Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org
06
Mar 14
publicado por samizdat, às 22:27link do post | comentar

Diga NÃO ao apartheid da água, diga SIM à justiça na questão da água!

 

A Mekorot é a empresa estatal da água responsável por implementar o “apartheid da água” sobre os palestinianos, incluindo o crime internacional da pilhagem dos recursos naturais em território ocupado, a discriminação contra o povo palestiniano enquanto grupo étnico e o suporte vital para o processo ilegal de colonização. Em 2005, a Mekorot criou um ramo comercial para iniciar uma expansão internacional. Vários contratos lucrativos foram celebrados em países como os Estados Unidos, Chipre, Argentina, Índia e Uganda. Na Grécia, a Mekorot tem em vista participar no processo de privatização do governo. Acordos de cooperação também foram celebrados no Brasil, em Portugal e em Itália.

 

Grupos cívicos sentem-se ultrajados por verem os seus governos fechar os olhos ao envolvimento da Mekorot em violações do direito internacional e dos direitos humanos e recompensá-la com negócios. Foram lançadas campanhas para tirar a Mekorot da Argentina, Itália, Grécia e Portugal. Na Argentina, activistas anunciaram recentemente que conseguiram suspender a construção de uma instalação de recuperação de água no valor de 170 milhões de dólares – um projecto que teria financiado não só o apartheid da água na Palestina mas também o teria exportado, transformando o acesso à água em Buenos Aires, de um direito humano que deve ser, num produto de luxo para os ricos. A Vitens, o maior fornecedor de água nos Países Baixos, denunciou um contrato com a Mekorot alguns dias após a sua assinatura, devido ao envolvimento da empresa em violações do direito internacional. Lilianne Ploumen, ministra holandesa do Comércio Externo e da Cooperação para o Desenvolvimento, cancelou um encontro com responsáveis da Mekorot pelas mesmas razões.

 

O crescimento do movimento BDS mundial tem vindo a dinamizar-se. É agora altura de intensificar a pressão sobre as autoridades públicas para excluir a Mekorot de contratos públicos e tornar a empresa responsável pelo seu apartheid da água.

 

Junte-se à Primeira Semana Internacional contra a Mekorot, entre os dias 22 de março 2014, dia mundial da água, e 30 de março 2014, quando os palestinianos assinalam o dia da terra.

 

Esta é uma oportunidade para cimentar uma coligação internacional contra a Mekorot, uma campanha mundial de sensibilização. Utilize a semana para lançar iniciativas da campanha, promover a consciencialização e pressionar os governos a agir. Registe a sua participação, escrevendo um email para: info@stopmekorot.org. Será construído um website para consolidar os esforços durante a semana.

 

 

PENGON/Friends of the Earth Palestine, Palestinian BDS National Committee, Land Defense Coalition

 

Seis razões para boicotar a Mekorot

 

1. A Mekorot gere um sistema de apartheid da água: ela tem sido responsável por violações e discriminações no direito à água desde a década de 1950, quando construiu a rede nacional de água israelita, que está a desviar o rio Jordão da Cisjordânia para servir as comunidades israelitas. Ao mesmo tempo, ela priva as comunidades palestinianas da possibilidade de acederem à água:

O consumo palestiniano nos territórios ocupados é de cerca de 70 litros diários por pessoa – bem abaixo dos 100 litros per capita diários recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – enquanto o consumo diário per capita israelita, de cerca de 300 litros, é quatro vezes mais elevado.

A Mekorot recusou fornecer água às comunidades palestinianas dentro de Israel, apesar de a decisão judicial de um tribunal superior israelita ter reconhecido o seu direito à água.

Um relatório parlamentar francês chamou a estas políticas apartheid da água.

 

2. A Mekorot é um suporte vital para o empreendimento ilegal da colonização: o apoio da Mekorot à ocupação colonial tem continuado desde a ocupação da Cisjordânia, Gaza e Montes Golã em 1967. A empresa monopolizou o controlo sobre as fontes de água nos territórios ocupados, implementando políticas que reforçam os colonatos israelitas à custa das comunidades palestinianas.

O relatório das Nações Unidas da missão internacional independente de inquérito sobre as implicações dos colonatos israelitas nos direitos do povo palestiniano, assim como o último relatório sobre os colonatos do secretário-geral das Nações Unidas, denunciam o papel da Mekorot na expansão dos colonatos.

Qualquer cooperação com a Mekorot beneficia automaticamente ou contribui para a criação dos colonatos, ilegais. A empresa pública de água holandesa Vitens declarou: "Tanto o conhecimento sobre a extracção da água como sobre os lucros se pode conseguir com redes inteligentes, nada disto pode ser separado do que a ONU escreve sobre a política da Mekorot (*) com relação aos territórios palestinianos e aos colonatos.”

 

3. A Mekorot participa no crime internacional de pilhagem dos recursos naturais e de destruição gratuita da infraestrutura de água:

A Mekorot faz funcionar uns 42 poços na Cisjordânia, sobretudo na região do Vale do Jordão, que abastecem essencialmente os colonatos israelitas.

A Mekorot trabalha em estreita parceria com o exército israelita, confiscando tubos de irrigação aos agricultores palestinianos e destruindo as fontes de água que abastecem as comunidades palestinianas. Só em 2012, o exército israelita demoliu 60 estruturas de água e de saneamento pertencentes a palestinianos.

 

4. A Mekorot nega aos palestinianos o direito humano à água como um instrumento para a política israelita de deslocação de populações:

No verão, a Mekorot, escoltada pelo exército, fecha a torneira nas comunidades palestinianas da Cisjordânia, deixando-as a seco.

A Mekorot é um parceiro orgulhoso do plano “Negev Blueprint” do Jewish National Found, que verá 40.000 beduínos palestinianos cidadãos de Israel expulsos de suas casas e levados para reservas e a sua terra utilizada para um colonato exclusivo de judeus no Negev.

 

5. A Mekorot exporta o seu apartheid da água beneficiando da privatização da água:

O sindicato do sector público da Argentina ATE declarou durante a sua campanha que “se o contrato for concedido à Mekorot, a água será classificada como um bem de luxo e não como um recurso vital que é um direito social e, em segundo lugar, os direitos humanos serão violados ao dar-se a concessão a uma empresa que apoia o genocídio palestiniano”.

 

6. A pretendida competência da Mekorot em matéria de água é mero ‘bluewashing’: a construção de mitos sobre a água tem como intenção reforçar a imagem de Israel no estrangeiro. Ao contrário do que a empresa afirma, Israel não fez “florir” o deserto. A região da Palestina histórica é rica em água e os palestinianos têm uma tradição de agricultura de vários séculos. Israel explorou este mito para justificar o desvio das águas do rio Jordão, transformando o histórico rio numa cova de esgoto, e para justificar a agressão aos países vizinhos. A realidade é que Israel é um desperdiçador de água. Os seus cidadãos consomem o dobro de água da média europeia e o seu sector agrícola é ecologicamente insustentável, com agricultores subsidiados pelo governo a fazerem culturas de alto consumo de água.

 

Junte-se à Primeira Semana Internacional de Acção contra a Mekorot, entre os dias 22 de março 2014, dia mundial da água, e 30 de março 2014, quando os palestinianos assinalam o dia da terra. Tome posição pela justiça no acesso à água!

 

Saiba sobre os factos relativos aos abusos dos direitos humanos pela Mekorot:


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