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SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

PALESTRA COM O HISTORIADOR ISRAELITA ILAN PAPPÉ

QUINTA-FEIRA 10 MAIO - 21 horas
 Pequeno Auditório da Culturgest
Entrada gratuita
Levantamento de bilhetes 30 min. antes da sessão, no limite dos lugares disponíveis.
Conferência em inglês, com tradução simultânea

 


Na era de Trump: Perigos e oportunidades para a Palestina
é o título da palestra, seguida de debate, que organizam o Comité de Solidariedade com a Palestina e o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, com o apoio da Culturgest (http://www.culturgest.pt/arquivo/2018/05/ilanpappe.html). A sessão será moderada pelo jornalista José Goulão.

Doutorado em 1984, pela Universidade de Oxford, fundador e director do Centro Europeu de Estudos Palestinos, sediado no Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Exter, na Grã-Bretanha, a carreira académica de Ilan Pappe, repartida entre universidades israelitas e britânicas, é extensa e a sua obra marcante. Entre mais de uma dezena de livros, inúmeros artigos em revistas de referência, capítulos de livros e trabalhos em co-autoria, destaca-se Britain and the Arab-Israeli Conflict, 1948-51, London and Basingstoke, The Macmillan Press Ltd, 1993, The Ethnic Cleansing of Palestine. Oxford, OneWorld Publications, 2006, The Modern Middle East. New York and London, Routledge, (2005, 2010 e 2014), The Idea of Israel, London and New York, Verso, 2014 (cf. https://socialsciences.exeter.ac.uk/iais/staff/pappe/ para a descrição exaustiva do curriculum vitae de Ilan Pappe).

Além do enunciado simples da sua obra, o trabalho de Ilan Pappe, a quem alguém já chamou o “mais corajoso historiador de Israel”, distingue-se pelo profundo sentido humanista, lucidez e rigor conceptual e metodológico com que aborda temas de grande complexidade que marcam a história e o presente do mundo contemporâneo, em particular, a história da Palestina, do sionismo, da formação e da história do estado de Israel, e do contexto mais geral do Mediterrâneo oriental. Dada a relevância do percurso académico de Ilan Pappe e o seu compromisso cívico com os dramas e conflitos que dilaceram aquela região, a oportunidade de um encontro aberto à opinião pública reveste-se, por isso, de inegável importância. A evolução recente dos acontecimentos, em particular depois da declaração do Presidente dos Estados Unidos da América sobre o reconhecimento de Jerusalém como capital do estado de Israel, acrescenta-lhe actualidade.


Sobre Ilan Pappé
Professor de História, director do Centro Europeu de Estudos sobre a Palestina, sediado no Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Exeter, Ilan Pappé iniciou a sua formação académica na Universidade Hebraica de Jerusalém e leccionou nos departamentos de História do Médio Oriente e de Ciências Políticas na Universidade de Haifa entre 1984 e 2006. Pappé é o nome mais destacado da geração dos chamados “novos historiadores” que revolucionou profundamente o conhecimento sobre a história da Palestina, do sionismo e do Estado de Israel. Um dos seus livros mais importantes é The Ethnic Cleansing of Palestine (A limpeza étnica da Palestina), publicado em 2006. Em 2017, publicou Ten Myths about Israel (Dez mitos sobre Israel). Perseguido na Universidade de Haifa e ameaçado de morte, foi obrigado a mudar-se para o Reino Unido em 2007. Ele é um dos principais expoentes do boicote académico a Israel como forma de contribuir para o fim da ocupação militar nos territórios palestinianos.

 
Sobre José Goulão
A sua carreira de jornalista iniciou-se em 1974, tendo trabalhado desde então em inúmeros órgãos de imprensa, incluindo rádio e televisão, muitas vezes com responsabilidades de edição e chefia de redacção e sempre na área de política internacional. Fundou e dirigiu a revista Volta ao Mundo entre 1994 e 1998 e foi director da Revista Vida Mundial entre 1997 e 1998. Fundou e dirigiu o website Jornalistas sem Fronteiras, entre 2015 e 2016. Actualmente mantém uma coluna semanal no website Abril Abril sobre temas internacionais. Na sua já longa carreira, percorreu todos os continentes, entre a Europa, África e as Américas, mas o Médio Oriente foi sempre a sua principal área de interesse. Fez inúmeras viagens à região, cobrindo alguns dos mais importantes acontecimentos do último quartel do séc. XX, desde a guerra de Beirute, em 1982 e da primeira intifada, em 1987, ao regresso à Palestina de Yasser Arafat, que entrevistou em 1991. Entre o jornalismo de investigação e o romance, é autor de 6 obras, a última das quais, Coisas do Outro Mundo, edição da Página a Página, publicada já este ano.

 


A palestra na Culturgest realiza-se por ocasião da vinda a Lisboa de Ilan Pappé para participar na conferência internacional "Beyond Planetary Apartheid" promovida pelo ISCTE e o ICS, com fundos da FCT, cujo programa pode ser consultado aqui:

https://cei.iscte-iul.pt/eventos/evento/settler-colonialism-in-palestine/

 

MANIFESTANTES PACÍFICOS ABATIDOS A SANGUE FRIO PELO EXÉRCITO ISRAELITA

Nesta sexta-feira 30, uma manifestação pacífica de mulheres, homens e crianças palestinianos reclamava, dentro das fronteiras de Gaza, o direito de retorno às casas de onde foram expulsas em 1948 as suas famílias. O espírito que levou a população de Gaza a aproximar-se da fronteira imposta por Israel é bem ilustrado por esta afirmação de um dos manifestantes, reproduzida pelo enviado especial do Le Monde : “Queremos enviar uma mensagem ao ocupante. Estamos de pé, existimos”.

Mas o exército israelita chamou-lhe “uma provocação do Hamas” e “um acto de terrorismo organizado”. A suposta ameaça que os cerca de 30 mil manifestantes civis representavam para o Estado de Israel foi o pretexto para soldados e atiradores israelitas serem colocados ao longo da fronteira com a ordem de atirar com balas reais contra qualquer pessoa que se aproximasse. O resultado do primeiro dia das manifestações, previstas para durarem até 15 de maio, data do 70º aniversário da ocupação, foi 16 mortos confirmados e mais de 1.400 feridos do lado palestiniano.

Cercada desde 2006 no enorme campo de concentração em que se tornou Gaza, sem acesso à necessidades mais básicas, regularmente bombardeada pelo exército de ocupação, a população palestiniana não tem sequer o direito de manifestar-se no território onde foi aprisionada, a poucas centenas de metros das suas terras ocupadas.

Este é mais um na longa lista dos crimes de guerra do Estado racista de Israel que o Comité de Solidariedade com a Palestina e o SOS Racismo repudiam. Não são os inquéritos propostos pela ONU e a União Europeia que irão travar a limpeza étnica iniciada há 70 anos. São precisas duras sanções contra o governo israelita para o obrigar a cumprir o direito internacional.

O MNE pondera expulsar diplomatas russos por uma tentativa de homicídio frustrada contra um agente russo em território estrangeiro, que ainda está por provar. Antes disso, deveria expulsar os diplomatas israelitas que dão a cara por este crime comprovado em território estrangeiro, com um saldo de vários mortos e centenas de feridos.

Comité de Solidariedade com a Palestina
SOS Racismo

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