints e, em geral, a destruição programada do tecido económico e social da vida nos territórios. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Foi assim que, submetido a um boicote de facto, me converti num pária dentro da minha própria universidade. Amigos e colegas cancelaram os convites para cursos e seminários que me tinham enviado antes de rebentar o caso Tantura, factos que punham a descoberto a brutal natureza da limpeza étnica realizada por Israel em 1948 e – o que era ainda mais importante – a sua estreita ligação com o processo de paz e qualquer possível solução do conflito. O meu compromisso e o meu empenho em difundir estes factos fizeram com que, seis meses depois de terminado o tema Katz, tivesse ganho a declaração de persona non grata na minha própria universidade e - como consequência - a primeira resposta de boicote académico a Israel por parte da Associação de Professores Universitários da Grã Bretanha (AUT segundo as suas siglas em inglês), não só em minha defesa – embora também.&lt;br /&gt; Penso, sinceramente, que um boicote geral é necessário, porque existe o imperativo moral de terminar com a ocupação e só uma pressão exterior semelhante à que em seu tempo se exerceu sobre o regime do apartheid na África do Sul poderia talvez consegui-lo. O julgamento contra mim foi uma tentativa de utilizar um procedimento legal para livrar-se da minha pessoa e só fracassou devido ao apoio internacional que obtive. Nesse sentido, o boicote às universidades israelitas é parte de um crescente boicote do qual não se fala e que afecta desde os produtos até aos cantores israelitas. Se esse boicote se abateu sobre as nossas universidades, foi porque elas decidiram fazer parte da propaganda oficial, dessa elaborada publicidade que vende Israel como a única democracia do Médio Oriente e que em vez de exercerem o seu papel de guardiãs da democracia se transformaram em claque da ideologia governante. Não, não é possível ignorar tudo isto, sobretudo quando é feito em nosso nome.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Ilan Pappe é professor do Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Exeter, director do Centro Europeu de Estudos Palestinianos e co-director do Centro de Estudos Etno-Políticos (Exeter). Out of Frame (2010) é a sua biografia intelectual e este texto é uma síntese de dois dos seus capítulos. Traduzido pelo CSP a partir da tradução de Pilar Salamanca.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-11T10:03:18</issued>
    <title>A Síntese da Terra Santa</title>
    <published>2012-01-11T10:06:57Z</published>
    <updated>2012-01-11T10:06:57Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="entry-head"&gt;&lt;small class="entry-meta"&gt;&lt;/small&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="entry-head"&gt;Reproduzimos aqui um artigo de João Jordão, publicado em: http://casadasaranhas.wordpress.com&lt;/div&gt;
&lt;div class="entry-head"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="entry-head"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="entry-head"&gt;&lt;strong&gt;A Mudança de Paradigma Emergente na Percepção da Disputa entre Israel e a Palestina &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="entry-head"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Falsa Dicotomia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É demasiado frequente vermos as disputas interpretadas, e mais vitalmente, &lt;em&gt;controladas&lt;/em&gt;,  através da aplicação, ou para ser mais preciso, &lt;em&gt;imposição&lt;/em&gt; de uma falsa dicotomia. A palavra ‘falsa’ é usada neste contexto por duas razões. Primeiro, uma dicotomia é na maioria dos casos assente sobre uma série de simplificações grosseiras que não tomam em conta as similitudes que podem ter as duas posições aparentemente opostas. Em segundo, as dicotomias são na sua natureza divisivas e perpetuam desentendimentos que poderiam ser resolvidos através de uma compreensão mútua, ou melhor ainda, através de uma síntese que procura unir dois partidos previamente opostos sem, espera-se, comprometer em eloquência e precisão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pode-se dizer que nenhuma disputa na história moderna tem sido prolongada e mal representada através da imposição de uma falsa dicotomia de uma maneira tão grave como a disputa entre Israel e a Palestina. Somos supostos acreditar que esta disputa opõe dois eternos inimigos que têm pouca ou nenhuma vontade de chegar a um acordo. Mais ainda, e o mais importante, é que o conflito em questão é caracterizado pela existência de dois grupos aparentemente opostos, os dois dos quais alegam legitimidade de ocupação em relação ao mesmo pequeno território. A disputa territorial é um facto. A falta de vontade para chegar a um entendimento não o é.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Estado de Israel, o seu Propósito e os Resultados das suas Ações&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É necessário a este ponto analisar a razão por detrás da imposição desta dicotomia. Somos supostos acreditar que o estado de Israel é um estado Judeu, o principio por detrás do qual é a tentativa de proporcionar um local de refúgio, e subsequentemente, proteção ao povo Judaico que tem através dos séculos sido negado um estado próprio e que tem também, sofrido discriminação e dificuldades continuas. Estes factos, este artigo não tentará por em questão. O que pode ser alvo de escrutínio é a que ponto é que o estado Israelita tem conseguido, e irá conseguir demonstrar a capacidade de cumprir a sua promessa de defender o povo Judaico. De modo a lidar com esta questão, podemos focalizar a nossa atenção em dois aspectos. As funções que são impostas aos cidadãos do estado de Israel, assim como a capacidade que o estado de Israel tem demonstrado para diminuir o sentimento de antissemitismo e de prevenir maios animosidade para com o povo Judaico no futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeiramente, o estado Israelita é um dos, senão o estado mais militarizado no mundo. Impõe sobre os seus cidadãos, homens e mulheres, um período extensivo de serviço militar obrigatório, durante o qual os cidadãos em questão vão ser expostos a perigos consideráveis graças em parte à resistência Palestiniana, assim como a resistência de outros movimentos de resistência da parte dos seus países vizinhos. Note-se que os cidadãos sofrem multas ou mesmo períodos de cárcere se não se apresentarem ao serviço militar. Mais relevante ainda não é o perigo com os quais são confrontados graças às atividades de aqueles que se opõe ao estado Israelita que representam, ou através de eventuais multas ou cárcere às mãos do próprio estado; O mais preocupante é a medida em que as ações do estado Israelita provocam um acréscimo em antissemitismo e a representação corrupta que o estado Israelita fornece dos valores do povo Judaico e a sua religião. Esta representação negativa faz com que o próprio estado Israelita seja de facto o maior perigo para a segurança do povo Judaico, isto por causa dos perigos a que expõe a integridade física de grande parte contingente Judaico, assim como os danos consideráveis que causa à imagem do povo Judaico no seu todo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Aumento do Antissemitismo e o Estado de Israel  &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O argumento central deste artigo, assim como a sua proposta central de como o conflito em questão deve ser conceitualizado, é portanto que &lt;em&gt;o estado Israelita falhou escandalosamente na sua promessa de proporcionar um refúgio para o povo Judaico, &lt;/em&gt; em grande parte por causa do perigo eminente a que expõe a sua população graças à sua natureza agressiva e militarizada, nomeadamente por causa da resistência armada que as suas ações expansionistas e opressivas cultivam nos povos vizinhos. Mais importante ainda, contudo, é de tomar em conta os efeitos negativos que as ações do estado Israelita impõe sobre o povo Judaico no seu todo; isto é graças ao facto incontestável que &lt;em&gt;o estado de Israel é a mais potente fonte de sentimento antissemita no mundo moderno, &lt;/em&gt;e que o tem sido virtualmente desde a sua fundação violenta em 1948. É preciso notar também que o estado de Israel não falha uma oportunidade para equacionar as suas ações e valores com os do povo Judaico, o que demonstra ao mesmo tempo a sua natureza desonesta assim como a sua incrível incompetência no que toca à proteção do povo Judaico de perigo físico, assim como a sua incompetência no que toca a proteção do povo Judaico contra uma imagem denegrida no mundo inteiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto é aqui proposto que de maneira a fazer com que a ‘resistência Palestiniana’ seja mais eficiente ela tem que, como movimento, por e simplesmente, deixar de se identificar e ser identificada como sendo exclusivamente Palestiniana. Isto é por causa do simples facto que ao adoptar tal nome, está a subjugar-se à armadilha de que foi vitima, nomeadamente ao deixar-se integrar numa falsa dicotomia que não representa a verdadeira natureza do conflito em questão. Como alternativa, o grupo de pessoas cada vez mais extenso que critica o estado de Israel e a sua opressão do povo Palestiniano tem que aceitar que &lt;em&gt;a luta contra o estado de Israel é partilhado por uma grande parte dos cidadãos Israelitas, assim como um numero considerável de Judeus que não residem no estado de Israel, todos unidos na sua contestação pois todos são oprimidos pela natureza maliciosa do estado de Israel e a sua maquina de propaganda, assim como são oprimidos pelo seu complexo militar industrial selvagem, se bem que o são em dimensões diferentes e com resultados variados.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temos portanto que resumir as posições adoptadas neste artigo, assim como a espinha dorsal da sua proposta, que é que a resistência contra o estado de Israel tem que orbitar em redor de um só principio, ou melhor ainda, de uma só síntese, para que como movimento possa ganhar em eloquência e subsequentemente, em eficiência. A síntese em questão pode ser articulada da seguinte maneira: &lt;em&gt;O estado de Israel representa uma ameaça imediata para o povo Palestiniano e Israelita, e como tal é a própria antítese daquilo que prometeu ser, ao comprometer ainda mais a missão e princípios fundadores, a ambição de defender o povo Judaico. Ainda mais, as suas tentativas incessantes de afixar as suas ações ao povo Judaico no seu todo não é nada mais nada menos do que uma campanha de difamação injuriosa e prolongada contra o povo Judaico e o próprio Judaísmo, e portanto representa uma ameaça imediata contra a população Judaica no mundo inteiro.&lt;/em&gt; Também pode ser afirmado que o conceito de recomendar confinamento territorial (dentro das fronteiras do estado de Israel) como uma solução para garantir a segurança da população Judaica é altamente questionável de um ponto de vista estratégico, mas este é um assunto tão complexo e com precedentes históricos tão recorrentes que necessita de um outro artigo mais aprofundado para ser devidamente ilustrado, e portanto o presente artigo limita-se a esta breve alusão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Síntese da Terra Santa e a Guerra de Informação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A característica mais interessante do conceito aqui proposto é, espera-se, a sua veracidade, mas também as oportunidades interessantes que proporcionam para transcender e derrotar cabalmente a retórica repetitiva e vácua da maquina de propaganda do estado de Israel. Através deste conceito que tenta ilustrar as similitudes entre as posições da população Palestiniana, Israelita e Judaica, nomeadamente a ameaça imediata que o estado de Israel representa para as três, podemos neutralizar os argumentos que os sionistas mais utilizam para legitimar as ações do estado de Israel e descredibilizar os seus adversários. A primeira falsa alegação do estado Israel é que defende o povo Judaico de antissemitismo e violência, enquanto que na verdade faz o oposto. A segunda, é que enquanto acusa os seus adversários de antissemitismo, de facto é o próprio estado de Israel que é o agente de propaganda antissemita do mundo, pois não falha uma ocasião para justapor as suas ações com os valores e povo Judaico, enquanto que na realidade os seus valores e ações são o direto oposto da lei e valores Judaicos, enquanto que as suas ações como a constituição do estado de Israel também claramente são contraditórios com convenções e leis internacionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda mais, as ações do estado de Israel comprometem a segurança do povo Judaico e só ajudam a denegrir a sua imagem colectiva. A este conceito este artigo chama ‘A Síntese da Terra Santa’, um titulo que representa que o que se procura ao resistir ao estado de Israel não é constrangido de forma alguma pelo partidarismo nem por divisões étnicas ou religiosas, mas sim por razões estritamente morais, nomeadamente a defesa dos cidadãos do mundo contra violência física e difamação injuriosa. Comunica, portanto, que a critica e resistência contra o estado de Israel não é somente uma defesa do povo Palestiniano, mas que é sim uma campanha da defesa da justiça social que não discrimina nem raça, nem nacionalidade, nem afiliação religiosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;João Silva Jordão&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-12-29T12:49:51</issued>
    <title>BDS : Veolia paga mais uma vez pela sua contribuição para a colonização israelita</title>
    <published>2011-12-29T12:52:22Z</published>
    <updated>2011-12-29T12:52:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;A Veolia acaba de perder um novo contrato de 485 milhões de libras (cerca de 600 milhões de euros) em Londres, após uma campanha dos militantes BDS denunciando as violações do direito internacional pela empresa francesa.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A"West London Waste Authority" (WLWA) acaba de afastar a Veolia de um concurso para a gestão do lixo doméstico de 1,4 milhão de residentes dos bairros de Brent, Ealing, Harrow, Hillingdon, Hounslow e Richmond-upon-Thames.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto, depois de uma campanha de 6 meses levada a cabo por activistas da campanha BDS e uma petição assinada por 600 habitantes desse sector ocidental londrino, divulgando a maneira como a Veolia viola os direitos humanos e o direito internacional em Jerusalém e na Cisjordânia, nomeadamente através da recolha do lixo dos colonos para descarregá-lo em seguida nos locais onde vivem os palestinianos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas também através da exploração das linhas de autocarros reservadas aos colonos e do recrutamento em Israel baseado em critérios racistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;Este é o segundo contrato perdido pela Veolia, menos de 6 meses após o da municipalidade de Ealing em Londres, com um valor de 300 milhões de libras!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; "E é o que espera todos os que colaboram com a política de ocupação e de opressão israelita", declarou Sarah Colborne, directora da Palestine Solidarity Campaign na Grã-Bretanha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.europalestine.com/spip.php?article6752" target="_blank"&gt;Fonte : http://www.palestinecampaign.org/index7b.a&lt;wbr /&gt;sp?m_id=1&amp;amp;l1_id=4&amp;amp;l2_id=25&amp;amp;Content_ID=23&lt;wbr /&gt;12&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CAPJPO-EuroPalestine, 23.12.2011&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-12-22T09:56:45</issued>
    <title>Activistas portugueses e israelitas apelam à cantora Ana Moura para que cancele o seu concerto em Israel</title>
    <published>2011-12-22T09:58:03Z</published>
    <updated>2011-12-22T10:00:12Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="margin-bottom: 0.1cm; line-height: 0.37cm;" align="LEFT"&gt;COMUNICADO DE IMPRENSA&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0.1cm; line-height: 0.37cm;" align="LEFT"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao tomar conhecimento de que a cantora portuguesa Ana Moura tencionava actuar em Televive no dia 27 de Janeiro 2012, o Comité de Solidariedade com a Palestina enviou-lhe uma carta pedindo-lhe que não o fizesse e que se juntasse assim ao movimento internacional de boicote contra a política israelita de ocupação e de apartheid.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este tipo de apelo tem sido lançado em todo o mundo e dirigido a muitas dezenas de artistas, em particular músicos e realizadores. Elvis Costello, Roger Waters, Marianne Faithless são apenas alguns dos que aderiram à campanha de boicote e se recusaram a actuar em Israel. O realizador britânico Ken Loach é talvez o mais conhecido dos que se recusaram a participar em festivais israelitas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portugal não ficou fora desse movimento. Em Janeiro deste ano, Dulce Pontes acabou por cancelar um concerto seu programado em Telavive, após a insistência de vários activistas portugueses e internacionais. Uns meses antes, várias organizações, entre as quais Panteras Rosa, Comité de Solidariedade com a Palestina, SOS Racismo e Colectivo Mumia Abu-Jamal – tinham-se juntado para pressionar a organização do Festival Queer de cinema a recusar o apoio da embaixada de Israel ao festival. O realizador canadiano John Greyson obrigou o festival a retirar dois filmes seus quando soube que Israel apoiava o evento. O resultado foi que na edição de 2011, o Queer Lisboa já não estava associado a um Estado cuja história é marcada pelo roubo e a ocupação de um território de onde o seu povo é expulso e oprimido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os apelos para que Ana Moura não ajude a branquear os crimes desse Estado partem também dos próprios israelitas, como é o caso da organização BOYCOTT! Supporting the Palestinian BDS Call from Within (&lt;a href="http://boycottisrael.info/" target="_blank"&gt;http://boycottisrael.info/&lt;/a&gt;), que se dirigem à cantora nestes termos: &lt;em&gt;“Os palestinianos fãs da sua música que vivem na Cisjordânia, numa terra governada por Israel, estão sob a lei marcial e não serão autorizados a deslocar-se até Telavive para desfrutar do seu concerto. (…) Performances de alta qualidade como o seu concerto agendado têm servido para branquear os crimes [de Israel] e a criar uma imagem de Israel como a de um 'Estado moderno', onde as celebridades vêm actuar e ver as localidades turísticas. Na verdade, algumas das localidades estão situadas em território ocupado, e mais de 3 milhões de pessoas, incluindo fãs seus palestinianos, não podem assistir aos concertos em Telavive, mesmo quando estão a viver sob o controlo israelita, nomeadamente a ocupação”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Portugal, juntamo-nos às vozes palestinianas e israelitas que apelam a uma tomada de posição de Ana Moura : a arte, a boa música e o talento da cantora não devem ser postos ao serviço de um regime de apartheid e limpeza étnica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-12-21T21:49:53</issued>
    <title>Mais uma vitória sobre a tentativa de ocultar a ocupação israelita</title>
    <published>2011-12-21T21:51:42Z</published>
    <updated>2011-12-21T21:51:42Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;O Musée de l’Elysée suspendeu a organização do prémio do qual foi afastada Larissa Sansour. A empresa Lacoste considerava que o trabalho desta jovem palestiniana era demasiado pró-palestiniano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Comunicado de imprensa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Lausanne, 21 de dezembro de 2011 – O Musée de l’Elysée decidiu suspender a organização do Prémio Lacoste Elysée 2011. Introduzido em 2010 para apoiar os jovens fotógrafos, este prémio tem um valor de 25.000 euros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para esta edição de 2011, 8 artistas foram seleccionados para concorrer. Foi-lhes pedido que produzissem 3 fotos sobre o tema da alegria de viver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada um deles, recebendo uma bolsa de 4.000 euros, tinha carta branca para interpretar esse tema como o entendesse, de maneira directa ou indirecta, com autenticidade ou ironia, baseando-se ou não no seu trabalho anterior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um júri de peritos deveria reunir-se no final de Janeiro para escolher o vencedor desse prémio. O Musée de l’Elysée acaba de tomar a decisão de suspender tudo, devido ao desejo do parceiro privado de excluir Larissa Sansour, uma dos 8 candidatos seleccionados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reafirmamos o nosso apoio a Larissa Sansour pela qualidade artística do seu trabalho e o seu empenho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Musée de L’Elysée propos-lhe até expôr a sua "Nation Estate" nas suas instalações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há 25 anos que o Musée de l’Elysée defende com força artistas, o seu trabalho, a liberdade artística e a liberdade de expressão. Ao tomar esta decisão hoje, o Musée de l’Elysée é fiel ao seu compromisso com os seus valores fundamentais.»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contacto&lt;/strong&gt;: Sam Stourdzé, Director do Musée de l’Elysée, +41 21 316 99 10, sam.stourdze@vd.ch&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-12-21T21:48:31</issued>
    <title>A sórdida chantagem israelita</title>
    <published>2011-12-21T21:49:48Z</published>
    <updated>2011-12-21T21:49:48Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como dizia Shulamit Aloni, ex-ministra israelita da Educação, «não é preciso fornos crematórios nem câmaras de gás para perpetrar um genocídio&lt;/strong&gt;»&lt;strong&gt;. Como qualificar o comportamento israelita relativo ao corte de água ou de electricidade aos palestinianos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Gaza, apenas 10% dos 1,6 milhões de habitantes têm acesso à água todos os dias. A companhia israelita de electricidade fornece 60% das necessidades da faixa de Gaza, tudo pago com as taxas alfandegárias palestinianas cobradas pelas autoridades israelitas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gaza compra 5% da electricidade no Egipto e procura produzir ela própria os outros 35% na única fábrica eléctrica de Gaza, gravemente danificada quando foi bombardeada por Israel em 2006.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 26 de Novembro, Danny Ayalon, adjunto do ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, ameaçou cortar a electricidade e a água provenientes de Israel, assim como todas as ligações de infraestrutura que servem os 1,6 milhões de habitantes da faixa de Gaza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O verdadeiro sentido do castigo colectivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«É o verdadeiro sentido do castigo colectivo », declarou Jaber Wishah do Palestinian Centre for Human Rights. «As crianças, as mulheres, as pessoas de idade, os doentes, os estudantes, todos ficam sujeitos a esta ameaça».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após as eleições democráticas de 2006 que levaram o Hamas ao poder, Israel impôs um bloqueio cada vez mas severo na faixa costeira, o que tem por consequência privar os palestinianos da maioria dos bens essenciais e básicos, entre os quais animais de criação, medicamentos, máquinas e peças sobresselentes, e o combustível industrial necessário ao funcionamento da estação de produção de energia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma chantagem absurda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Israel sempre cortou a electricidade e destruiu as infraestruturas ao longo de todos estes anos, mas é a primeira vez que eles ameaçaram explicitamente cortar tudo e totalmente», declarou Wishah. «É absurdo fazer chantagem sobre a vida de uma população inteira por causa de problemas políticos».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E é também ilegal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Wishah faz notar que Israel continua a ocupar militarmente e a controlar a faixa de Gaza, apesar da retirada dos colonos israelitas e das bases militares em 2005. Segundo o direito internacional, Israel é responsável pelo bem-estar da população do território ocupado, devendo cuidar nomeadamente do fornecimento de electricidade, de água e da infraestrutura operacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[…] Mais de 100 palestinianos morreram em 2009 e no primeiro trimestre de 2010, relatou a Oxfam, por causa dos incêndios ou do monóxido de carbono causados pelos geradores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[…] «Será uma catástrofe se Israel cortar a electricidade. A metade da população não terá acesso à água», declarou Maher Najjar [director geral adjunto do serviço municipal de gestão das águas costeiras].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Actualmente, 95% da água dos lençóis subterrâneos não se pode beber, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS detectou concentrações de nitratos, que se pensa serem cancerígenos, superior a 330 mg por litro de água, ultrapassando de longe os 50 mg/litro tolerados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[…] «Israel furou mais de 1000 poços à volta da faixa de Gaza para seu uso próprio. Cortaram o escoamento da água antes de ela atingir a faixa de Gaza», declarou o sr. Najjar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto que a quantidade de água fornecida pela Mekorot, a companhia nacional de água de Israel, cobre apenas 5% das necessidades, é a ameaça de Israel de cortar a electricidade e as infraestruturas que os habitantes de Gaza mais temem. «O cloro é vital para o nosso tratamento da água. Sem ele, não podemos consumir um único copo de água», declarou o sr. Najjar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As águas sujas não tratadas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já por falta de electricidade e de instalações adequadas para o tratamento da água, até 80 milhões de litros de águas usadas brutas ou parcialmente tratadas são jogadas diariamente desde a faixa de Gaza para o mar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2008, a Organização Mundial da Saúde constatava níveis perigosos de bactérias fecais ao longo de um terço da costa de Gaza. Em 2010, as Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) assinalaram que a diarreia aguda e a hepatite viral permaneciam as doenças mais graves entre os refugiados da faixa de Gaza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Precisamos de electricidade para continuar a bombear as águas sujas provenientes das habitações até às estações de depuração», declarou o sr. Najjar. «Os geradores servem de auxílio durante os cortes de electricidade, mas sem o fornecimento regular de electricidade, os dejectos acabarão por inundar as ruas».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Agosto de 2007, uma bacia de retenção de águas sujas na cidade de Beit Lahiya transbordou, afogando cinco habitantes de uma aldeia vizinha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Penso que os israelitas estão sérios quanto à sua ameaça», declarou Wishah, «porque eles não se importam com as leis e as convenções internacionais, como as Convenções de Genebra, que eles assinaram e que proíbem os castigos colectivos. Eles sentem que estão acima da lei e para além de qualquer acção judicial».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.info-palestine.net/article.php3?id_article=11540"&gt;http://www.info-palestine.net/article.ph&lt;wbr /&gt;p3?id_article=11540&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CAPJPO-EuroPalestine, 16.12.2011&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-11-21T21:07:10</issued>
    <title>Parceria da Universidade de Coimbra com as forças de ocupação israelitas</title>
    <published>2011-11-21T21:13:39Z</published>
    <updated>2012-01-29T22:02:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 29 de Outubro, o CSP enviou a seguinte carta à Universidade de Coimbra, de que ainda hoje não obteve resposta:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Exmos. Senhores&lt;br /&gt;Dr. João Gabriel Silva, reitor da Universidade&lt;br /&gt;Dr. Joaquim Pires Valentim, responsável do projecto&lt;br /&gt;Direcção da Faculdade de Psicologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos a liberdade de vos escrever a respeito da cooperação actualmente em curso entre a Universidade de Coimbra e a International Security and Counter-Terrorism Academy (ISCA), no âmbito do projecto Scientific Approach to Fighting Radical Extremism (SAFIRE). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaríamos, em primeiro lugar, de chamar a vossa atenção para o facto de a ocupação de territórios palestinianos ser ilegal e formalmente condenada pela comunidade internacional em todos os seus organismos de relevo, nomeadamente a ONU, a OIT e a União Europeia. A construção do muro que tem acompanhado a ocupação de cada vez mais território palestiniano separa as populações dos seus locais de trabalho, das suas terras, das suas escolas. Em Abu Dis, por exemplo, o muro passa pelo meio do campus da universidade e atravessa o campo de futebol. Os estudantes universitários muitas vezes não conseguem chegar às suas universidades, o que acontece frequentemente em Birzeit. Estudantes árabes israelitas não podem apresentar teses relacionadas com a Naqba. E poderíamos aqui referir muitos mais exemplos da opressão sob a qual se vive diariamente na Palestina ocupada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a qualquer acto de resistência do lado palestiniano, Israel responde com mais violência. Até mesmo a comemoração da Naqba sob forma de peregrinação aos locais de 540 aldeias destruídas após 1948 é punida com três anos de prisão. Às crianças e jovens que atiram pedras aos tanques israelitas, Israel responde com actos de verdadeiro terrorismo. A população civil de Gaza é todos os dias bombardeada pelo exército israelita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condenação generalizada da ocupação e dos seus crimes - como foram os cometidos durante a ofensiva contra a Faixa de Gaza que provocou 1400 mortos civis, ou no ataque em águas palestinianas ao navio Marvi Marmara durante o qual o exército israelita executou nove passageiros - estende-se igualmente à cooperação com qualquer tipo de instituições estreitamente ligadas ao Estado de Israel, como é o caso da ISCA. Com efeito, uma tal cooperação constitui um acto de cumplicidade com apoiantes activos e beneficiários da ocupação colonial da Palestina.&lt;br /&gt;Gostaríamos igualmente de recordar-vos que existe desde 2005 uma campanha internacional de boicote e desinvestimento contra Israel, semelhante àquela que ajudou a derrotar o regime de apartheid na África do Sul. Com vista a isolar internacionalmente o Estado pária de Israel, empresas, bancos, municipalidades, artistas de todo o mundo têm sido sensíveis a esta campanha, adoptando medidas de boicote, sanções e desinvestimento em relação a organizações israelitas coniventes com a ocupação. No domínio académico, para citar apenas um exemplo, o caso mais recente foi o da Universidade de Joanesburgo, na África do Sul, que cortou todas as suas ligações com a Universidade israelita Ben Gourion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a cooperação com instituições oficiais israelitas no âmbito universitário é já de si condenável e merecedora de boicote, a cooperação com uma academia especializada em “anti-terrorismo”, como a ISCA, consiste em dar a mão ao próprio aparelho repressivo sionista. Esta “academia” situa-se no coração da história mais sanguinária de Israel e procura branquear a sua imagem cooperando com uma academia portuguesa que em 1969 sofreu os rigores da repressão fascista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em Portugal, o Comité de Solidariedade com a Palestina, juntamente com outras organizações está empenhado na campanha de BDS – Boicote, desinvestimento e sanções -, cuja última vitória foi a desistência do Festival de cinema Queer Lisboa em aceitar o habitual apoio da embaixada de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Comité de Solidariedade com a Palestina vem portanto solicitar-vos que reconsiderem a cooperação com a ISCA, sob pena de colocarem a Universidade de Coimbra numa posição de cúmplice com um regime de apartheid, de limpeza étnica e de genocídio cometido contra homens, mulheres e crianças palestinianas. A Universidade de Coimbra tornar-se-ia, nesse caso, um alvo legítimo para a campanha internacional em curso contra o apartheid israelita e seus cúmplices. Aguardaremos a vossa resposta num prazo razoável antes de tomar qualquer decisão ou defender alguma posição pública. Agradecíamos, portanto, a gentileza de nos responder até ao próximo dia 7 de Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os nossos cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comité de Solidariedade com a Palestina      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-09-24T09:35:19</issued>
    <title>O embaixador israelita deve ser convocado ao MNE para dar explicações</title>
    <published>2011-09-24T08:36:13Z</published>
    <updated>2011-09-24T08:36:13Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;O Comité de Solidariedade com a Palestina denuncia o ultraje cometido contra o povo português pelo embaixador israelita em Lisboa, Ehud Gol, em entrevista à TVI 24 na noite de 23 de setembro. Aí afirmou Gol, nomeadamente, que os israelitas têm mais direitos sobre Jerusalém do que os portugueses têm sobre Lisboa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se a afirmação de Gol fosse verdadeira, ela implicaria que os direitos de soberania do Estado português sobre o seu próprio território fossem nulos. Com efeito, os "direitos" de Israel a colonizar Jerusalém Oriental e a expulsar a sua população palestiniana, não são direitos, e sim violações do direito internacional. Assim os classificam, aliás, numerosas resoluções da ONU, que há muito teriam feito de Israel um Estado-pária se não fosse a sistemática protecção que lhe dispensam várias grandes potências, com especial destaque para os EUA.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O desprezo da Embaixada israelita pela dignidade de um país anfitrião, neste caso Portugal, manifesta-se nomeadamente no check point que há vários anos tem instalado a sua porta, a interromper o trânsito num dos sentidos da R. Pinheiro Chagas. A Câmara Municipal de Lisboa deveria seguir o exemplo da municipalidade de Oslo e obrigar a embaixada israelita a mudar-se para fora da cidade, impedindo assim que os moradores do bairro se tornem escudos humanos de uma embaixada com especiais problemas de segurança. Esse desprezo da embaixada sionista manifestou-se também na grosseira repreensão que emitiu contra todos os partidos portugueses, da esquerda à direita, sem excepções, por terem permitido com votos favoráveis ou com abstenções a aprovação na Assembleia Municipal de Lisboa de uma proposta de geminação entre Gaza e Lisboa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em qualquer país que prezasse a sua dignidade e soberania, a provocação do embaixador Gol na TVI 24 valer-lhe-ia ser imediatamente declarado persona non grata. Em Portugal, espera-se que, no mínimo, o embaixador seja convocado ao MNE para apresentar explicações sobre o seu questionamento da soberania do Estado português.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-09-14T22:05:13</issued>
    <title>Queer Lisboa abandona patrocínio israelita após campanha de boicote</title>
    <published>2011-09-14T21:06:22Z</published>
    <updated>2011-09-14T21:06:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;O Queer Lisboa, festival de cinema gay e lésbico da capital portuguesa, abandonou o patrocínio que desde há muito lhe era prestado pela Emabaixada Israelita, na sequência de uma persistente campanha de activistas que lutam pelo boicote de Israel até que este cumpra as suas obrigações à luz do direito internacional e respeite os direitos humanos dos palestininanos. A embaixada israelita vinha apoiando o festival ao longo dos últimos anos como parte da sua campanha “Brand Israel”, lançada em 2005 com o objectivo de desviar a atenção da sua contínua violação do direito internacional e direitos palestinianos, para os seus feitos artísticos e científicos. &lt;br /&gt;Uma coligação de organizações portuguesas, incluindo o colectivo de direitos LGBT “Panteras Rosa” e o Comité de Solidariedade com a Palestina, protestou à porta do evento no ano passado exigindo que a organização do festival rejeitasse aquele patrocínio imoral. Os protestos tiveram alguma cobertura mediática pondo em causa o festival. O realizador canadiano John Greyson abandonou sua participação no festival após saber do patrocínio. Numa declaração, Greyson, que havia sido galardoado com a maior honra do Festival em 2009, afirmou que “Tanto os activistas queer portugueses como palestinianos fizeram ver que este apoio viola o apelo feito em 2005 pela sociedade civil palestiniana que pede aos artistas e académicos de consciência que boicotem o estado israelita, em protesto contra a ocupação corrente.” &lt;br /&gt; Sérgio Vitorino, porta-voz das “Panteras Rosa” referiu que “Israel usa os eventos queer para fazer “pinkwash” [branqueamento rosa] do apartheid, desviando as atenções da opressão que exerce sobre os palestinianos assim como da verdadeira homofobia com que se confronta a comunidade LGBT dentro de Israel e qualquer gay ou lésbica palestiniano a viver debaixo de uma brutal ocupação militar.” Sérgio acrescenta “Felicitamos a decisão do Queer Lisboa abandonar este patrocínio para que possamos continuar a celebrar a verdadeira mensagem do festival – a da igualdade e da tolerância.” &lt;br /&gt;A campanha Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) foi lançada em 2009 por uma coligação plural que inclui organizações de solidariedade, direitos humanos e anti-racismo, em resposta a um apelo feito pela maioria da sociedade civil palestiniana em 2005. Para saber mais sobre esta campanha global ver: &lt;a href="http://www.bdsmovement.net/"&gt;http://www.bdsmovement.net/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-08-20T14:38:11</issued>
    <title>Qual é o tipo de resistência “certo”? Um artigo de Ibrahim Shikaki</title>
    <published>2011-08-20T13:40:42Z</published>
    <updated>2011-08-20T13:40:42Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nos últimos seis meses, vários meios de comunicação social têm publicado artigos sobre o chamado “novo” movimento não-violento palestiniano. Dois erros têm acompanhado esses relatos e análises. O primeiro é o uso da palavra “não-violento”, com as suas conotações; o segundo é o discurso em torno do movimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Infelizmente, a fonte desses artigos são muitas vezes meios de comunicação respeitados que informam honestamente sobre a causa palestiniana, incluindo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Al Jazeera English&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;. […] Os artigos estão repletos de citações como “mas a resistência tradicional de queimar pneus e atirar pedras não mudará de um dia para o outro. Temos de dar ao mundo uma imagem de resistência palestiniana não-violenta”; e “continuaremos a actuar com a não-violência até que fique muito claro na imprensa internacional quem é que viola os direitos humanos”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Publicado em 6 de Julho de 2011&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;1. A resistência palestiniana não-violenta é coisa que não existe &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, o perigo de usar a expressão “resistência não-violenta” insinua que qualquer outra forma de resistência é violenta, daí dar-lhe um sentido negativo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Em árabe, os palestinianos não distinguem entre resistência violenta e não-violenta, mas antes entre resistência armada e resistência popular. O povo palestiniano e as facções políticas apoiaram-se nas duas formas, assim como noutras, ao longo do século passado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Na verdade, e contrariamente a outros regimes coloniais na África do Sul ou na Argélia, o objectivo do colonialismo sionista é o de limpar etnicamente a Palestina e expulsar o seu povo indígena. Por isso, pelo simples facto de existirem e de se manterem firmes na sua terra, os palestinianos estão a resistir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Embora eu não pretenda defender aqui defender uma forma específica de resistência, tem de haver uma distinção clara entre duas noções distintas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por um lado, há tentativas de impor a ideia de que a não-violência é a única forma de resistência “permitida”, portanto insinuando erradamente que outras formas de resistência são violentas, imorais ou ilegais. Por outro lado, um consenso geral entende a resistência como um direito legítimo do povo palestiniano, como o direito de qualquer povo que vive sob a opressão, colonização e ocupação estrangeiras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Segundo esse ponto de vista, a resistência popular é mais eficaz do que a resistência armada nesta fase da luta. Devido à divergência entre estas duas visões, a expressão “violento” estendeu-se para abranger o lançamento de pedras aos tanques israelitas ou aos checkpoints militares fortemente armados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Muitas formas diferentes de resistência popular caracterizaram a primeira Intifada, entre as quais as crianças a saltarem de casa em casa durante o recolher obrigatório para distribuir açúcar e farinha aos vizinhos, os jovens a jogar à bola nas esquinas das ruas para poderem avisar os grafiteiros quando passavam os carros militares, trabalho voluntário, greves e boicotes comerciais, assim como protestos de massa que incluíam o lançamento de pedras aos postos avançados armados e aos veículos militares.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A verdade é que enfrentar uma máquina de guerra brutal com pedras não é mais que um gesto simbólico. É um símbolo da grande desproporção entre o povo palestiniano e a máquina de guerra israelita.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pedras atiradas aos tanques israelitas ou a outros veículos armados eram meios para o povo indígena da Palestina, de demonstrar a sua recusa da ocupação e da opressão. Jovens, mulheres, idosos e todos os sectores da sociedade participaram nesta forma de resistência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;As pedras podiam ser violentas, no entanto, quando usadas sistematicamente pelos soldados israelitas para esmagar os membros dos palestinianos, como parte da política ordenada por Yitzhak Rabin, então ministro da Defesa israelita, para “partir-lhes os ossos”. O Knesset recusou investigar a ordem de Rabin e este nunca foi responsabilizado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Além do mais, os meios de comunicação social que defendiam essas tácticas não-violentas escolheram ignorar por completo o movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel. Embora não caiba nas duas formas de resistência referidas acima, ele só pode ser classificado como uma táctica estritamente não-violenta, que tem como objectivo pressionar Israel a respeitar as suas obrigações perante a lei internacional. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O crescimento evidente do movimento BDS e a pouca cobertura que tem sido dada aos seus êxitos pela maior parte dos principais meios de comunicação social só podem ser um indicador da hipocrisia da cobertura da resistência palestiniana: eles só falam das formas de resistência que classificam de relevantes – ou, atrevo-me a dizer, de válidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por fim, é importante compreender o contexto do conflito palestino-israelita, muitas vezes apresentado como “complexo”. Na realidade, e com o risco de sobre-simplificar, trata-se de um conflito entre um opressor e um oprimido. Dentro deste contexto, o uso da violência e da força pode ser perfeitamente exemplificado com as palavras de Paulo Freire:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;“&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Nunca na história a violência foi iniciada pelos oprimidos. Como poderiam eles dar início à violência se eles próprios são o resultado da violência? Como poderiam eles ser os promotores de algo que, ao instaurar-se objectivamente, os constitui? Não haveria oprimidos se não houvesse uma relação de violência que os conforma como violentados. Inauguram a violência os que oprimem, os que exploram, os que não se reconhecem nos outros; não os oprimidos, os explorados, os que não são reconhecidos.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="font-style: normal;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;2. O discurso e a terminologia ocidentais&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O segundo problema colocado por esta narração e pelo discurso em torno destes artigos é mais importante e merece mais críticas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Os artigos apresentam o movimento actualmente chamado não-violento como a forma "correcta" de resistir, em que a opção dos palestinianos pelo método de resistência correcto demonstrará como merecemos que nos dêem os nossos direitos e independência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Apresentar os nossos direitos à liberdade e à autodeterminação como dependentes do nosso método de resistência escolhido é, na melhor das hipóteses, errado e, na pior, racista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Insinuar que os nossos direitos não foram respeitados porque não demonstrámos merecê-los liberta Israel da necessidade de respeitar a lei internacional e de nos garantir os nossos direitos básicos, e também desculpa os países hegemónicos ocidentais que recompensarem Israel com a impunidade total para que este continue com as suas violações e crimes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;É preciso tornar claro que o nosso direito ao retorno e a acabar com a ocupação, a colonização e o apartheid israelitas está garantido pelas convenções internacionais e que o seu cumprimento é um dever – independentemente dos métodos de resistência ou de quaisquer outros factores que escolhemos para chegar a esse fim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Alem disso, sugerir que o protesto popular é um fenómeno novo na Palestina, onde “chegaram os verdadeiros manifestantes ao estilo não-violento de Martin Luther King”, é uma distorção vergonhosa dos factos pela imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A resistência na Palestina, e em particular a resistência popular, tem mais de um século, onde a grande maioria da resistência à colonização sionista, ao mandato britânico e mais tarde à opressão de Israel tomou a forma de levantamentos civis e populares. A resistência popular palestiniana só pode ser ao estilo palestiniano! Os jornalistas têm de deixar de fazer jornalismo preguiçoso e estender o seu período de memória para além de dez anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Assim, é-nos permitido seguir os valores e as figuras ocidentais ou os exemplos de qualquer dos que eles acham aceitáveis, como Gandhi e Martin Luther King (MLK). E se nós quisermos um Che Guevara ou um Malcom X palestinianos quando todos os outros esperam pelo próximo “Gandhi palestiniano”?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foram eles, apesar de tudo, que analisaram e se concentraram sobre a “estrutura internacional dos poderes ocidentais”, uma estrutura que só desenvolveu as suas influência e ferramentas a partir dos anos 50 e 60. E, embora tenham o maior respeito pelos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;satyagraha de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Gandhi e a batalha de MLK no movimento pelos direitos civis, os palestinianos não precisam de olhar para muito longe para encontrar modelos dentro da história e da herança da Palestina para meios alternativos de resistência. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Neste assunto, como noutros, a hipocrisia dos poderes ocidentais prevalece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A democracia só é aceitável se os resultados forem aqueles que eles escolheram – nos países em vias de desenvolvimento só são permitidas as políticas económicas neoliberais que agradam aos verdadeiros eixos do mal (Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial do Comércio); e as comunidades queer pelo mundo fora têm de seguir os mecanismos ocidentais de orgulho e de defesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Embora estes todos sejam assuntos aparentemente diferentes, o mesmo paradigma se aplica a todos eles: as ideologias hegemónicas ocidentais e as formas de acção são usadas para medir a legitimidade de outras sugeridas pelo mundo fora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Em particular para os palestinianos, o discurso é uma das questões-chave.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Israel tem o mundo nas suas mãos, não porque o ameaça pela força ou pelo poder militar, mas porque controla o discurso. É a razão pela qual, quando um grupo de israelitas assedia palestinianos e planeia assassinar um chefe de mesquita, os membros desse grupo são referidos na imprensa como “bandidos e gangs”, ou classificados de mentalmente instáveis, como Baruch Goldstein – nunca como “terroristas” ou “extremistas”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Isto assemelha-se aos processos de controlo indirecto aplicados através de séculos de colonialismo, o mesmo lugar-comum foi usado para reforçar o poder dos colonizadores: os bárbaros primitivos vs o povo iluminado. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Uma recente campanha publicitária demonstra isto mesmo: “Em qualquer guerra entre o homem civilizado e o selvagem, apoie o homem civilizado. Apoie Israel. Derrote a Jihad.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O nosso papel enquanto palestinianos é o de estarmos atentos às distorções do discurso e de combatermos esse discurso. Se o conseguirmos, será muito mais difícil para alguém como Benjamin Netanyahu humilhar o povo palestiniano e a chamada “liderança” palestiniana perante o congresso americano, como este fez muito recentemente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;A forma correcta de resistência?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Embora não haja dúvida de que, no seio da sociedade palestiniana, todas as formas de resistência à opressão têm de ser respeitadas e valorizadas, é importante não se deixar levar pelo discurso ocidental, especialmente quando muitos de nós entre a juventude da nação já estão expostos a ele através dos meios da comunicação social, da internet ou dos estudos no estrangeiro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;É falsa a ideia de que só existe um meio “correcto” de resistência ou de que a resistência armada e popular é contraditória (ou pelo menos carece de evidência histórica) quando simplesmente nos debruçamos sobre a história colonial (Argélia, África do Sul, etc.).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A prioridade nos dias de hoje, efectivamente, deveria ser de englobar amplamente todos os movimentos, grupos e indivíduos na reivindicação de criar uma nova instituição de liderança legitimada que represente todos os palestinianos independentemente da sua proveniência. Essa entidade deveria ser capaz de identificar democraticamente (e internamente) a forma de resistência mais eficaz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nos artigos referidos acima, os participantes palestinianos nos protestos populares são muitas vezes citados da seguinte forma: “Se alguns adolescentes atiraram pedras, é porque falharam aparentemente em assimilar os workshops sobre a não-violência que os organizadores planearam”, e porque eles “insistem em que nunca se atiraram pedras até que as tropas israelitas começassem a lançar gás lacrimogéneo, e que isso é feito apenas por adolescentes”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Essas declarações mostram os manifestantes palestinianos como sendo apologistas do gesto simbólico de atirar pedras – e isso acontece em detrimento de se questionar a presença das forças de ocupação de Israel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A história mostrou que o uso de uma extrema violência por parte de Israel é uma constante – quaisquer que sejam as acções violentas ou não-violentas dos palestinianos. É fundamental compreendermos que através dos anos da nossa luta contra o sionismo e o colonialismo, a resposta sionista às várias formas de resistência foi, na sua essência, sempre a mesma: a violência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Há sessenta anos, há quarenta anos, durante a primeira e a segunda Intifadas, e durante as recentes marchas “pacíficas”, a resposta israelita foi sempre a violência e a efusão de sangue. Jovens homens e mulheres têm sido abatidos com munições reais e de borracha, espancados com cassetetes e sufocados com gás tóxico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Seria ingénuo esperar que a resposta israelita fosse diferente no futuro, como também não seria preciso resistir de forma não-violenta para mostrar a horrenda face da ocupação israelita, uma vez que isso é demonstrado em qualquer simples acção do dia-a-dia dos palestinianos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Independentemente da nossa estratégia, Israel continuará a negar a nossa existência como nação, não admitirá a limpeza étnica realizada em 1948 e continuará com as suas medidas repressivas de opressão contra os palestinianos em todo o lado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A nossa tarefa consiste em concentrarmo-nos nas semelhanças e nos pontos de acordo respeitantes à resistência e não nas diferenças.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O povo palestiniano tem de mobilizar à sua volta para resistir ao apartheid israelita através de um programa resultante de uma discussão no seio de uma entidade verdadeiramente representativa, o que só é possível através de eleições directas para um novo Conselho Nacional Palestiniano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ibrahim Shikaki é diplomado pela UC Berkeley. Trabalha como investigador associado no Instituto de Investigação Económica da Palestina (MAS) e é um organizador da juventude residente em Ramallah.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Versão original do artigo em: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #000080;"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="http://english.aljazeera.net/indepth/opinion/2011/06/201162895553754742.html"&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;http://english.aljazeera.net/indepth/opi&lt;wbr /&gt;nion/2011/06/201162895553754742.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: FreeSans,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Tradução do Comité de Solidariedade com a Palestina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</content>
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  <entry>
    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:palestinavence:42985</id>
    <author>
      <name>samizdat</name>
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    <issued>2011-07-30T21:44:22</issued>
    <title>Exército israelita ataca o Teatro da Liberdade em Jenin</title>
    <published>2011-07-30T20:45:00Z</published>
    <updated>2011-07-30T20:45:00Z</updated>
    <content type="html">&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Um apelo à ajuda foi lançado esta quarta-feira pelos animadores do Teatro da Liberdade em Jenin, atacados pelo exército israelita que veio prendê-los e destruir este símbolo da resistência palestiniana. Depois de se ter livrado do seu director Juliano Meir Khami, cobardemente assassinado uns meses atrás, o governo israelita quer acabar com estes militantes que apoiam os jovens de Jenin com as suas actividades teatrais. Quando Israel ouve a palavra cultura, puxa do seu revólver.&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Apelo à ajuda do Teatro da Liberdade:&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;27 de Julho de 2011&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;“As forças especiais do exército israelita atacaram o Teatro da Liberdade, situado no campo de refugiados de Jenin, esta quarta-feira às 3h30.&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Ahmed Nasser Matahen, estudante técnico que vigia o teatro durante a noite, foi acordado por enormes blocos de pedra lançados contra a porta do teatro. Ao abrir essa porta, deparou-se com uma soldadesca armada e mascarada que cercava o teatro.&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;“Disseram-me para levantar os braços e obrigaram-me a baixar as calças. Pensei que a minha hora tinha chegado e que eles iam matar-me. O meu irmão estava ao meu lado, algemado”.&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Ao mesmo tempo, o director encarregado da locação do local, Adnan Naghnaghiye, era detido e levado para um destino desconhecido, assim como Bilal Saadi, um dos membros do conselho de administração do Teatro.&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;“Quando o director geral do Teatro, o britânico Jacob Gough, e o seu co-fundador, o sueco Jonatan Stanczak, chegaram ao local, foram obrigados a permanecer quietos ao lado de uma família palestiniana com 4 filhos, cercados por uns cinquenta soldados israelitas armados dos pés à cabeça.&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Jonatan indica: “Quando tentámos dizer-lhes que estavam a atacar um lugar cultural e a deter os animadores do Teatro, eles ameaçaram-nos de nos espancar. Tentei contactar com a administração civil do exército, mas desligaram-me o telefone na cara”.&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Para mais informações, contactar:&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Jacob Gough: +972 (0)59 534 83 91&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Jonatan Stanczak: +972 (0)54 391 57 08&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Email : Jonatan Stanczack : &lt;span style="color: #000080;"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="mailto:jonatan.stanczak@gmail.com"&gt;jonatan.stanczak@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Jacob Gough : &lt;span style="color: #000080;"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="mailto:jacobllyr@hotmail.co.uk"&gt;jacobllyr@hotmail.co.uk&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #000080;"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="http://poeticinjustice.net/news/freedom-theatre-attacked.html"&gt;http://poeticinjustice.net/news/fre...&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Traduzido de CAPJPO-EuroPalestine, 27 de Julho de 2011&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-30T21:43:35</issued>
    <title>A colonização em Jerusalém oriental: É isto!</title>
    <published>2011-07-30T20:44:16Z</published>
    <updated>2011-07-30T20:44:16Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eis o que sofrem os palestinianos de Jerusalém-oriental... e nenhum dos nossos dirigentes, nenhuma instituição internacional reage. É abjecto.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;“&lt;em&gt;Ontem à meia-noite, em Beit Safaf (Jerusalém oriental), uma casa palestiniana situada a 200 metros do checkpoint de Gilo, assim como os seus moradores, foram vítimas de violência, de destruição por parte de uma centena de colonos da cidade velha de Jerusalém e do colonato de Gilo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;em&gt;Enquanto a família palestiniana Khaled Mohamed Alaa Eddin, composta pela mãe de 47 anos, o pai de 61 anos, 4 filhos de 22, 27, 28 e 35 anos e uma filha de 21 anos, dormiam, surgiram colonos que começaram a partir as janelas, arrombaram a porta de entrada. Enquanto alguns ficavam de fora para cercar a casa, outros introduziram-se na casa e destruíram todos os móveis e tudo o que encontraram pelo caminho.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;em&gt;Depois de terem destruído tudo, começaram a espancar com violência todos os membros da família. Um vizinho palestiniano acordado pelos gritos chamou a polícia.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;em&gt;Por mais incrível que isto pareça, os polícias prenderam Akram, o filho de 35 anos e Alaa o filho de 28 anos, embora os dois estivessem cheios de nódoas negras e de sangue! Mas os colonos afirmaram que eles os tinham batido... […]&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;em&gt;Os outros membros da família, estendidos no chão sem poder mexer-se devido às pancadas, foram transportados para o hospital de Jerusalém Hadasa Ean Karem. […] A família, que vive em território ocupado perto de Belém, não tem autorização de entrar em Jerusalém e não pode portanto visitá-los.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;em&gt;O objectivo dos colonos é de se apropriar dessa casa palestiniana, que fica desocupada dos seus habitantes. [...]”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Contacto: Mahmoud AL’AA Eddin &amp;amp; Catherine Noel&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Al-masara village. 00972599817820&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Traduzido de CAPJPO-EuroPalestine, 24 de Junho de 2011&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-25T21:39:13</issued>
    <title>NORUEGA: A ISLAMOFOBIA MATA</title>
    <published>2011-07-25T20:40:52Z</published>
    <updated>2011-07-25T20:40:52Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="gmail_quote"&gt;Os dois atentados cometidos por Anders Behring Breivik, um fundamentalista cristão de extrema-direita, custaram a vida a um número ainda indeterminado de pessoas, muito próximo da centena. Às primeiras notícias do carro-bomba detonado em Oslo, reagiram os media, vários comentadores e parte da opinião pública com a suspeita de que deveria tratar-se de um atentado de fundamentalistas islâmicos. Depois do segundo atentado e da detenção de Breivik, tornou-se claro que os motivos do terrorista e de possíveis mentores seus eram exactamente os opostos. Com efeito, o manifesto que Breivik publicou na internet minutos antes de partir para a mortífera expedição manifestava o seu ódio ao que considera serem vários males da sociedade contemporânea, com especial destaque para o marxismo e para o islão. Entre os seus ódios de estimação destaca-se também a resistência do povo palestiniano à ocupação do que Breivik considera um Estado-modelo: Israel.&lt;/div&gt;
&lt;div class="gmail_quote"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class="gmail_quote"&gt;Dir-se-á que o Estado de Israel, por muito que mate palestinianos todos os dias, nunca mataria noruegueses. E acrescentar-se-á apressadamente que Breivik é um louco, agindo individualmente. Na verdade, a investigação em curso ainda não detectou cumplicidades para esse atentado tão difícil de cometer individualmente. Caso venha a detectá-las, restará ainda apurar de quem foram essas cumplicidades. A tarefa pode não ser fácil: na Suécia, foram precisas décadas para se estabelecer com razoável plausibilidade que o assassínio de Olof Palme terá sido organizado pela secreta de um Estado-gémeo de Israel: o apartheid sul-africano.&lt;/div&gt;
&lt;div class="gmail_quote"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class="gmail_quote"&gt;Quanto à teoria dos loucos solitários, também é difícil de estabelecer: em 25 de fevereiro de 1994, um deles, ou assim suposto, entrou numa mesquita em Hebron, na Palestina ocupada, e matou a tiro 29 palestinianos, até ser dominado e morto. O então primeiro-ministro israelita, Isaac Rabin, não quis reconhecer que o desprezo pela vida dos palestinianos, a sobranceria racista que ele próprio tinha cultivado, as ordens que dava aos seus soldados para fracturarem os ossos de crianças palestinianas prisioneiras e as estropiarem para toda a vida, tudo isso era um exemplo vindo de cima que o co-responsabilizava pelo crime de Goldstein. Mas Rabin tão-pouco acreditou na história do atirador solitário: nesse momento, em que já queria aparecer aos olhos do mundo como o promotor da paz, fez um violento discurso contra os colonos extremistas que, pelo menos, tinham instigado Goldstein. Pouco tempo depois, o mesmo Rabin foi assassinado por um desses colonos extremistas - outro alegado atirador solitário -,em circunstâncias que sempre sugeriram fortes cumplicidades no aparelho de segurança israelita.&lt;/div&gt;
&lt;div class="gmail_quote"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class="gmail_quote"&gt;Mesmo na hipótese mais benevolente de todas, de Breivik ter sido o tal louco solitário, é necessário sublinhar que uma propaganda islamofóbica tão sistemática como a que tem encharcado desde há vários anos os media ocidentais, com realce para a galáxia de Murdoch, só pode produzir loucos genocidas. A posteriori, o site sionista JSSNews fornece um exemplo revelador de como a propaganda pró-Israel procura atenuantes para o crime: sob o sugestivo título "As jovens vítimas de Oslo militavam pelo boicote racista a Israel", o autor empreende explicar que o ministro norueguês dos Negócios Estrangeiros fora recebido no acampamento dos jovens trabalhistas com faixas que apelavam a boicotar Israel e a reconhecer na ONU o Estado palestiniano.&lt;/div&gt;
&lt;div class="gmail_quote"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Que Breivik é um Baruch Goldstein norueguês, ninguém pode duvidar, desde o momento em que ele próprio fez do ódio anti-islâmico e especialmente anti-palestiniano um dos pontos fundamentais do seu manifesto, e usou a mesma técnica com o mesmo objectivo genocida. As suas motivações são tão claras como as de Goldstein, a sua rede de cumplicidades é tão incerta como a do colono israelita.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Comité de Solidariedade com a Palestina&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-05-18T10:36:13</issued>
    <title>Israel rouba os palestinianos à custa dos contribuintes europeus</title>
    <published>2011-05-18T09:37:13Z</published>
    <updated>2011-05-18T09:37:13Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000099;"&gt;Traduzido do francês de uma notícia da associação CAPJPO-EuroPalestine, 12 de maio de 2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Descontente com a aproximação da Fatah e do Hamas, que lhe retira toda a aparência de um pretexto para continuar com as suas acções criminosas, o governo israelita vinga-se roubando pura e simplesmente as receitas fiscais da Autoridade Palestiniana.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Israel confiscou assim abertamente as receitas alfandegárias que, desde os acordos de Oslo, recebe à chegada nos portos israelitas sobre as mercadorias destinadas aos territórios palestinianos ocupados, com a obrigação de as entregar à Autoridade Palestiniana. O saque do mês de Abril eleva-se a 105 milhões de dólares (73 milhões de euros).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Trata-se de quantias cruciais para as magras finanças públicas palestinianas, uma vez que elas representam os dois terços do conjunto das suas receitas, o último terço sendo conseguido por taxas e impostos cobrados localmente na Cisjordânia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Sem este dinheiro, é impossível pagar os salários dos 151.000 empregados do sector público palestiniano. O primeiro-ministro da Autoridade Palestiniana, Salam Fayyad, anunciou portanto que os salários já não podiam ser pagos. Os subsídios (ajuda às famílias de presos, aos mais pobres, etc.) de mais de 100.000 pessoas já foram suspensos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em conclusão, Israel aplica à Cisjordânia a mesma política de estrangulamento das populações implementada desde há anos contra os habitantes da faixa de Gaza. Assim, como constata a jornalista Amira Hass no diário &lt;em&gt;Haaretz&lt;/em&gt;, este crime promete desde já ficar impune.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Os governos ocidentais, entre os quais o da França pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros Alain Juppé, que saudaram a reconciliação inter-palestiniana, condenaram paralelamente, mas apenas verbalmente, o novo acto de gansterismo israelita. Mas não se fala em sanções. Para evitar uma explosão na Cisjordânia, a União Europeia desbloqueou de emergência 85 milhões de euros de ajuda à Autoridade Palestiniana, enquanto Paris acrescentava pelo seu lado mais 10 milhões de euros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em suma, Israel fica com o dinheiro roubado e é o contribuinte francês e europeu que se encarrega da compensação!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-05-10T21:23:14</issued>
    <title>Carta a Enrique Iglesias subscrita pelo Comité de Solidariedade com a Palestina</title>
    <published>2011-05-10T20:29:40Z</published>
    <updated>2011-05-10T20:29:40Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;Enrique Iglesias, no cantes para el apartheid israelí!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Querido Enrique Iglesias,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Los abajo firmantes somos grupos y organizaciones de la sociedad civil que, desde diversos puntos del mundo, promovemos el Boicot, Desinversión y Sanciones (BDS) contra el Estado de Israel. La  noticia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; de tu concierto en Israel el próximo 30 de mayo nos ha producido una gran tristeza. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; color: #000000;"&gt;Es posible que no conozcas las graves violaciones del Derecho Internacional y de los Derechos Humanos que Israel comete desde hace 63 años en contra de la población palestina. Citamos a continuación sólo algunas de ellas:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;En 1948-1949 el naciente Estado judío llevó a cabo una limpieza étnica que convirtió a más de 750.000 palestinos en refugiados. Hoy en día son cerca de 5 millones&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;, que malviven en campos de refugiados esparcidos por todo Oriente Medio; Israel no les permite regresar a sus tierras, en contra de lo que dispone el Derecho Internacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; color: #000000;"&gt;En Cisjordania y Jerusalén Este ocupados, Israel ha instalado desde 1967, de forma ilegal, a más de 500.000 colonos judíos en las tierras robadas a la población palestina. Los colonos cuentan con la protección del poderoso ejército israelí y se benefician de un cómodo sistema de apartheid que en contrapartida somete a la población palestina a unas condiciones de vida durísimas, en todos los ámbitos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Desde 2002, Israel construye un Muro de separación en territorio palestino ocupado (en Jerusalén Este y Cisjordania), que fue declarado ilegal en 2004 en un informe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt; de la Co&lt;/span&gt;rte Internacional de Justicia. El Muro tiene un impacto nefasto en las vidas cotidianas de miles de palestinas y palestinos, haciendo muy difíci&lt;span style="color: #000000;"&gt;l su acceso a derechos básicos como la salud, vivienda, educación, trabajo, etc.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Desde 2007, Israel impone a los 1,6 millones de habitantes de la Franja de Gaza un cruel bloqueo económico. La ONG Amnistía Internacional ha declarado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; en innumerables ocasiones que el bloqueo es ilegal, y que éste ha llevado a la población de Gaza al desempleo, la pobreza y la dependencia de las agencias de ayuda internacional para su simple supervivencia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;En 2008-2009, Israel atacó la Franja de Gaza, cometiendo crímenes de guerra y contra la humanidad, tal como detalla el informe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; que el juez surafricano Richard Goldstone elaboró para la ONU en 2009. Más de 1.400 habitantes de Gaza, la mayoría de ellos civiles, murieron durante el ataque&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; color: #000000;"&gt;Los ciudadanos árabes palestinos de Israel, que tiene la desdicha de ser ciudadanos no judíos en un Estado judío, sufren una discriminación legal estructural: más de 30 leyes los discriminan respecto a los ciudadanos judíos israelíes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="text-indent: -0.64cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; El 2005, más de 170 organizaciones de la sociedad civil palestina, lanzaron un llamado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;pidiendo el Boicot, las Desinversiones y las Sanciones (BDS) contra Israel hasta que Israel cumpla su obligación de reconocer el derecho inalienable del pueblo palestino a la autodeterminación y acate completamente los preceptos del Derecho Internacional por medio de:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;La finalización de su ocupación y colonización de todas las tierras árabes y el desmantelamiento del Muro;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;El reconocimiento del derecho fundamental de los ciudadanos árabe-palestinos de Israel a una igualdad completa; y&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;El respeto, protección y promoción del derecho de los refugiados palestinos a retornar a sus casas y propiedades, tal como lo estipuló la resolución 194 de la ONU&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Seguramente piensas que tus canciones, portadoras de paz y amor, deben llegar a cualquier rincón del mundo -incluido Israel- y no deben mezclarse con la política. Desgraciadamente, cantar en Israel no es un acto neutro, puesto que será interpretado por el gobierno israelí y por millones de ciudadanos del mundo com&lt;span style="color: #000000;"&gt;o una legitimación de las políticas ilegales contra la población palestina. En abril, el cantante adolescente Justin Bieber dio un concierto en Israel, y el presidente israelí Benyamin Netanyahu intentó desesperadamente utilizar su presencia para mejorar la imagen de su decadente gobierno; al negarse a reunirse con niños que viven en zonas afectadas por el lanzamiento de cohetes Qassam, Netanyahu canceló una reunión &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;que tenía prevista con el artista. Aunque Justin quería limitarse a cantar y evitar la política, le resultó imposible. Y lo mismo te sucederá a ti, si cantas en Israel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small; color: #000000;"&gt;Respondiendo al llamado del BDS, recientemente han cancelado sus actuaciones en Israel los siguientes artistas: Devendra Banhart, Tommy Sands, Elvis Costello, Carlos Santana, Gil Scott Heron, the Pixies, Gorillaz Sound System, Vanessa Paradis, La Carrau y Ladysmith Black Mambazo, entre otros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;El Boicot Académico y Cultural es una forma eficaz de presión con una posibilidad real de conseguir el cambio de las políticas contrarias al Derecho Internacional, tal como demostró el caso del apartheid sudafricano. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Por todo lo que hemos expuesto en esta carta, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;te pedimos que canceles tu concierto en Israel&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;. Tú, como figura de fama y prestigio mundial en el mundo de la música, puedes contribuir al logro de la libertad, la justicia y la paz justa en Palestina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Por favor, no cantes para el apartheid israelí!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Afectuosamente,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;strong&gt;Firman:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Europa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Grup BDS Catalunya&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Comunitat Palestina de Catalunya&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Associació Catalana de Jueus i Palestins - JUNTS &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Comissió Universitària Catalana per Palestina (CUNCAP)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Xarxa d'Enllaç amb Palestina&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Intersindical Alternativa de Catalunya&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;BDS Madrid&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;BDS Galiza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Euskal Herria Palestina Sarea&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Red Solidaria contra la Ocupación de Palestina (RESCOP) - España&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Plataforma para el Boicot Académico a Israel (PBAI) - España&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;IJAN-Red de Judíos Antisionistas en España - España&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Artefacto Cultural - Brasil/España&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span lang="ca-ES"&gt;European Platform for the Academic and Cultural Boycott of Israel (EPACBI)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span lang="es-ES"&gt; - Europa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Comité de Solidariedade com a Palestina - Portugal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Scottish Palestine Solidarity Campaign - Escocia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;British Committee for the Universities of Palestine (BRICUP) - Reino Unido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Boycott Israel Network (BIN) - Reino Unido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Jews for Boycotting Israeli Goods (J-BIG) - Reino Unido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Women in Black (Vienna) - Austria&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Critical Jewish Voice - Austria&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Utrecht for Palestine - Holanda &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Dutch Bathrobes Brigades - Holanda &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Dutch network "Samenwerken voor Palestina" (29 organizaciones) - Holanda&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;EuroPalestine - Francia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="ca-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Association des Universitaires pour le Respect du Droit International en Palestine (AURDIP) - Francia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;BDS Switzerland - Suiza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Belgium Academic and Cultural Boycott of Israel (BACBI) - Bélgica&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Génération Palestine - Bélgica&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-US"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Berlin Academic Boycott - Alemania&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-US"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;BDS Group Berlin - Alemania&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Oriente Medio y Asia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Palestinian Academic and Cultural Boycott against Israel (PACBI) - Palestina&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;BOYCOTT! Supporting the Palestinian BDS Call from Within - Israel&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Centro de Información Alternativa (AIC) - Palestina/Israel&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Palestinian Students' Campaign for the Academic Boycott of Israel (PSCABI) - Palestina&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Palestine Peace Soridarity at Seoul - Corea del Sur&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;América&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;U.S. Campaign for the Academic and Cultural Boycott of Israel (USACBI) - Estados Unidos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Artists United Against Apartheid - Estados Unidos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;The Canadian Arab Federation - Canadá&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Federación de Entidades Argentino-Palestinas - Argentina &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Foro Itinerante de Participación Popular - Venezuela &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Comité Solidaridad con Palestina - Costa Rica&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Union de estudiantes palestinos de Colombia - Colombia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Fundación Encuentro Colombo-Árabe Barranquilla - Colombia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Unión de Internacionalistas con Palestina - Colombia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Unión General de Estudiantes Palestinos - Chile&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Coordinadora para el Boicot a Israel - Chile&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span lang="es-ES"&gt;Centro Cultural Mundo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Árabe de Iquique - Chile&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Juventud Por Palestina de Iquique - Chile&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Deportivo Palestino Iquique - Chile&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Dabke Infantil Al Hayat - Chile &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Dabke y Danza Árabe Al Helm Al Arabi - Chile&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Juventud Unión Árabe de Antofagasta - Chile &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Juventud Árabe Valparaíso y Viña del Mar - Chile &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Asociación de Jovenes Unidos por Palestina (Santiago) - Chile &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Juventud Árabe de Chillan - Chile&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Juventud Árabe de Concepción - Chile&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Juventud Árabe de Temuco - Chile&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="es-ES"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Juventud Árabe por Palestina de Valdivia - Chile&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;África&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-ZA"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;BDS Working Group - Sudáfrica &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-ZA"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;South African Artists against Apartheid - Sudáfrica &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-GB"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-ZA"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Internacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-ZA"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;International Solidarity Movement (ISM)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:palestinavence:41571</id>
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      <name>samizdat</name>
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    <issued>2011-05-06T14:27:49</issued>
    <title>Carta endereçada à direcção do festival Indie Lisboa</title>
    <published>2011-05-06T13:28:45Z</published>
    <updated>2011-05-06T13:28:45Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;À direcção do festival Indie Lisboa&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na edição de 2011, este prestigiado festival declara receber um apoio à programação por parte da embaixada israelita. Sabemos que os apoios que as embaixadas de Israel têm dispensado a eventos culturais no estrangeiro são mínimos. Reduzem-se, a maior parte das vezes, ao pagamento de uma simples viagem de avião. Mas esses apoios simbólicos são suficientes para dar direito à exibição de um logotipo da embaixada e tornaram-se num dos métodos de propaganda utilizados pelo Estado de Israel para o branqueamento dos seus crimes contra a humanidade. Israel quer assim dar de si a imagem de um país democrático e tolerante, amante da cultura e da liberdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas nós todos sabemos que não existe liberdade sob o colonialismo. Ninguém é livre quando vive sob ocupação militar, confinado a bantustões cercados por muros e checkpoints, quando assiste diariamente a demolições de casas, a destruição de olivais, a confiscação de terras e a bombardeamentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A campanha de boicote, desinvestimento e sanções (BDS), em curso desde 2005 é semelhante à que contribuiu para o fim do apartheid sul-africano, isolando-o internacionalmente, e é a única forma pacífica de combater com êxito o lento genocídio do povo palestiniano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro festival de cinema de referência, o Queer de Lisboa, cometeu, no ano passado, o mesmo erro de aceitar um apoio institucional da embaixada de Israel. Vários movimentos de solidariedade organizaram em consequência um protesto público à porta do festival. E o laureado realizador canadiano John Greyson exigiu que fossem retirados do festival dois filmes seus e que a sua explicação para esse gesto fosse lida no início da sessão onde deveria ter passado o primeiro dos seus filmes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gostaríamos de ver o Indie Lisboa seguir os exemplos dos festivais de cinema de Edimburgo e de Locarno que, respondendo ao apelo das organizações, dos intelectuais e artistas palestinianos de todo o mundo (inclusive israelitas), devolveram às embaixadas em causa os apoios recebidos. Qualquer aceitação de patrocínios vindos do governo israelita só pode ser vista como um apoio de facto a um regime de apartheid. Pedimos portanto que a direcção do festival reflicta sobre este tema e colocamo-nos à sua disposição para prestar quaisquer esclarecimentos que entenda necessários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com os melhores cumprimentos,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As organizações:&lt;br /&gt;Colectivo Mumia Abu-Jamal&lt;br /&gt;Comité de Solidariedade com a Palestina&lt;br /&gt;Pagan – Plataforma Anti-guerra Anti-NATO&lt;br /&gt;Panteras Rosa&lt;br /&gt;SOS Racismo&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>samizdat</name>
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    <issued>2011-05-06T10:22:23</issued>
    <title>Haidar Eid* sobre o reconhecimento de um Estado palestiniano</title>
    <published>2011-05-06T09:24:22Z</published>
    <updated>2011-05-06T09:24:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;*Haidar Eid é um militante palestiniano, membro da campanha pelo Boicote, Desinvestimento e Sanções, professor universitário de literatura inglesa na universidade de Gaza.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;strong&gt;Declarar a independência de um bantustão&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A “euforia induzida”, que caracteriza entre os principais meios de comunicação as discussões a respeito da futura declaração de um Estado palestiniano independente em Setembro, ignora a dureza das realidades no terreno e os avisos de comentadores críticos. Descrever uma tal declaração como uma “brecha” e como um “desafio” ao defunto “processo de paz” e ao governo de direita de Israel serve apenas para ocultar a permanente negação por parte de Israel dos direitos dos palestinianos, ao mesmo tempo que reforça a ratificação implícita pela comunidade internacional de uma situação de apartheid no Médio Oriente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O movimento pelo reconhecimento é conduzido por Salam Fayad, o primeiro-ministro designado da Autoridade Palestiniana (AP) sedeada em Ramallah. Ele baseia-se na decisão tomada nos anos 1970 pela Organização de Libertação da Palestina (OLP) de adoptar o programa mais ágil de uma “solução de dois Estados”. Esse programa defende que a questão palestiniana, que está no cerne do conflito israelo-árabe, pode ser resolvida pelo &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;estabelecimento&lt;/span&gt; de um “Estado independente” na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com Jerusalém oriental como capital. Segundo esse programa, refugiados palestinianos voltariam para o Estado da « Palestina », mas não para as suas casas em Israel, que se auto-define como o “Estado dos judeus”. Do mesmo modo, a “independência” não toma em conta esta questão, assim como não toma em consideração os apelos de 1,2 milhão de palestinianos de nacionalidade israelita, tratados como cidadãos de terceira categoria, para transformar a luta num movimento anti-apartheid.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tudo isto é suposto entrar em vigor depois das forças israelitas se retirarem da Cisjordânia e de Gaza. Ora, não se tratará apenas de uma reafectação de forças, como pudemos ver durante o período de Oslo? Os promotores desta estratégia pretendem no entanto que a independência garante que Israel tratará como um único povo os palestinianos de Gaza e da Cisjordânia e que a questão palestiniana pode ser resolvida segundo o direito internacional, satisfazendo assim os direitos políticos e nacionais básicos do povo palestiniano.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Deixemos de lado o facto de que Israel mantém até 573 barragens e pontos de controlo permanentes através da Cisjordânia, sem contar 69 pontos de controlo “móveis” adicionais; e é possível que vocês também prefiram ignorar o facto de que os colonatos “puramente judeus” existentes anexaram mais de 54% da Cisjordânia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando da conferência de Madrid em 1991, Yitzhak Shamir, então primeiro-ministro de um governo de “falcões”, não tinha sequer aceitado o “direito” palestiniano a uma autonomia administrativa. Com a chegada do governo de “pombas” Meretz/trabalhista, conduzido por Yitzhak Rabin e Shimon Peres, os dirigentes da OLP travaram na Noruega negociações de bastidores. Ao assinar os Acordos de Oslo, Israel encontrava-se livre do pesado fardo de administrar Gaza e as sete cidades sobrepovoadas da Cisjordânia. A primeira intifada terminou com uma decisão oficial – e secreta – da OLP, sem ter atingido os seus objectivos nacionais de transição, nomeadamente “liberdade e independência”, e sem o acordo do povo que a OLP era suposta representar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A mesma ideia de “independência” foi primeiro rejeitada pela OLP, porque ela não respondia aos “direitos legítimos mínimos” dos palestinianos, e porque ela é a antítese da luta palestiniana pela libertação. O que é proposto no lugar desses direitos é um Estado cuja existência é apenas nominal. Por outras palavras, os palestinianos são obrigados a aceitar uma plena autonomia sobre uma fracção apenas da sua terra e não podem nunca pensar em termos de soberania, de controlo de fronteiras, de reservas hídricas e, mais importante que tudo, de retorno dos refugiados.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Esses foram os Acordos de Oslo e essa é também a “declaração de independência” planeada. Não é de surpreender, portanto, que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tenha declarado que “não poderia dar o seu acordo a um Estado palestiniano através de negociações”.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Esta declaração ainda menos promete respeitar o plano de partilha das Nações Unidas de 1947, que só garantia aos palestinianos 47% da Palestina histórica, embora eles representassem mais dos dois terços da população. Uma vez declarado, o futuro Estado palestiniano “independente” ocupará menos de 20% da Palestina histórica. Ao criar um bantustão e ao chamá-lo “Estado viável”, Israel vai livrar-se do peso de 3,5 milhões de palestinianos. A AP governará o número mais pequeno de palestinianos no maior número de fragmentos de território – fragmentos que podemos chamar de “Estado da Palestina”. Esse “Estado” será reconhecido por dezenas de países – o que dará grande inveja aos infames chefes tribais bantus da África do Sul!&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Podemos igualmente supor que a “independência” tão comentada e celebrada só reforçará o papel desempenhado em Oslo pela Autoridade palestiniana, ou seja, o de tomar medidas de polícia e de manutenção da ordem destinadas a desarmar os grupos de resistência palestiniana. Tais foram as primeiras exigências impostas aos palestinianos em Oslo em 1993, em Camp David em 2000, em Annapolis em 2007 e em Washington no ano passado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ao mesmo tempo, no âmbito das negociações e das exigências, nenhum compromisso ou obrigação são impostos a Israel. Tal como os Acordos de Oslo significavam o fim da resistência popular e não violenta da primeira intifada, esta declaração de independência tem um objectivo semelhante, isto é, de pôr um termo ao apoio internacional crescente a favor da causa palestiniana, que se tem afirmado desde o ataque de Israel contra Gaza no inverno de 2008-2009 e o seu ataque contra a Flotilha da Liberdade em Maio passado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E esta declaração não garante tão pouco aos palestinianos um mínimo de protecção e de segurança contra as futuras agressões e atrocidades israelitas. A invasão e o cerco de Gaza foram uma consequência de Oslo. Antes da assinatura dos Acordos de Oslo, nunca Israel tinha utilizado plenamente o seu arsenal de F-16, de bombas de fósforo e de armas de fragmentação em Gaza e na Cisjordânia. Mais de 1200 palestinianos foram mortos de 1987 a 1993 durante a primeira intifada. Israel ultrapassou esse número durante as três semanas da sua invasão em 2009; conseguiu matar brutalmente mais de 1400 pessoas apenas na Faixa de Gaza. Isto, sem contabilizar as vítimas do cerco estabelecido por Israel desde 2006, que se caracterizou por bloqueios e ataques israelitas repetidos, antes e depois da invasão de Gaza.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;No fim de contas, o que esta suposta “declaração de independência” oferece ao povo palestiniano não é mais que uma miragem, uma “pátria independente” que não é outra coisa que um bantustão travestido. Mesmo se for reconhecida por tantos países amigos, ela é impotente para conceder aos palestinianos a liberdade e a emancipação. Um debate crítico – quer dizer, oposto ao que é desviado e demagógico – exige o exame atento das distorções da história por falsas representações ideológicas. Onde nos devemos implicar, é numa visão histórica e humana das questões palestiniana e judaica, uma visão que nunca negue os seus direitos a um povo, que garanta uma completa igualdade e que abula o apartheid – em vez de reconhecer um novo bantustão, 17 anos após a queda do apartheid na África do Sul.&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fonte: &lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;a href="http://al-shabaka.org/declaring-independent-bantustan"&gt;&lt;span style="color: #000099;"&gt;http://al-shabaka.org/declaring-independ&lt;wbr /&gt;ent-bantustan&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>samizdat</name>
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    <issued>2011-04-28T20:06:53</issued>
    <title>Hamas e Fatah a favor da unidade nacional</title>
    <published>2011-04-28T19:07:23Z</published>
    <updated>2011-04-28T19:07:23Z</updated>
    <content type="html">&lt;p align="JUSTIFY"&gt;O Hamas e a Fatah acordaram ontem no Cairo (onde recentemente um milhão de egípcios se manifestaram na rua contra o cerco de Gaza) em formar um governo unitário de transição, encarregado de marcar eleições legislativas e presidenciais.&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Um acordo de reconciliação deverá ser celebrado brevemente no Cairo entre todas as facções palestinianas.&lt;/p&gt;
&lt;p align="JUSTIFY"&gt;Já em 2006, Marwan Barghouti tinha lançado desde a prisão onde se encontra a iniciativa de um acordo entre as duas grandes organizações rivais, que tinha levado à constituição de um governo de união nacional. Devido ao boicote dos Estados Unidos e da União Europeia e aos ataques militares de Israel, esse governo durou apenas algumas semanas.&lt;/p&gt;</content>
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