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SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

NAVEGAR ATÉ GAZA PARA ACABAR COM O BLOQUEIO ILEGAL DE ISRAEL E PARA O DIREITO A UM FUTURO JUSTO PARA A PALESTINA

Este ano, os barcos fretados pela Flotilha da Liberdade irão atracar na marina de Cascais no dia 19 de junho.
Porque estamos contra a punição colectiva imposta à população de Gaza, porque queremos acabar com o bloqueio desumano
e o cerco marítimo imposto desde 2007, porque somos solidários com a resistência palestiniana,
juntámo-nos a várias associações e colectivos portugueses para manifestarmos a nossa solidariedade para com as tripulações.

 

 

 PROGRAMA

Terça-feira 19 de Junho
Chegada dos barcos Freedom e Al Awda.
Concentração junto à Marina de Cascais a partir das 17:00
Sambacção/ROR (presença a confirmar)

Quarta-feira 20 de Junho

18:30
Sessão pública na AJA, Rua de São Bento nº 170, Lisboa.
Com a participação de membros da Plataforma de Apoio à Flotilha 2018, MPPM, 
do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina, da Flotilha da Liberdade
Coro da Achada (presença a confirmar)

Quinta-feira 21 de Junho

11:00
Conferência de imprensa na Marina de Cascais, a bordo do veleiro "Freedom".
Entrevistas a partir das 14:15 (marcação prévia)
18:30
Conversa com membros da Flotilha na Fábrica das Alternativas - Rua Margarida Palla nº 19A, Algés
19:00
Conversa com membros da Flotilha na RA - Rua de Arroios nº 100, Lisboa.

Sexta-feira 22 de Junho

Partida dos barcos da Marina de Cascais com destino a Cádis e a Gaza.
Concentração junto à Marina a partir das
8:00
Sambacção/ROR (presença a confirmar)
19:00 Benefit Flotilha na Disgraça, Rua da Penha de França nº 217A/B, Lisboa.
Programa provisório: jantar, curtas metragens, concerto, apresentação da Flotilha,
lançamento das Folhas Soltas do GAP nº 9, apelo a participação Folhas Soltas nº 10

 

Grupos envolvidos na organização da passagem da Flotilha da Liberdade por Portugal:
GAP (Grupo Acção Palestina): accao.palestina@gmail.com
MPPM (Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente): mppm.palestina@gmail.com
Comité de Solidariedade com a Palestina: comitepalestina@bdsportugal.org
GERA (Grupo Erva Rebelde Anarquista): ervarebelde@riseup.net
Pessoas em nome individual


Mais informações sobre a Coligação da Flotilha da Liberdade: Freedom Flotilla Coalition:
https://freedomflotilla.org
https://grupoaccaopalestina.blogspot.com/2018/06/flotilha-em-cascais-1906-2206.html

Concerto no Casino do Estoril comemora 70 anos de opressão na Palestina

Reproduzimos abaixo a carta enviada hoje a estas três entitades, agradecendo dsde já a sua divulgação.



Exmo Senhor Presidente da República
Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Cascais
Orquestra Metropolitana da Guarda Nacional Republicana


Há 70 anos atrás milhares de palestinianos foram forçados a abandonar as suas terras. Com o argumento de que a região era a ideal para a criação do Estado de Israel, foi usada muita força e violência para expulsar mais de 800 mil pessoas e destruir mais de 500 vilas. Desde então, a população palestiniana é impedida por Israel de voltar às suas terras, numa clara violação da resolução 194 da ONU. Hoje em dia os refugiados palestinianos pelo mundo chegam a cinco milhões.

Eventos recentes nos mostram que a situação dos palestinianos, tanto os que foram forçados a partir como os que permaneceram nas suas terras, só tem piorado ao longo deste tempo. Na Cisjordânia, os colonatos ilegais israelitas avançam por dentro da Palestina, havendo actualmente quase quinhentos mil colonos no território, o que é proibido pela lei internacional. Os palestinianos desta região enfrentam diariamente a redução do seu espaço de vida, confisco de terras, limitações na sua mobilidade, discriminações múltiplas e punições colectivas. Em Gaza, considerada a maior prisão do mundo a céu aberto, a situação é ainda pior, quase dois milhões de pessoas são obrigadas a viverem confinadas num pequeno pedaço de terra, sem poderem circular livremente. Israel controla o acesso dessa população a serviços básicos, como o fornecimento de electricidade e os cuidados de saúde, sem falar dos constantes bombardeamentos e ataques militares de que a região sofre.

É neste contexto que a Câmara Municipal de Cascais, o presidente da República Portuguesa e a Orquestra Metropolitana da Guarda Nacional Republicana resolveram juntar-se ao governo de Israel para a comemoração dos 70 anos da sua existência, isto é, os 70 anos da catástrofe que se abateu sobre o povo da Palestina, num jantar que terá lugar no dia 14 de junho no casino do Estoril. Para mais facilmente comprar a cumplicidade destas instituições, a embaixada israelita oferece os lucros do jantar às vítimas dos incêndios de Pedrógão!

O Comité de Solidariedade com a Palestina repudia esta cumplicidade, não podendo aceitar que instituições públicas do Estado português sejam coniventes com o branqueamento dos crimes de guerra cometidos por Israel. Em consequência, pedimos ao presidente da República, à Câmara de Cascais e à GNR que se retirem desta comemoração.

Pelo fim do genocídio palestiniano! Pelo fim do apartheid israelita.

Director do Teatro D. Maria adere ao BDS

Publicamos aqui a carta de felicitações que enviámos

 

Caro Tiago Rodrigues,

Nós, do Comité de Solidariedade da Palestina português, vimos por este meio saudá-lo pela sua decisão de não representar a peça By Heart no Israel Festival de Jerusalém, não dando desta forma o seu contributo para o branqueamento cultural das repetidas violações de direitos humanos perpetradas pelo estado de Israel.

Felicitamo-lo pela atitude corajosa que tomou, sabendo que deu primazia a uma postura fundamental de direitos humanos juntando-se assim a outras figuras da cultura portuguesa como um grupo de 40 fotógrafos, incluindo João Pina e José Soudo, ou a jornalista Alexandra Lucas Coelho que declararam recentemente o seu apoio à campanha BDS. Da mesma forma, numa tendência crescente que revela que o mundo da cultura em Portugal está cada vez menos disposto a ser cúmplice de um regime de apartheid, colonialismo e ocupação, também os Festivais de Cinema Queer e Olhares do Mediterrâneo manifestaram a sua recusa em receber o apoio institucional da embaixada israelita em Lisboa. Imaginando que a sua decisão possa ter sacrificado interesses de curto-prazo pessoais ou da instituição que representa em detrimento de uma postura eticamente correcta e consequente, felicitamo-lo pela mesma.

Partilhando a sua “convicção de que a pressão global e colectiva poderá produzir resultados semelhantes aos do boicote à África do Sul durante o apartheid”, estamos empenhados em estabelecer pontes com outras figuras do meio artístico que também empatizem com a necessidade de os palestinianos superarem a terrível situação de opressão em que vivem. Esperamos por isso poder vir a colaborar no futuro de modo a poder fazer crescer esta poderosa forma de resistência pacífica que é o boicote cultural.

O Comité de Solidariedade com a Palestina

Festival Eurovisão 2018: Dá Zero pontos à ocupação israelita!

 

Festival Eurovisão 2018: Dá Zero pontos à ocupação israelita!

 

A Eurovisão vai começar em Lisboa, no dia 8 de Maio. “ZERO PONTOS para Israel na competição musical da Eurovisão” é uma campanha anual, lançada por cidadãos israelitas que se opõem à ocupação e ao apartheid.
Esta campanha não poderá ter fim até que o Estado de Israel deixe de violar o Direito Internacional impunemente. Condenamos também os ataques sistemáticos de Israel contra jornalistas e artistas palestinianos, a quem têm sido negados diariamente os seus direitos humanos mais básicos e a liberdade de movimento.

A israelita Netta Barzilai vai participar em representação do Estado de Israel, participando assim igualmente nos esforços de Israel de limpar a sua imagem internacionalmente. A canção de entrada de Israel na Eurovisão, chamada “Toy”, é sobre emancipação feminina e justiça social, enquadrando-se numa contínua tentativa israelita de branquear a opressão do povo palestiniano através de uma campanha de marketing de políticas “de igualdade”. Ignora, também, a emancipação das mulheres de Gaza que se encontram em prisões a céu aberto. Brazilai esteve na marinha Israelita em 2014. Ela cantou a música “My Sailor is My Angel” aos membros da marinha, que participaram nesse mesmo ano no massacre “Protective Edge” em Gaza, em que mataram duas crianças palestinianas;
O povo palestiniano fez um apelo a um boicote cultural a artistas que desempenham um papel de “embaixadores culturais” por Israel;

Se vives nalgum país que participe na Eurovisão, convidamos-te a participar nas votações e dar ao Apartheid Israelita ZERO PONTOS – e pede aos teus amigos, amigas, e familiares que façam o mesmo.

ZERO PONTOS para Israel na competição musical da Eurovisão!
#BDS

PALESTRA COM O HISTORIADOR ISRAELITA ILAN PAPPÉ

QUINTA-FEIRA 10 MAIO - 21 horas
 Pequeno Auditório da Culturgest
Entrada gratuita
Levantamento de bilhetes 30 min. antes da sessão, no limite dos lugares disponíveis.
Conferência em inglês, com tradução simultânea

 


Na era de Trump: Perigos e oportunidades para a Palestina
é o título da palestra, seguida de debate, que organizam o Comité de Solidariedade com a Palestina e o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, com o apoio da Culturgest (http://www.culturgest.pt/arquivo/2018/05/ilanpappe.html). A sessão será moderada pelo jornalista José Goulão.

Doutorado em 1984, pela Universidade de Oxford, fundador e director do Centro Europeu de Estudos Palestinos, sediado no Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Exter, na Grã-Bretanha, a carreira académica de Ilan Pappe, repartida entre universidades israelitas e britânicas, é extensa e a sua obra marcante. Entre mais de uma dezena de livros, inúmeros artigos em revistas de referência, capítulos de livros e trabalhos em co-autoria, destaca-se Britain and the Arab-Israeli Conflict, 1948-51, London and Basingstoke, The Macmillan Press Ltd, 1993, The Ethnic Cleansing of Palestine. Oxford, OneWorld Publications, 2006, The Modern Middle East. New York and London, Routledge, (2005, 2010 e 2014), The Idea of Israel, London and New York, Verso, 2014 (cf. https://socialsciences.exeter.ac.uk/iais/staff/pappe/ para a descrição exaustiva do curriculum vitae de Ilan Pappe).

Além do enunciado simples da sua obra, o trabalho de Ilan Pappe, a quem alguém já chamou o “mais corajoso historiador de Israel”, distingue-se pelo profundo sentido humanista, lucidez e rigor conceptual e metodológico com que aborda temas de grande complexidade que marcam a história e o presente do mundo contemporâneo, em particular, a história da Palestina, do sionismo, da formação e da história do estado de Israel, e do contexto mais geral do Mediterrâneo oriental. Dada a relevância do percurso académico de Ilan Pappe e o seu compromisso cívico com os dramas e conflitos que dilaceram aquela região, a oportunidade de um encontro aberto à opinião pública reveste-se, por isso, de inegável importância. A evolução recente dos acontecimentos, em particular depois da declaração do Presidente dos Estados Unidos da América sobre o reconhecimento de Jerusalém como capital do estado de Israel, acrescenta-lhe actualidade.


Sobre Ilan Pappé
Professor de História, director do Centro Europeu de Estudos sobre a Palestina, sediado no Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Exeter, Ilan Pappé iniciou a sua formação académica na Universidade Hebraica de Jerusalém e leccionou nos departamentos de História do Médio Oriente e de Ciências Políticas na Universidade de Haifa entre 1984 e 2006. Pappé é o nome mais destacado da geração dos chamados “novos historiadores” que revolucionou profundamente o conhecimento sobre a história da Palestina, do sionismo e do Estado de Israel. Um dos seus livros mais importantes é The Ethnic Cleansing of Palestine (A limpeza étnica da Palestina), publicado em 2006. Em 2017, publicou Ten Myths about Israel (Dez mitos sobre Israel). Perseguido na Universidade de Haifa e ameaçado de morte, foi obrigado a mudar-se para o Reino Unido em 2007. Ele é um dos principais expoentes do boicote académico a Israel como forma de contribuir para o fim da ocupação militar nos territórios palestinianos.

 
Sobre José Goulão
A sua carreira de jornalista iniciou-se em 1974, tendo trabalhado desde então em inúmeros órgãos de imprensa, incluindo rádio e televisão, muitas vezes com responsabilidades de edição e chefia de redacção e sempre na área de política internacional. Fundou e dirigiu a revista Volta ao Mundo entre 1994 e 1998 e foi director da Revista Vida Mundial entre 1997 e 1998. Fundou e dirigiu o website Jornalistas sem Fronteiras, entre 2015 e 2016. Actualmente mantém uma coluna semanal no website Abril Abril sobre temas internacionais. Na sua já longa carreira, percorreu todos os continentes, entre a Europa, África e as Américas, mas o Médio Oriente foi sempre a sua principal área de interesse. Fez inúmeras viagens à região, cobrindo alguns dos mais importantes acontecimentos do último quartel do séc. XX, desde a guerra de Beirute, em 1982 e da primeira intifada, em 1987, ao regresso à Palestina de Yasser Arafat, que entrevistou em 1991. Entre o jornalismo de investigação e o romance, é autor de 6 obras, a última das quais, Coisas do Outro Mundo, edição da Página a Página, publicada já este ano.

 


A palestra na Culturgest realiza-se por ocasião da vinda a Lisboa de Ilan Pappé para participar na conferência internacional "Beyond Planetary Apartheid" promovida pelo ISCTE e o ICS, com fundos da FCT, cujo programa pode ser consultado aqui:

https://cei.iscte-iul.pt/eventos/evento/settler-colonialism-in-palestine/

 

MANIFESTANTES PACÍFICOS ABATIDOS A SANGUE FRIO PELO EXÉRCITO ISRAELITA

Nesta sexta-feira 30, uma manifestação pacífica de mulheres, homens e crianças palestinianos reclamava, dentro das fronteiras de Gaza, o direito de retorno às casas de onde foram expulsas em 1948 as suas famílias. O espírito que levou a população de Gaza a aproximar-se da fronteira imposta por Israel é bem ilustrado por esta afirmação de um dos manifestantes, reproduzida pelo enviado especial do Le Monde : “Queremos enviar uma mensagem ao ocupante. Estamos de pé, existimos”.

Mas o exército israelita chamou-lhe “uma provocação do Hamas” e “um acto de terrorismo organizado”. A suposta ameaça que os cerca de 30 mil manifestantes civis representavam para o Estado de Israel foi o pretexto para soldados e atiradores israelitas serem colocados ao longo da fronteira com a ordem de atirar com balas reais contra qualquer pessoa que se aproximasse. O resultado do primeiro dia das manifestações, previstas para durarem até 15 de maio, data do 70º aniversário da ocupação, foi 16 mortos confirmados e mais de 1.400 feridos do lado palestiniano.

Cercada desde 2006 no enorme campo de concentração em que se tornou Gaza, sem acesso à necessidades mais básicas, regularmente bombardeada pelo exército de ocupação, a população palestiniana não tem sequer o direito de manifestar-se no território onde foi aprisionada, a poucas centenas de metros das suas terras ocupadas.

Este é mais um na longa lista dos crimes de guerra do Estado racista de Israel que o Comité de Solidariedade com a Palestina e o SOS Racismo repudiam. Não são os inquéritos propostos pela ONU e a União Europeia que irão travar a limpeza étnica iniciada há 70 anos. São precisas duras sanções contra o governo israelita para o obrigar a cumprir o direito internacional.

O MNE pondera expulsar diplomatas russos por uma tentativa de homicídio frustrada contra um agente russo em território estrangeiro, que ainda está por provar. Antes disso, deveria expulsar os diplomatas israelitas que dão a cara por este crime comprovado em território estrangeiro, com um saldo de vários mortos e centenas de feridos.

Comité de Solidariedade com a Palestina
SOS Racismo

A cumplicidade portuguesa com a ocupação israelita

Carta do Comité de Solidariedade com a Palestina enviada a 13 de março à direcção do Museu Berardo:

 

Pedimos ao Museu Berardo que termine a parceria com o Israel Museum, uma instituição cúmplice da ocupação, colonização e apartheid israelita e directamente envolvida em crimes de guerra e abusos de direitos humanos.  

Num momento em que a expansão acelerada de colonatos ilegais em território palestiniano é condenada no mundo inteiro pelas principais instituições internacionais e governos europeus; no momento em que se assinala os 70 anos da constituição de Israel sobre o território de onde foram expulsos cerca de 700.000 palestinianos e cometidos vários massacres; neste momento em que o movimento internacional de boicote a Israel está a ganhar terreno, face às flagrantes violações da lei internacional e dos direitos humanos dos palestinianos, deparamo-nos com a exposição temporária “No Place Like Home”, fruto de uma parceria do Museu Berardo com o Israel Museum, de Jerusalém.

Gostaríamos, em primeiro lugar, de chamar a vossa atenção para o facto de que o Israel Museum foi construído sobre a localidade palestiniana de Sheikh Badr, cuja população foi expulsa em 1948 (1). Desde então, os refugiados de Sheikh Badr, assim como outros refugiados palestinianos, são impedidos por Israel de voltar às suas terras, em violação da resolução 194 da ONU.

O Israel Museum é cúmplice desta expulsão não só por ter confiscado ilegalmente terreno privado pertencente a famílias refugiadas para se estabelecer, mas também por se ter apropriado de roupas e outros bens pessoais saqueados das casas dos refugiados após a sua fuga (2).

É por isso no mínimo tristemente irónico que esta exposição do Museu Berardo, organizada em colaboração com uma das instituições cúmplices da limpeza étnica na Palestina e dos crimes de guerra aí cometidos, se intitule "No Place Like Home". (3)

O Israel Museum é também cúmplice no crime de pilhagem, pois alberga nas suas instalações os manuscritos do Mar Morto roubados de Jerusalém Oriental em 1967, em violação da Convenção de Haia de 1954 para a protecção da propriedade cultural em conflitos armados. (4) A apropriação destes manuscritos, parte do património cultural palestiniano, por Israel faz parte da sua política de revisionismo que visa eliminar e tornar invisível a presença histórica palestiniana.

O museu tem uma filial em Jerusalém Oriental, conhecida até 1967 como o Museu Arqueológico Palestiniano, hoje rebaptizado Rockefeller Museum. (5) O Museu alberga a Autoridade Israelita de Antiguidades que trabalha com colonos extremistas em Jerusalém Oriental para expulsar os residentes palestinianos do bairro de Silwan, usando a arqueologia como arma. (6)

Sendo a Autoridade Israelita de Antiguidades uma instituição estatal, a sua sede em Jerusalém Oriental viola o direito internacional e serve de instrumento da anexação ilegal de Jerusalém, uma política que o Estado português, assim como a comunidade internacional, condena e não reconhece.

Acreditamos que a cooperação com instituições cúmplices da colonização e do apartheid israelitas só pode contribuir para o prolongamento da injustiça imposta ao povo palestiniano, normalizando-a, e portanto legitimando-a. A parceria do Museu Berardo com o Israel Museum vem denegrir o seu bom nome e prestígio e viola o código de ética para museus elaborado pelo Conselho Internacional dos museus. (7)

Sendo o Museu Berardo uma entidade em grande parte financiada pelo Estado português e os seus contribuintes, o Comité de Solidariedade com a Palestina vem solicitar-vos que ponham fim à vossa relação com o Israel Museum, devido à sua cumplicidade com violações de direito internacional, incluindo o crime de pilhagem. Pedimos também o cancelamento da exposição temporária “No Place Like Home”, que para além dos argumentos éticos e legais expostos é extremamente ofensiva para com os refugiados palestinianos cujas terras e bens o museu roubou e saqueou.  

(1) http://www.badil.org/phocadownloadpap/Badil_docs/publications/Jer-1948-en.pdf Ver também: http://bit.ly/2p4b4Pb

(2) http://www.middleeasteye.net/essays/stealing-palestine-study-historical-and-cultural-theft-1001196809

(3) https://ore.exeter.ac.uk/repository/bitstream/handle/10871/15208/1948%20Ethnic%20Cleansing%20of%20Palestine.pdf;sequence=2

(4) https://bdsmovement.net/news/germany-do-not-collaborate-israel%E2%80%99s-cultural-crimes-regards-looted-palestinian-dead-sea-scrolls Ver também: http://www.jpost.com/Israel-News/Israel-pulls-out-of-Dead-Sea-Scrolls-exhibit-in-Germany-515839 

(5) http://bit.ly/2p4tI9I

(6) https://972mag.com/in-silwan-the-settlers-are-winning-big-time/97214/

(7) http://icom-portugal.org/multimedia/File/Cdigo%20tica%20-%202007%20-%20verso%20final%20pt.pdf

 

A resposta do Museu Berardo:

 

Exmos. Srs.,

A exposição “ No Place like home” integra-se nos fins para que foi instituída a Fundação e resulta de uma colaboração com o prestigiado Israel Museum.
 
A Fundação não toma posições sobre questões politicas por tal não se enquadrar nos fins para que foi criada, sendo certo que o Estado Português, que  mantêm relações diplomáticas com o Estado de Israel, não interfere com a politica cultural do Museu da responsabilidade última do seu Conselho de Administração.
 
O titulo da exposição tem única e exclusivamente ligação com o tributo a Duchamp e ao seu gesto, então revolucionário, de tratar  os objectos do quotidiano como arte. Se virem a brochura da exposição, que aqui se anexa, facilmente constarão que o título da exposição tem a ver única e exclusivamente com o conteúdo da exposição que reproduz o ambiente de uma casa e não de um qualquer território.

A Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Coleção Berardo tem o maior gosto em convidar os membros do Comité da Palestina para uma visita guiada à exposição permanente da Coleção Berardo, altura em que um dos nossos especialistas teria a oportunidade de vos dar a conhecer as fortes motivações culturais que levaram à realização desta exposição e a esta parceria.

Se no futuro houver uma exposição temporária do The Palestian Museum que se queira propor teremos todo o gosto em analisar essa possibilidade.

Com os melhores cumprimentos,
 

Pedro Bernardes
Diretor - Geral

Portugal e a Volta de Italia 2018, com início em Jerusalém

O ciclismo português deverá ter um representante no Giro d'Italia, que este ano - e coincidindo com a provocação de Trump - terá início em Jerusalém. A esse respeito, enviámos no dia 18 deste mês uma carta dirigida ao presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo e ao representante de Portugal na UCI-União Internacional de Ciclismo. Até à data não recebemos resposta destes dois organismos, pelo que tornamos pública a carta abaixo.

 

Exmo Sr. Delmino Albano Magalhães Pereira 
Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo

Exmo Sr. Artur Lopes 
Representante de Portugal na União Internacional de Ciclismo 

Neste momento em que surgem vários apelos de organizações da sociedade civil internacional e palestiniana para que o 
Giro d’Italia 2018 não tenha início em Israel, o Comité de Solidariedade com a Palestina vem dirigir-se à Federação Portuguesa 
de Ciclismo e ao Representante de Portugal na UCI para que escutem este apelo. 

O código ético da União Internacional de Ciclismo afirma que a UCI “reconhece a sua responsabilidade de salvaguardar 
a integridade e a reputação do ciclismo em todo o mundo”. Ora, o Giro d’Italia é um evento mundial da UCI, pelo que esta tem 
o dever e a autoridade para agir. 

Antes de o presidente Trump reivindicar ilegalmente a soberania de Israel sobre Jerusalém, contra todo o consenso da comunidade
internacional e do direito internacional, o Giro d'Italia já estava a reforçar esta reivindicação, usando em materiais oficiais imagens 
de Jerusalém Oriental como se ela fosse parte de Israel e removendo a palavra "ocidental" da descrição da etapa de Jerusalém, 
após o governo de Israel ameaçar retirar o seu patrocínio. 

O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, um acto ilegal contra os direitos dos palestinianos, é a forma mais grave 
até à data de cumplicidade da administração americana por reforçar e legitimar o regime de apartheid em Jerusalém e acelerar 
a limpeza étnica levada a cabo por Israel contra os palestinianos originários desta cidade. 

A Federação Israelita de Ciclismo, membro da UCI, patrocina e organiza eventos de competição nos territórios palestinianos 
ocupados, assim como nos Golãs ocupados, em descarada violação do direito internacional.

Da mesma maneira, a Academia Israelita de Ciclismo (ICA), uma equipa Pro Continental da UCI, participará numa corrida 
em Jerusalém-oriental ocupada através do colonato ilegal de Pisgat Ze'ev uns dias antes do início do Giro d'Italia, evento no qual 
ela também participará. 

Tanto o acto de Trump como a decisão do Giro d’Italia encorajam o governo israelita e os colonatos ilegais a roubarem e destruírem
mais casas palestinianas, a expropriarem mais terras palestinianas e a negarem os direitos de residência a mais palestinianos de 
Jerusalém. Encoraja-se igualmente Israel a impedir mais palestinianos dos territórios ocupados a entrarem na Jerusalém ocupada.

Apelamos para que a UCI honre a sua responsabilidade de defender o desporto do ciclismo e a sua separação da propaganda 
política, que não se envolva em actos ilícitos, negando aos palestinianos os seus direitos reconhecidos pelas Nações Unidas.

Apelamos para que a UCI retire o “Big Start” do Giro d’Italia 2018 de Israel e imponha sanções à Federação Israelita de Ciclismo e 
à Academia Israelita de Ciclismo por participarem em corridas nos territórios ocupados, incluindo a sua eventual suspensão de 
membros. 

Contamos com o contributo do ciclismo português para que se cumpra o código ético da União Internacional de Ciclismo e 
se respeite os direitos humanos na Palestina.

Agradecemos desde já a vossa atenção e aguardamos uma resposta com a maior urgência.

O Comité de Solidariedade com a Palestina,


LIBERDADE PARA AHED TAMIMI

LIBERDADE PARA AHED TAMIMI

 

E TODAS AS CRIANÇAS PALESTINIANAS PRESAS

 

 

 

Uma menina desarmada de 16 anos faz tremer o “poderoso” Estado de Israel.

 

Chamam-lhe “agressora” porque, juntamente com a sua prima Nour, esbofeteou dois soldados no pátio da sua casa, em frente de uma câmara de vídeo. O exército invadiu-lhe a casa pela calada da noite e levou-a presa, a ela, à mãe e à prima.

No tribunal militar, juntaram várias acusações sobre os últimos cinco anos. Dizem que ela uma vez alvejou soldados com uma fisga e noutra mordeu a mão de um que queria levar preso o seu irmão mais novo. Apontam-lhe “crimes” cometidos desde os 11 anos de idade.

 

Mas o que fazem na aldeia de Ahed os soldados mordidos, apedrejados, esbofeteados? São soldados ocupantes, armados até aos dentes, que todos os dias demolem casas e escolas, roubam poços e expropriam terras. Na manhã do esbofeteamento, tinham ferido na cabeça um outro menino, primo de Ahed, que ficou em coma induzido.

Muitas terras na aldeia da Ahed, situada na Cisjordânia, foram colonizadas, os habitantes nunca desistiram de protestar contra esse roubo e, por isso, foram sempre reprimidos. Ahed testemunhou a morte de membros da sua família e viu muitos serem presos.

 

Ela é um símbolo da resistência, porque levanta o mundo contra o ministro da Educação, que reclama para ela a prisão perpétua. Ahed Tamimi é uma ativista destemida, como muitas que vieram antes dela e outras muitas que ainda virão enquanto não houver liberdade para o povo palestiniano.

 

Liberdade imediata para Ahed Tamimi e todas as outras crianças detidas nas prisões israelitas!

 

Vigília no sábado 13 de janeiro, às 15 horas,

 

no Largo de Camões

 

 

Acompanhe todas as acções na página de facebook “Pela libertação imediata de Ahed Tamimi”, partilhe esta informação com familiares e amigos. UTILIZE AS #FreeAhed #FreeAhedTamimi #FreePALESTINE

A Israel de Netanyahu está a Ensinar o Mundo a Lutar Contra a Ocupação

Um artigo de Bradley Burston


Existe um axioma na política israelita que defende que apenas a direita pode deitar abaixo a direita.

Não devia ser surpresa, assim sendo, que os passos, desajeitados e precipitados, tomados pelo governo de Benjamin Netanyahu – sem dúvida o mais flagrantemente à direita da história nacional - estão involuntariamente a compor um manual de como lutar contra a jóia da coroa da direita, a eterna ocupação militar de Israel nos territórios palestinianos.

 

Lição 1: Boicote aos colonatos

Israel passou anos a promover legislação anti-boicote e a gastar grandes esforços na asserção de que não existe diferença entre boicotar os colonatos e boicotar Israel como um todo.

A menos, claro, que seja o governo de Israel a apoiar o boicote.

Esta semana, sem qualquer lamento dos agressivos ministros pró-colonatos do gabinete, Israel aprovou um acordo de cooperação e ajuda com a União Europeia. Este pacto estabelece que empresas e organizações para além das fronteiras de Israel estabelecidas antes de 1967 - isto é, em colonatos na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Montes Golan - não são elegíveis para fazer parte da iniciativa ou receber financiamentos.

Em português simples, Israel concordou oficialmente com um boicote aos colonatos.

Moral: Agora temos luz verde sobre a Linha Verde. Todos os que se opõem à expansão dos colonatos como obstáculo para a paz e como a principal força motriz que desgasta a democracia israelita, devem sentir-se livres - de facto, devem tomar a iniciativa - de boicotar os produtos dos colonatos.

 

Lição 2: Prova de que o objetivo de Israel é o domínio permanente de toda a Cisjordânia e Jerusalém Oriental

Com uma velocidade alucinante - que num universo trumpiano pode ser totalmente intencional - o partido que governa Israel passou a primeira semana do novo ano a confirmar as alegações de alguns dos seus críticos mais estridentes.

Para aqueles que há muito alegam que a Israel de Netanyahu nunca vai permitir um Estado palestiniano, certamente nunca com capital em Jerusalém, e que o objetivo de Israel é o domínio permanente e abrangente de toda a Cisjordânia e Jerusalém Oriental sem nenhuma negociação com palestinianos sobre igualdade de direitos ou auto-determinação, a resposta veio esta semana. A resposta foi: "Estiveram sempre certos."

Na véspera de Ano Novo, numa votação espantosamente unânime, o orgão governante do partido Likud, o todo-importante Comité Central, aprovou a resolução de anexar um arquipélago dominante de área de terreno da Cisjordânia, englobando todas as áreas reclamadas pelos colonatos, legalmente ou não. Embora a resolução não seja vinculativa, ela mapeia a eventual anexação pelo governo, que teria declarado a lei de Israel vinculativa para todos os israelitas da região, enquanto os palestinianos continuariam desprovidos de direitos e sob ocupação militar.

Em português simples, ou melhor, em africânder: Apartheid.

E não foi só. Mais tarde na noite de Ano Novo, o Knesset aprovou uma lei que parecia ter como intenção tornar impossível fazer negociações ou compromissos sobre as fronteiras de Israel. No final, acabou por ser pior. A lei aparentemente torna impossível lidar com o grande número de palestinianos na cidade, livrando-se de dois terços destes para um bantustão extra-municipal sombrio mas ainda sob controlo israelita. Apartheid dentro de Apartheid.

Moral: Quando a direita fala do seu desejo de paz, pergunte-lhe se está disposta a comprometer-se ou abdicar de alguma coisa. Se disserem que mudar a embaixada dos EUA para Jerusalém é um passo para a paz, ver a Lição 6 abaixo.

 

Lição 3: Promoção de ícones da resistência palestiniana

Na Cisjordânia, uma adolescente palestiniana esbofeteia um soldado das IDF. A menção no The New York Times e até o advogado da rapariga reconhecem que os soldados que ela enfrentou agiram com uma contenção admirável.

Israel podia ter deixado isto passar. Mas, não. Os ultra-falcões das redes sociais e ministros do gabinete de direita, esfomeados por publicidade, tropeçaram uns nos outros para uivar "sangue!", com o Ministro da Educação a pedir até prisão perpétua para Ahed Tamimi, de 16 anos. Todos os movimentos subsequentes do governo embaraçado agiram para a confirmação da adolescente como uma Joana de Arc contemporânea ou uma David feminina na história do Golias - em suma, um poderoso ícone da resistência palestiniana a uma ocupação militar colossalmente injusta, tão à deriva quanto permanente.

Após hesitar durante dias, os militares invadiram a casa de Tamimi na aldeia de Nebi Saleh, pela calada da noite. Prenderam a rapariga, a sua mãe e a sua prima. Foram as três sujeitas a uma série de humilhações. Entre as muitas acusações apresentadas contra a rapariga, uma remonta a quase dois anos. E sim, tal como David, Ahed Tamimi foi acusada de usar uma fisga. Em Abril de 2016 alegam ter utilizado a fisga contra forças de segurança israelitas, que passaram anos a tentar reprimir os protestos da aldeia em vão, muitas vezes com consequências fatais para os habitantes da aldeia.

 

Lição 4: Cavar um buraco mais fundo

Enquanto Ahed Tamimi e a sua mãe continuam detidas, a direita tem sido rápida a aprofundar os danos a Israel é à ocupação, adicionando à mistura um novo toque de racismo, xenofobia, e não pouco ódio interno.

"Quando o The New York Times nos elogiou, eu soube que estávamos em apuros," disse no mês passado, o conhecido comentador e advogado de direita Nadav Haetzni. "Isto demonstra a falta de entendimento do parolo Ashkenazi do The New York Times, e dos apoiantes de Obama e Hillary, que não entendem - tal como Obama não entendia - o mundo árabe."

Ao dizer ao Channel 10 de Israel que os Tamimi todos eram uma "família que há muito devia estar presa, ou deportada daqui," Haetzni, filho do pioneiro do movimento dos colonatos Elyakim Haetzni, teve palavras amargas para os palestinianos como um todo:

"Eu também sou Askenazi, mas tento entender o que me rodeia. No cenário em que nos encontramos, se não reagirmos a coisas como esta, o outro lado, que é selvagem, incivilizado, recebe a imagem de uma vitória, e isto apenas o encoraja a cometer actos de terrorismo e a caçar-nos."

 

Lição 5: Confirmar a injustiça judicial

Caso de Estudo: No final de 2015, um adolescente colono mascarado ataca um rabino líder de uma organização judia de direitos humanos. O adolescente espanca o rabino Arik Ascherman, que é na altura líder dos Rabinos Pelos Direitos Humanos, atirando-lhe uma pedra e brandando uma faca contra ele. O ataque foi registado em vídeo.

No mês passado, após o ministro do Interior, Aryeh Deri, ter escrito uma carta de apoio ao réu, dizendo que conhece pessoalmente o adolescente, que acredita que ele tem um grande coração e é caracterizado por ajudar os outros, um tribunal decretou que o atacante, agora com 19 anos, não seria condenado por nenhum crime. Em vez disso, fará 150 horas de serviço comunitário.

A juíza Sharon Halevy escreveu que optou pelo serviço comunitário, em parte porque uma condenação poderia prejudicar as hipóteses do jovem de se alistar no exército israelita.

Moral: Os colonos podem fazer o que querem. Assaltar quem quiserem. Roubar e ocupar e vandalizar o que querem. Justiça? No que toca a colonos, É realmente cega.

 

Lição 6: Trump

A semana passada, o ministro dos Transportes de Netanyahu, Yisrael Katz, anunciou que Israel irá baptizar uma estação ferroviária em nome de Donald Trump, na Cidade Velha em Jerusalém Oriental, e espera-se que a estação seja localizada - se chegar a ser construída - na Porta do Esterco da cidade santa.

Não é possível inventar qualquer parte da frase acima.

 

Lição 7: Estigmatizar a Fundo Nacional Judeu (JNF) como ocupante

Dos muitos, muitos exemplos, o mais recente é este: Uma subsidiária do JNF está a ajudar um esforço que dura há uma geração para despejar uma família palestiniana da sua casa num bairro de Jerusalém Oriental de Silwan, onde o colonato NGO/conglomerado Elad espera por ocupar a casa.

Moral: Não dê ao Fundo Nacional Judeu.

 

Lição 8: A perspetiva iraniana

Na segunda-feira, Netanyahu publicou no Twitter que desejava "ao povo iraniano sucesso na sua nobre demanda pela liberdade." Acrescentou que "Bravos iranianos saem às ruas. Procuram liberdade. Procuram justiça. Procuram as liberdades fundamentais que lhes foram negadas durante décadas."

Hmm. Não há liberdade para os palestinianos? Não há problema. Nenhuma perspectiva de direitos ou privilégios? Não há problema.

Moral: Deseje ao povo palestiniano sucesso na sua nobre demanda pela liberdade. Se por mais nenhuma razão, porque são seres humanos. E porque procuram as liberdades fundamentais que lhes foram negadas durante décadas. “E a liberdade para os palestinianos pode também finalmente libertar os israelitas de... bem, deles próprios.


Traduzido de:

https://www.haaretz.com/israel-news/1.83265



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