Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
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Abr 14
publicado por samizdat, às 19:35link do post | comentar
Na edição de 28 de março do Haaretz, a jornalista Amira Hass dá conta de um relatório de diplomatas europeus colocados em Jerusalém e Ramallah denunciando a aceleração da limpeza étnica em Jerusalém.

O relatório, entregue a Bruxelas, refere que quase 100 mil residentes de Jerusalém oriental estão em risco de perder as suas casas, devido às restrições de construção impostas por Israel.

A aceleração da construção de novos colonatos e dos despejos de famílias palestinianas desde a retomada das "negociações" é, segundo os diplomatas, parte da estratégia israelita para "expandir as fronteiras de Jerusalém o mais profundamente possível dentro da Cisjordânia" ocupada, de forma a integrar os grandes colonatos de Maale Adumim, Gush Etzion e Givat Ze’ev.

Segundo o relatório, 39% dos 800 mil residentes de Jerusalém são palestinianos, mas apenas 10% do orçamento municipal lhes é destinado. 200 mil (25%) dos habitantes da cidade já são colonos que ocupam ilegalmente a parte oriental.

"Cerca de 53% da área de Jerusalém oriental definida por Israel está vedada à construção e 35% foi marcada para uso de colonatos", deixando menos de 13% para as necessidades de habitação dos palestinianos.

Em 2013, as autoridades israelitas demoliram 98 edifícios comerciais e residenciais em Jerusalém oriental, quase o dobro dos dois anos anteriores juntos. Essas demolições deixaram quase 300 pessoas, entre as quais 153 crianças, sem tecto e 400 outras sem trabalho.

A situação actual, segundo o relatório dos diplomatas, é que 80% da população palestiniana de Jerusalém  e 85% das crianças palestinianas dessa população vivem abaixo do limiar de pobreza.

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