Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

Carta do Comité de Solidariedade com a Palestina em reposta a um artigo do jornal Público

Por que pedimos ao Conan Osiris para boicotar Israel
 
Num recente artigo publicado no P3, intitulado “Parem de pedir ao Conan para não ir a Telavive”, Jorge Dantas argumenta que o conflito entre Israel e os palestinianos é “eterno” e que a razão do conflito é o “medo” e o desejo de “segurança” para ambas as partes. O artigo diz que este é um conflito de “emoções” preso num “ciclo vicioso”. Ou seja, muito complicado e sem explicação lógica. E que, em vez de pedirmos a Conan Osiris que respeite o apelo ao boicote palestiniano, a táctica não violenta que estes escolheram para resistir à sua opressão, ele devia ir a Telavive para os “ajudar” a fazerem as pazes.

Pergunto, teria Dantas a mesma atitude sobre o “conflito” entre a maioria negra e a minoria branca durante as décadas sangrentas do regime do apartheid na África do Sul? Estariam ambas as partes com “medo” ou uma das partes, a mais poderosa, queria impor a sua supremacia racial sob a outra? Quando Rosa Parks famosamente recusou-se a ceder o seu lugar no autocarro a um branco no sul segregado americano em 1955, estaria ela a perpetuar “um ciclo vicioso” ou a desafiar um regime de injustiça que impunha a inferioridade aos negros americanos? Felizmente sabemos hoje a resposta a estas perguntas. Quer Nelson Mandela quer Rosa Parks são celebrados pelas suas lutas contra sistemas de desigualdade e de dominação que hoje são universalmente condenados.

A segregação no sul dos EUA e o apartheid sul-africano podem ter acabado, mas a ocupação e o apartheid israelita continuam intactos. Não há paridade entre Israel, uma das maiores potências militares do mundo, e os palestinianos, um povo sob ocupação militar há mais de meio século. Assim como não há equivalência moral entre uma força de ocupação e um povo ocupado. Ao contrário do argumento de Dantas, este não é um conflito de duas partes iguais que não se entendem, mas sim uma luta de um povo oprimido contra a sua colonização, ocupação e apartheid.

Entendendo isto, em vez da leitura preguiçosa de que Dantas nos oferece, reconhecemos que a luta do povo palestiniano é uma luta pela liberdade, igualdade e justiça. Israel continua a violar dezenas de resoluções da ONU. Diariamente, o exército israelita mata palestinianos, invade as suas cidades, destrói as suas casas e rouba as suas terras. A recente comissão de inquérito da ONU sobre os protestos em Gaza acusou Israel de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

A comissão de inquérito, assim como os crimes diários da ocupação, caíram em ouvidos surdos, sem nenhum governo a querer agir para implementar as suas conclusões (sendo uma delas, enviar para o tribunal de Haia os generais israelitas responsáveis). E é neste contexto de completa impunidade de Israel que a maioria da sociedade civil palestiniana apelou em 2005 ao boicote internacional contra Israel — um boicote económico, académico, cultural, político — inspirado no boicote internacional que ajudou a isolar o apartheid sul-africano. O movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel tem crescido de forma impressionante à volta do mundo, incluindo em Portugal, com o apoio de milhares de artistas que se recusam a branquear os crimes de Israel com a sua arte. O boicote, se estratégico e bem organizado, funciona. Não é por acaso que o governo israelita declarou o movimento BDS uma “ameaça estratégica” ao seu regime de apartheid e dedica milhões de dólares todos os anos para combater este movimento de direitos humanos.

A Eurovisão será uma oportunidade para Israel se mostrar ao mundo como um país dito normal, escondendo a brutalidade diária da ocupação e o apartheid imposto a milhões de palestinianos. Mas a Eurovisão será também uma oportunidade para nós, pessoas de consciência em todo o mundo e em Portugal, estragar a festa ao regime de apartheid de Israel, e não deixar o mundo esquecer a luta do povo palestiniano pela liberdade e justiça.

 

https://www.publico.pt/2019/04/18/p3/cronica/pedimos-conan-osiris-boicotar-israel-1869606

Artistas apelam em vídeo ao boicote da Eurovisão

Neste vídeo, artistas portugueses apelam a Conan Osíris para que boicote a Eurovisão 2019, que terá lugar em Telavive.

Os autores são: Paulo Caetano e Luís Rainha (concepção); Diogo Cruz (música), Fernando Neves (voz) e Elvis Veiguinha (gravação).

https://www.youtube.com/watch?v=hf0a5qzPu0w&feature=youtu.be


        
        
        

            

Carta aberta de artistas portugueses a Conan Osíris

Artistas portugueses pedem a Conan Osíris que boicote a Eurovisão em Israel

 

Numa carta aberta, mais de 40 artistas portugueses pedem ao vencedor português do festival Eurovisão para cancelar a sua participação no evento que terá lugar este ano em Telavive.

Entre eles, os músicos José Mário Branco, Vítor Rua, António Sousa Dias e Chullage, a coreográfa Olga Roriz, os actores Maria do Céu Guerra e João Grosso,  os escritores Alexandra Lucas Coelho e Afonso Cruz, a cineasta Raquel Freire, os artistas Joana Villaverde e Thomas Walgrave, e Tiago Rodrigues, director artístico do Teatro D. Maria. 

Já em junho do ano passado, organizações culturais palestinianas chamaram ao boicote da Eurovisão 2019, sublinhando que: "o regime israelita de ocupação militar, colonialismo e apartheid está descaradamente a usar a Eurovisão como parte da sua estratégia oficial Brand Israel, que tenta mostrar "a face mais bonita de Israel" para branquear e desviar a atenção dos seus crimes de guerra contra os palestinianos.” [https://bdsmovement.net/news/palestinian-artists-and-broadcast-journalists-boycott-eurovision-2019] Artistas de toda a Europa aderiram a este apelo. [https://www.rtp.pt/noticias/cultura/artistas-europeus-apelam-a-boicotar-festival-da-eurovisao-em-israel_n1097601].

No preciso momento em que Israel volta a bombardear intensivamente a população de Gaza e que o presidente Trump proclama a soberania de Israel sobre os Montes Golã anexados à margem do direito internacional em 1981, Conan Osíris encontra-se em Telavive para filmar um vídeoclip que será divulgado durante a emissão do festival sobre um fundo de paisagens “israelitas” que incluem os Montes Golã e Jerusalém Oriental sob ocupação militar.

 

 

Carta aberta de artistas portugueses a Conan Osíris


Conan Osíris, vimos por este meio pedir-te que não vás a Telavive em representação de Portugal na Eurovisão, respondendo ao apelo do povo oprimido palestiniano.

Ir a Israel seria ignorar o cerco ilegal que o país mantém a 1,8 milhões de palestinianos em Gaza, negando-lhes os direitos mais básicos. Entre 41 quilómetros de comprimento por 6 a 12 de largura, os habitantes vivem com água racionada, estão cercados por muros e soldados, são agredidos e assassinados de forma impune. A ONU considera que Gaza é “inabitável”.

A escassos minutos do lugar onde vais cantar, vivem ainda 2,7 milhões de palestinianos aprisionados por um muro de apartheid ilegal. O parlamento israelita aprovou este estado de apartheid através da “Lei do Estado-Nação do povo judeu”, que declara a superioridade racial de israelitas judeus. Já foi condenada pela União Europeia, incluindo por Portugal.

No ano passado, em Lisboa, Netta Barzilai, israelita, venceu a Eurovisão. Emocionou-se, a festa fez-se com luzes, música e estrondo. Dois dias depois, o estrondo foi outro: soldados israelitas massacraram 62 palestinianos, incluindo seis crianças.

Da mesma forma que artistas tiveram um papel histórico e decisivo na luta contra o apartheid sul-africano, recusando-se a tocar em Sun City, artistas de todo o mundo juntam-se neste momento histórico ao boicote cultural a Israel.

Conan Osíris, conseguiste deslumbrar Portugal com a tua música e a tua honestidade. Não deixes que Israel use a tua arte para branquear os seus crimes contra o povo palestiniano e junta-te a milhares de artistas de todo o mundo que se expressaram contra a Eurovisão em Israel. Estaremos contigo.



Subscrevem:

Afonso Cruz – escritor

Alexandra Lucas Coelho - escritora

Ana Rita Osório - direcção executiva Alkantara

André Gago – actor

António Alves - artista de rua

António de Sousa Dias - músico

António Grosso - actor

Bernardo Afonso - músico

Bruno Cabral - realizador

Carla Nobre Sousa - co-directora artística Alkantara

Carlota Lagido - coreógrafa e bailarina

Carolina Amaral - actriz

Chullage - músico

Claudia Dias - Coreógrafa e bailarina

David Cabecinha - co-director artístico Alkantara

Filipa Godinho - artista plástica

Francisco Fanhais - músico

Gabriela Ruivo Trindade - escritora

Hélder Costa - encenador, dramaturgo

Joana Villaverde - artista plástica

José Mário Branco - músico

Judite Fernandes - escritora

Luís Rainha – escritor

Manuela de Freitas - actriz

Maria do Céu Guerra - actriz e encenadora

Maria João Cantinho - poeta

Mariana Christ Lemos - artista da dança

Marta Lança - curadora e editora do BUALA

Nuno Lobito – fotógrafo

Olga Roriz - coreógrafa e bailarina

Pedro Lamares - actor

Raquel Freire - realizadora

Raquel Ribeiro - escritora

Rita Natálio – artista

Sara Carinhas - actriz

Susana Lopes - produtora cultural

Telma Pereira – cantora

Teresa Cabral - pintora

Teresa Dias Coelho – pintora

Thomas Walgrave – artista

Tiago Rodrigues – director artístico TNDM

Tiago Santos - músico / radio Oxigénio

Vítor Rua - músico, compositor

 

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D