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publicado por samizdat, às 21:23link do post | comentar

Por Vanessa Martina Silva | São Paulo - 14/06/2015

Opera Mundi

 

“Eu me recusei [a sair da piscina] e fiquei na borda. Outro soldado veio e apontou a arma para mim dizendo que atiraria se eu não saísse logo. Nós saímos porque ficamos com medo dos soldados”, conta Ibrahim Abu Tabikh, de 15 anos, que estava no parque em Hebron, território palestino ocupado, com o irmão de 16, quando soldados israelenses expulsaram palestinos de uma piscina para permitir que colonos judeus tomassem banho. A denúncia consta em um relatório do grupo de direitos humanos de Israel B’Tselem.

 

Já Muhammad Mahaniyah, de 20 anos, conta que “um policial da fronteira me ordenou que deixasse a água rapidamente. Primeiramente eu recusei e disse a ele que eu queria permanecer na piscina e tinha o direito de estar ali. Eu disse que não havia problema que os colonos nadassem ao meu lado. Ele ameaçou usar a força caso eu não deixasse a água rapidamente, então meus amigos e eu não tivemos escolha e tivemos que deixar o local. Os soldados ordenaram que os palestinos que estavam em torno da piscina fossem para a borda do parque, para ficar ali, e não se aproximar dos colonos”, relatou.

 

Nasser Nawaj’ah| B’Tselem

Colonos tomam banho na piscina

 

O episódio ocorreu em 7 de abril, durante o feriado da Páscoa judaica. Testemunhas disseram que quando os colonos chegaram, cerca de 200 palestinos estavam no local.

 

Na data, um grupo com centenas de colonos, acompanhados por forças de segurança israelense, chegaram na vila de al-Karmil, que fica em um parque em Hebron. De acordo com a organização B’Tselem’s, os colonos chegaram por volta das 14 horas acompanhados por dezenas de soldados, polícia fronteiriça e representantes da administração civil. As forças de segurança então ordenaram que os banhistas palestinos deixassem a piscina e ficassem na borda do parque. Enquanto isso, os colonos tiveram acesso livre e gratuito à piscina e ao restante do local. Somente por volta das 17h30 os colonos e as forças de segurança deixaram a área.

 

O relatório diz ainda que cerca de mil pessoas tomaram conhecimento do fato, incluindo o chefe militar rabino Rafi Peretz, e que eventos similares ocorreram no local durante diversos anos, particularmente durante a páscoa judaica e o Sucot, ou festa das colheitas.

 

O incidente provocou o protesto do prefeito de Yatta, que foi ao local e reclamou com a administração civil que estava com os colonos. Um representante disse a ele que a visita fora coordenada pelo Departamento de Coordenação Distrital palestino, que negou a informação e ressaltou à B’Tselem que apresentaram uma queixa oficial ao Departamento de Coordenação Distrital israelense.

 

A B’Tselem questionou a IDF (Força de Defesa de Israel) sobre o episódio, mas o porta-voz deu somente uma “resposta lacônica que não explica o incidente”, de acordo com a ONG.

 

 

Original em:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/40692/soldados+israelenses+expulsam+200+palestinos+de+piscina+para+que+colonos+judeus+tomem+banho.shtml?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_OM_140615


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