Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

De Lisboa para Gaza

Um cessar fogo que deixa Gaza à espera que o fogo cesse, em que a França, Grã Bretanha, Egipto, a República Checa e Espanha (em nome da "comunidade internacional") deram a sua aprovação a Israel pelo trabalho feito, num prato de prata cheio de cinzas.
Antes do ataque, a vida já não era vida no Gueto de Gaza, agora vai-se ver. Ontem à noite os primeiros relatos dos jornalistas da situação em Rafah eram de calamidade. Veremos.
Com o "cessar-fogo", o trabalho torna-se tão, senão mais, importante como antes. Gaza precisará de ajuda: os Palestinos que sobrevivem têm direito a uma vida normal. O "cessar fogo" tem que acabar com o bloqueio de Gaza. Será ainda uma luta para acabar com o bloqueio e o cerco, além de mais, não há garantia que Israel páre a matança: não vamos deixar a Gaza só nessa luta.
Àqueles e àquelas que foram mobilizados pela crise desta agressão óbvia na sua barbaridade, não se enganem, não se esqueçam dos Palestinos e da Palestina. Este episódio de 23 dias foi um momento numa ocupação que dura 41 anos e a Naqba que já fez 60.
 
Como diz Eduardo Galleano
"Ya poca Palestina queda. Paso a paso, Israel la está borrando del mapa."
 
 
 

De Lisboa para Gaza

(no dia de um cessar fogo)

 

Cercada pelo nevoeiro

a minha rua tornou-se cinzenta,

tantas gotas nascem da neblina,

pontinhas frágeis de luz pegadas

aos torcidos ramos das árvores descuradas

do jardim que mal sobrevive

atrás de um muro antigo

decorado com remendos e manchas de musgo –

à frente da minha janela,

são centenas de lágrimas que brotam,

donde virão em breve folhas e flores.

Vivo o esplendor do momento e do futuro,

sentindo apenas um frio ligeiro nos dedos,

enquanto protegido na minha privacidade

escrevo sobre bairros modernos,

bairros secos e ensolarados,

onde chove só fogo e fósforo,

onde nasce tanta morte

e mal resiste a vida,

um cemitério cercado por muros novos,

onde verde pode ser a cor de bandeiras

mas brancas são sempre as mantas dos defuntos,

bairros densos de desgraça, desertos humanos,

que terão de aguentar o presente

até a Primavera.

  

alan stolerov

18 Jan. 09

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D