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SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

43 ORGANIZAÇÕES EXIGEM A DETENÇÃO DO NAVIO HOLGER G

 
CARTA ABERTA AO GOVERNO PORTUGUÊS
 
 
As organizações abaixo assinadas vêm exigir ao governo português que detenha o navio HOLGER G. e confisque a carga militar ilegal destinada a Israel, cumprindo assim as suas obrigações à luz do direito internacional.

Estamos indignados por ser a segunda vez, desde o início do ataque genocida a Gaza, que um navio transportando armas para Israel navega sob a bandeira de Portugal. Trata-se do cargueiro HOLGER G., a caminho do porto de Haifa, onde tenciona entregar cerca de 440 toneladas de material militar a Israel.
 
O governo português não pode continuar a ignorar as denúncias feitas pela sociedade civil e o direito internacional. Ao desconsiderar tão grave assunto, expõe declaradamente  o seu grau de cumplicidade para com o genocídio ainda em curso. 
 
A Convenção Internacional para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, o Tratado sobre o Comércio de Armas e a Posição Comum do Conselho Europeu, acordos de que Portugal é signatário, proíbem a entrega de armas a Israel. Em abril de 2024, o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas apelou a um embargo militar a Israel e, pouco depois, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que apelava, entre outras sanções, ao fim das transferências militares para Israel. 

Já em outubro de 2024, o governo foi obrigado, pela pressão do movimento de solidariedade com a Palestina, a retirar o pavilhão português ao navio Kathrin, que transportava material explosivo para a máquina de guerra israelita. Mas a obrigação legal, e não só moral, de Portugal é de impedir por todos os meios ao seu alcance o fornecimento de armas a Israel. Assim, reiteramos a nossa exigência ao governo de Portugal, para que este detenha o navio HOLGER G. e confisque a carga militar ilegal destinada a Israel, cumprindo assim as suas obrigações à luz do direito internacional.

Portugal deve impor um embargo militar total a Israel, sob pena de ser considerado cúmplice ativo  do crime coletivo contra o povo palestiniano, descrito por Francesca Albanese, Relatora Especial da ONU, no relatório de Outubro deste ano.

Subscritores:
 
Comité de Solidariedade com a Palestina | BDS Portugal
Associação Pão a Pão
Cidac
Fundação José Saramago
Panteras Rosa
PUSP
Tundra
Palestina Em Português
Parents for Peace
Judeus pela Paz e Justiça
Occupy for Gaza
Ações pela Palestina
Graal
BoicoteApartheid
Estudantes pela Palestina (EJP-Iscte)
Arre.porra
Arte Pela Palestina
Coletivo Inquieta-te
Guilhotina.info
Boicote Apartheid
Estudantes por Justiça na Palestina (FCSH)
Algarve pela Palestina
Coletivo Andorinha
Humans Before Borders (HuBB)
BDS Madeira
BOTA - Base Organizada da Toca das Artes
Em Luta - Secção portuguesa da Liga Internacional dos Trabalhadores 
Diem25
Solidariedade Imigrante - Alentejo
Nova Companhia
Artistas contra o Genocídio
Plataforma Já Marchavas
Coletivo de Estudantes pela Palestina UMinho
Climáximo
Palestina Livre Caldas
Chaima Badri
Associação Goela
Grupo de Apoio a Refugiados Palestinianos - Portugal (GARPP)
Casa do Comum
Nazaré Pela Palestina
Sirigaita
SOS Racismo
Associação José Afonso

 

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Comité de Solidariedade com a Palestina - BDS-Portugal:
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Artistas do Festival da Canção recusam participar na Eurovisão 2026

 
Partilhamos abaixo o comunicado, hoje divulgado, por uma maioria (11 em 16) dos concorrentes ao Festival da Canção de 2026. Nele, os artistas lamentam a decisão tomada pela RTP de participar na Eurovisão ao lado de Israel, e declaram que, caso selecionados, não irão participar na Eurovisão.
 
A todos eles manifestamos o nosso agradecimento e profunda admiração pela coragem demonstrada, que contrasta em absoluto com a cobardia da direção da RTP. Acreditamos que são os artistas comprometidos com a luta contra as injustiças aqueles que verdadeiramente encarnam o espírito que deveria ser o da Eurovisão. Por essa razão, exortamos os restantes 5 semifinalistas a juntarem-se aos seus colegas neste movimento que visa defender a integridade e a essência, tanto da Eurovisão e do Festival da Canção, como dos seus participantes.
 


COMUNICADO

O Festival da Canção tem sido, desde 1964, um lugar de partilha da música portuguesa em cada ano. Já conheceu vários formatos, já contou com nomes estabelecidos e com nomes emergentes da música nacional, mantém os críticos e os aficionados, mas nunca perdeu o seu serviço público à canção e às pessoas que a ouvem, por isso ao próprio país. É esta premissa que nos move. E, como tal, entendemos que participar no Festival da Canção de 2026 não só é a oportunidade que tantos artistas portugueses desejam ter, como é também o seguimento de uma herança cultural que pretendemos honrar.

Tem ditado a norma que o vencedor ou a vencedora do Festival da Canção representa a RTP, e por consequência Portugal, no Festival Eurovisão da Canção. Fomos, com o Salvador Sobral e com a Luísa Sobral, vencedores do Festival Eurovisão da Canção em 2017. E foi o país que venceu, muito além da RTP que os levou. É, assim, indissociável o sentido de pertença a um povo aquando da participação num certame internacional como o Festival da Eurovisão.

Apesar da proibição de participação da Rússia na edição de 2022 na Eurovisão, por motivos políticos (a invasão da Ucrânia), foi com espanto que constatámos que não foi dado o mesmo destino a Israel, que está, segundo a ONU, a cometer atos de genocídio contra os palestinianos em Gaza. Foi com igual perplexidade que observámos os resultados da votação na Assembleia Geral da União Europeia de Radiodifusão (EBU/UER): 738 votos, em 1122, a favor das novas regras de votação, ou seja, uma maioria satisfeita com as alterações e nenhum inquérito democrático sobre a participação de Israel na Eurovisão. Nesta maioria, esteve também a RTP, facto que nós, enquanto cidadãos e cidadãs, além do nosso papel como artistas, lamentamos.

Assim sendo, vimos a público declarar, em conjunto, numa posição concertada entre atuais autores e autoras e futuros intérpretes, a nossa recusa em participar no Festival Eurovisão da Canção de 2026 caso sejamos representantes da canção vencedora do Festival da Canção em março do próximo ano. Entendemos que o país e o mundo vivem momentos em que o silêncio nos torna cúmplices de uma tragédia. Com palavras e com canções, agimos dentro da possibilidade que nos é dada. Não compactuamos com a violação dos Direitos Humanos. E resistimos com a cultura, com a cultura portuguesa.

Viva a música. É por ela que aqui estamos.

Beatriz Bronze (Evaya)
Cristina Branco
Djodje
Francisco Fontes
Gonçalo Gomes
Inês Sousa
Ivo Costa (Bateu Matou)
Joaquim Albergaria (Bateu Matou)
Jorge Gonçalves (Jacaréu)
Mafalda Matos (Marquise)
Matias Ferreira (Marquise)
Miguel Azevedo (Marquise)
Miguel Pereira (Marquise)
Nunca Mates o Mandarim
Pedro Fernandes
Rita Dias
Rui Pité (Bateu Matou)
 
 

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Comité de Solidariedade com a Palestina - BDS-Portugal:
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RTP decide participar na Eurovisão e continuar a branquear crimes contra a humanidade. Apelamos a um boicote ao Festival da Canção

Pela primeira vez, 4 países (Espanha, Irlanda, Países Baixos e Eslovénia) aderem formalmente ao boicote à Eurovisão, sendo a decisão da Islândia conhecida na próxima semana. Por outro lado, e após meses de ambiguidade e apoio silencioso, a RTP assumiu finalmente a sua intenção de participar na Eurovisão.


Apesar da insistência de vários países, a EBU recusou fazer uma votação sobre a participação de Israel, fazendo com que apenas fossem votadas as novas regras que visam prevenir a instrumentalização e as interferências políticas na Eurovisão. Ironicamente, após aprovação das mesmas, jornais israelitas revelaram a extensão do envolvimento do Presidente e governo israelitas na intensa campanha de bastidores para impedir que houvesse uma votação sobre Israel:


«President Isaac Herzog created a dedicated team at his residence to coordinate diplomatic outreach, convinced that an expulsion could snowball into a broader political setback for Israel in Europe. Israeli officials said Herzog personally urged international partners to oppose a vote on Israel’s removal and instead back reforms that would ease tensions inside the EBU.»


A decisão da RTP torna o Festival da Canção num instrumento de legitimação daquilo em que a Eurovisão se tornou - uma plataforma de branqueamento e de normalização da ocupação, apartheid e genocídio do povo palestiniano. 


Apelamos a que todos os envolvidos no Festival da Canção - artistas, apresentadores, comentadores e outros - se demarquem da decisão da RTP e se recusem a participar no branqueamento desses crimes.


Aos artistas:

Exijam que a RTP reverta a sua decisão ou, caso contrário, recusem participar no festival da canção. Não permitam que a vossa música e o vosso trabalho sejam usados para branquear crimes de guerra e contra a humanidade.


Aos apresentadores e trabalhadores da RTP:

Recusem trabalhar no Festival da Canção. Não aceitem que a vossa entidade empregadora vos associe ao branqueamento de um genocídio.


Aos fãs e telespectadores:

Não assistam ou promovam o festival da canção nem nada a ele associado. Não criem conteúdos sobre o Festival da Canção, a menos que seja de apoio ao seu boicote.


Aos antigos vencedores:

Recusem atuar ou marcar presença no Festival da Canção.


Aos patrocinadores:

Abstenham-se de associar a vossa marca ao branqueamento de crimes de guerra. Caso a RTP não reverta a sua posição, a pressão e os danos reputacionais estender-se-ão a quem apoie financeira ou institucionalmente esta indecência.


Aos canais de média digital dedicados à Eurovisão:

Comprometam-se publicamente a boicotar a Eurovisão e o Festival da Canção, não promovendo nem reportando nada sobre a presente edição dos mesmos, a menos que seja relativo ao seu boicote. Ninguém deve aceitar participar no podcast da RTP “falar pelos dois”.


À RTP:

Exigimos que reverta de imediato a sua decisão de participar na Eurovisão. Exigimos que boicotem a Eurovisão - não participando e não a transmitindo - até Israel ser excluído do festival.


À tutela e ao governo:

Exigimos que não condicionem nem interfiram nas decisões da RTP sobre a Eurovisão.

 

 

 

Comité de Solidariedade com a Palestina - BDS-Portugal:
https://bdsportugal.org/
https://www.instagram.com/comite.palestina

A cumplicidade da RTP com o branqueamento do genocídio

 
COMUNICADO À IMPRENSA
 

Após meses de acesa polémica e de sucessivos adiamentos de uma votação sobre a participação de Israel na Eurovisão, a EBU - União Europeia de Radiodifusão, organizadora do festival - acaba de decidir que Israel participará como de costume na edição de 2026.

As televisões públicas de Irlanda, Espanha, Países Baixos e Eslovénia, coerentes com os seus anteriores apelos à exclusão de Israel, imediatamente confirmaram que vão boicotar o festival, devido à situação desastrosa em Gaza deixada por estes dois últimos anos de genocídio, ao contínuo massacre de palestinianos e à violação de elementares princípios éticos.

A televisão pública de Portugal, pelo contrário, dando continuidade ao silêncio cúmplice que vem mantendo ao longo destes meses, anunciou que participará no Festival da Eurovisão ao lado de Israel, alegando que as novas regras de votação no festival, votadas hoje no seio da EBU, "reforçam a confiança e a transparência e garantem a neutralidade do evento". 

A RTP ignora a manipulação israleita do festival para branqueamento do genocídio, pressupondo uma neutralidade política da cultura que, no entanto, não impediu a Rússia de ser expulsa do festival imediatamente após a invasão da Ucrânia. O Comité de Solidariedade com a Palestina vem denunciar a cumplicidade descarada da televisão pública portuguesa para com os crimes de guerra de Israel.

Entretanto, outras emissoras, como as da Bélgica e Islândia, estão ainda a ponderar um eventual boicote à Eurovisão. Se quisesse, a RTP ainda estaria a tempo de fazer o mesmo e de distanciar-se do apoio incondicional que vem concedendo ao Estado genocida de Israel.
 
O Comité de Solidariedade com a Palestina
Lisboa, 5 de dezembro 2025
 
 

PORTUGAL TEM A OBRIGAÇÃO LEGAL DE DETER O NAVIO HOLGER G.

 
COMUNICADO DE IMPRENSA
 

Pela segunda vez desde o início do ataque genocidário a Gaza, um navio transportando material de guerra para Israel navega sob a bandeira de Portugal. Trata-se do cargueiro HOLGER G., neste momento ao largo de Moçambique e a caminho do porto de Haifa, onde tenciona entregar 440 toneladas de material militar.
 
O governo português continua a ignorar esta realidade, mesmo depois de ela já ter sido denunciada por organizações e divulgada pela comunicação social. Ao desconsiderar tão grave assunto, o governo só expõe ainda mais notoriamente o seu grau de cumplicidade para com o genocídio ainda em curso. 
 
A Convenção Internacional para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, o Tratado sobre o Comércio de Armas e a Posição Comum do Conselho Europeu, acordos de que Portugal é signatário, proíbem a entrega de armas a Israel. Em abril de 2024, o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas apelou a um embargo militar a Israel e, pouco depois, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que apelava, entre outras sanções, ao fim das transferências militares para Israel. 

Já em outubro de 2024, o governo foi obrigado, pela pressão do movimento de solidariedade com a Palestina, a retirar o pavilhão português ao navio Kathrin, que transportava material explosivo para a máquina de guerra israelita. Mas a obrigação legal, e não só moral, de Portugal é de impedir por todos os meios ao seu alcance o fornecimento de armas a Israel. Exigimos, em consequência, ao governo português que detenha o navio HOLGER G. e confisque a carga militar ilegal destinada a Israel, cumprindo assim as suas obrigações à luz do direito internacional.
 
 
O Comité de Solidariedade com a Palestina
19/11/2025
 
 

Teresa Villaverde boicota os cinemas City

Teresa Villaverde, uma dos mais de 8.000 profissionais do cinema que assinaram recentemente o apelo de cineastas para pôr fim à cumplicidade do sector com o genocídio e o apartheid na Palestina, acaba de declarar o boicote aos cinemas City. Em causa estão as ligações desta cadeia de cinemas aos crimes de guerra de Israel. Com efeito, nem ao fim de dois anos de genocídio, o seu proprietário deixou de propagandear a limpeza étnica da Palestina.
 
Divulgamos aqui a declaração da realizadora.
 
 
Comunicado de Teresa Villaverde a propósito dos cinemas City e de Israel.

No passado dia 15 de Outubro participei numa sessão especial, de um filme meu antigo, no cinema City Alvalade em Lisboa. 
 
Serve este comunicado para afirmar que não sabia que aquele cinema pertence a uma cadeia de nome Cinema City que existe em Portugal e em outros países europeus para além de Israel. E que essa cadeia pertence a Eyal Edery e à sua família. Estava também longe de saber quem é Eyal Edery.
 
Eyal Edery é, por exemplo, um homem que deu uma entrevista ao Diário de Notícias onde afirma: “Irrita-me que digam que Israel é um país de apartheid”. A entrevista não é de hoje, mas nunca desdisse o que disse.
 
No passado dia 5, o City Campo Pequeno recebeu uma cerimónia organizada pela embaixada de Israel com a presença do seu embaixador. Embaixador esse que afirmou, já por mais do que uma vez, e recentemente, num canal de televisão português que não há fome em Gaza, que tudo é propaganda “ninguém morreu de fome em Gaza, os relatórios da ONU estão adulterados”. “As crianças estão magras porque têm outras doenças”. “E os jornalistas mentem”, diz que mente o Guardian, diz que mente o jornal israelita Haaretz, mente a O.N.U., mente toda a gente. As entrevistas estão disponíveis online.
 
Foi este o embaixador, Oren Rozenblat, o recebido de braços abertos no City do Campo Pequeno no passado dia 5.
 
Sinto a necessidade, e a obrigação, de afirmar que a minha presença, e a presença do meu filme, naquele espaço, se deveu ao meu total desconhecimento de quem era proprietário daquele cinema. E que a estreia do meu novo filme naquela sala cinema está totalmente cancelada.
 
Convido todos os meus colegas realizadores, produtores, e distribuidores a fazerem o mesmo. Acredito que muitos não saibam o que eu também não sabia.
 
Enquanto esta cadeia de cinema estiver nas mãos de quem pactua e defende as acções de Israel, de quem pactua e nega um genocídio de que todos somos testemunhas, os nossos filmes não podem passar lá. Apelo também aos amantes de cinema que deixem de frequentar as salas da cadeia City, e que procurem os filmes em outros lugares. 
 
Teresa Villaverde, 17 Outubro 2025
 
 
Visite o nosso site: https://bdsportugal.org/boicote/
 
 
 

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Comité de Solidariedade com a Palestina - BDS-Portugal:
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Força Aérea Portuguesa está a comprar armamento a empresas israelitas

COMUNICADO DE IMPRENSA
 
O Comité de Solidariedade com a Palestina denuncia:
a Força Aérea Portuguesa está a comprar armamento a empresas israelitas
 

O Comité de Solidariedade com a Palestina vem denunciar as compras que a Força Aérea Portuguesa (FAP)  continua a fazer  à empresa de armamento israelita Elbit, e vem exigir aos Ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros que façam cessar imediatamente essas aquisições, que são um apoio à máquina de guerra israelita. 
 
A última compra que a Força Aérea Portuguesa (FAP) fez à Elbit,no valor de 81.170 euros, foi na semana passada (!), a 7 de outubro de 2025.  A 17 de dezembro de 2024, em pleno genocídio de Gaza, e conforme o que está registado no  portal de compras públicas Base.gov.pt, a FAP adquiriu equipamento militar no valor de 439.950 euros!
 
Trata-se, em ambos os casos, de equipamento para os aviões F-16 da FAP. Na semana passada foram adquiridos serviços de peritagem. Em  dezembro de 2024 foi um  "Contrato por ajuste direto para o fornecimento de componentes estruturais para a integração do sistema digital de aviso antecipado de ameaças radar (vulgo, Radar Warning Receiver - RWR) Elbit Systems SPS-45(V)5 na frota F-16M."
 
 
Listada no recente relatório da ONU sobre aqueles que lucram com o genocídio, a Elbit Systems é uma das maiores empresas militares de Israel. Em 2014, a região do Rio Grande do Sul, no Brasil, decidiu cancelar um projeto de colaboração de pesquisa em larga escala com a Elbit Systems, e a participação desta empresa numa produção brasileira de drones foi encerrada em 2016.   Em dezembro de 2018, o banco HSBC anunciou que se desfez da Elbit Systems após uma campanha sustentada da sociedade civil. A Elbit também perdeu contratos na Dinamarca e na França após campanhas públicas. Mais recentemente, uma dúzia de instituições financeiras, incluindo quase todos os principais fundos de pensão escandinavos, deixaram de investir nesta empresa.  Decorre ainda uma campanha internacional para que a  empresa de seguros AXA abandone os seus investimentos na Elbit.
 
Em contrapartida, em Portugal, estas compras com o aval do governo estão a ser feitas enquanto continua a decorrer uma investigação do Tribunal Internacional de Justiça sobre crimes de Genocídio cometidos por Israel em Gaza, e quando existe uma resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas exigindo a Israel que termine a sua ocupação ilegal dos Territórios Palestinianos Ocupados, onde a violência contra os civis é diária. Nessa resolução faz-se a seguinte exigência:
“A Assembleia instou os Estados a assegurarem-se de que não prestam ajuda ou assistência para manter a situação criada pela ocupação. Isto inclui tomar medidas para impedir que os seus cidadãos, empresas e entidades sob a sua jurisdição se envolvam em atividades que apoiem ou sustentem a ocupação de Israel.”
 
Portugal não pode continuar a ignorar as resoluções da ONU e a apoiar a indústria de armamento de Israel, numa altura em que a fragilidade do acordo de cessar-fogo em Gaza é aparente, e quando continuam os ataques de colonos e do exército israelita aos palestinianos da Cisjordânia. Exigimos aos Ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros que façam cessar imediatamente estas aquisições, que constituem um apoio à máquina de guerra israelita. 

Comité de Solidariedade com a Palestina  / BDS Portugal
 
Mais informação aqui
 

Contactos

Entrega de petição pelo fim do trânsito de armas para Israel

 
COMUNICADO DE IMPRENSA
 

No dia 7 de outubro, que coincidiu com 24 meses de destruição e massacres ininterruptos em Gaza, o Comité de Solidariedade com a Palestina entregou na Assembleia da República uma petição assinada por 3.207 pessoas exigindo que "Portugal deve impedir o trânsito de material militar para Israel". Esta iniciativa partiu de uma campanha europeia para travar o trânsito de armas e material de uso militar para Israel no contexto do genocídio em curso na faixa de Gaza e do aceleramento da limpeza étnica na Cisjordânia ocupada. A petição poderá agora ser debatida em comissão parlamentar.

A Convenção Internacional para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, o Tratado sobre o Comércio de Armas e a Posição Comum do Conselho Europeu, acordos de que Portugal é signatário, proíbem a entrega de armas a Israel. Para além disso, o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas apelou a um embargo militar a Israel em abril de 2024 e, pouco depois, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que apelava, entre outras sanções, ao fim das transferências militares para Israel.
 
Apesar de o governo português ter declarado por várias vezes que estava a cumprir estas decisões internacionais, veio a saber-se, muito recentemente, que três caças militares F35 provenientes dos Estados Unidos e com destino a Israel foram autorizados a fazer escala na Base das Lajes em abril deste ano. Já antes, em outubro de 2024, o governo tinha sido obrigado, pela pressão do movimento de solidariedade com a Palestina, a retirar o pavilhão português ao navio Kathrin que transportava material explosivo para a máquina de guerra israelita. Não obstante, os mesmos governantes permitiram que o navio da companhia Maersk atracasse no porto de Lisboa depois de ter sido recusado nos portos espanhóis por suspeita de estar envolvido no transporte de armas para Israel.
 
Portugal deve, de uma vez por todas, cumprir com as suas obrigações legais e acabar com a cumplicidade no genocídio israelita. O embargo militar é para cumprir em todas as suas formas, incluindo a do trânsito pelo território português de qualquer material para uso militar.
 
 

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Comité de Solidariedade com a Palestina - BDS-Portugal:
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É urgente terminar a cumplicidade da RTP.

 
Apelamos a um boicote de artistas à Eurovisão e ao Festival da Canção
 

Exigimos que a RTP se comprometa a boicotar o Festival da Eurovisão - não participando e não o transmitindo - até Israel ser excluído do mesmo. Até existir esse compromisso por parte da RTP, apelamos a que nenhum artista nem qualquer outro profissional se associe, concorra ou participe no Festival da Canção - festival organizado anualmente pela RTP, onde é seleccionado o representante português à Eurovisão.

A cumplicidade reiterada da European Broadcasting Union (EBU), organizadora do festival, e das emissoras públicas que dela fazem parte (como a RTP), tem permitido que Israel instrumentalize politicamente a Eurovisão para branquear crimes como o genocídio e a ocupação da Palestina.
 
Na última edição a ter lugar em Israel (2019), vários dos vídeos de promoção do evento e de apresentação dos artistas participantes foram filmados em territórios palestinianos e sírios ocupados - incluindo os Montes Golã e Jerusalém Oriental - e apresentados como sendo parte de Israel.

Além de transmitir, conscientemente, esta propaganda e desinformação a milhões de telespectadores em todo o mundo, a EBU também a incentivou, organizando visitas a territórios ocupados onde várias delegações, entre elas a da RTP, puderam gravar conteúdo promocional sobre “Israel”. Num desses vídeos, Carla Bugalho, chefe da delegação portuguesa e membro do Grupo de Referência da Eurovisão, responde a perguntas sobre a cultura israelita, numa peça intercalada por imagens da comitiva portuguesa nos territórios palestinianos ocupados de Jerusalém Oriental.

Em 2025, Israel subiu ao palco da Eurovisão a 15 de maio, dia da Nakba. Durante essa semana de Eurovisão, Israel assassinou mais de 500 pessoas palestinianas.

Nas últimas semanas, Eslovénia, Irlanda, Espanha e Países Baixos comprometeram-se a boicotar a Eurovisão caso Israel participe. Outros, como a Islândia, não aderindo para já ao boicote, apoiam publicamente o afastamento desse país. Vários antigos participantes, incluindo Salvador Sobral e os dois últimos vencedores da Eurovisão, também já manifestaram o seu apoio à exclusão de Israel.

Procurando atenuar a crescente pressão e impedir que mais países anunciassem boicotes, a EBU propôs aos seus membros uma votação sobre o tema em assembleia geral extraordinária, que agendou para Novembro. Esta votação é, contudo, apenas mais uma manobra dilatória da EBU para permitir a continuação de Israel no festival.

Contrariamente ao que a EBU e a RTP tentam veicular, não são necessários consensos nem votações em Assembleia Geral para excluir a emissora israelita do festival. Prova disso é que, após a invasão da Ucrânia em 2022, bastou um dia de contestação e ameaças de boicote de várias delegações para a EBU decidir excluir as emissoras Russas da Eurovisão.

Porque pedimos um boicote ao Festival da Canção e não apenas à Eurovisão?

A RTP nega “categoricamente” qualquer intenção de se juntar ao boicote à Eurovisão. Boicotar Festival da Canção é, por isso, a única forma de garantirmos que a RTP não irá participar na Eurovisão ao lado de Israel e, assim, continuar a ser cúmplice na normalização dos crimes israelitas.
 
A RTP tenciona ainda, alegadamente, “lavar as mãos” de qualquer responsabilidade e delegar nos músicos vencedores do Festival da Canção a decisão de participar ou não na Eurovisão. Ou seja, a RTP pretende, uma vez mais, colocar em cima dos artistas toda a pressão de uma decisão de boicote.

Exigimos também a não interferência política do governo português e do ministro Paulo Rangel na decisão da RTP. Cornald Maas, comentador neerlandês, utilizou recentemente a RTP como exemplo de como os poderes políticos estão a limitar as decisões das emissoras públicas.

Não existe qualquer obrigação da RTP em participar na Eurovisão como, de resto, aconteceu em anos recentes. A participação é uma escolha e, nas actuais circunstâncias, participar na Eurovisão implica a aceitação e a normalização de um genocídio.

Queremos que tanto a Eurovisão como o Festival da Canção aconteçam, mas não às custas de um povo inteiro a ser massacrado. Nenhum festival de música pode ser mais importante do que parar um genocídio e uma limpeza étnica que dura há mais de 77 anos.

Apelamos, por isso, à consciência individual e coletiva de toda a comunidade artística portuguesa. Não permitam que a vossa música e o vosso trabalho sejam usados para branquear crimes contra a humanidade: boicotem o Festival da Canção!


Para saber mais sobre as campanhas Eurovisão de 2024 e 2025: https://bdsportugal.org/boicote-a-eurovisao/
 
 
 
 
 
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