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SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

Informação sobre a ocupação israelita, a resistência palestiniana e a solidariedade internacional *** email: comitepalestina@bdsportugal.org

Exército israelita forçado a abrir inquérito sobre crimes de guerra

Devia ser uma reunião para formação de quadros na academia militar Isaac Rabin, em Tivon, recolhendo os ensinamentos da operação "Chumbo derretido" - a recente invasão de Gaza pelo exército israelita. Mas subitamente o responsável do encontro, Danny Samir, começou a notar que aquilo que os soldados e oficiais participantes relatavam, umas vezes com naturalidade, outras com indignação, eram simplesmente crimes de guerra.

Contava-se casos como o de uma mulher cuja casa foi ocupada pelas tropas invasoras e que aí ficou sequestrada com dois filhos pequenos durante vários dias. Depois, foi-lhe dada ordem para se ir embora. Ao sair com as duas crianças, o pequeno grupo foi alvejado pelo atirador especial israelita que se encontrava no telhado. Morreram todos.

Um outro militar contava o caso duma mulher idosa que atravessava uma rua e foi friamente alvejada por um atirador especial. Morreu também.

Não se trata de incidentes isolados. Uma vez que se aprofunda as motivações dos soldados para se comportarem assim, torna-se claro que elas resultam duma educação sistemática nesse sentido.

Alguns referem a propaganda de rabinos extremistas, que têm todas as portas abertas dentro do exército e que aí distribuíram panfletos a explicar tratar-se duma espécie de guerra santa. Num desses panfletos afirma-se que "temos de lutar para escorraçar os infiéis que se atravessam no nosso caminho ao reconquistarmos a Terra Santa".

Mas, para além desta propaganda religiosa, existem ordens dadas indistintamente por toda a hierarquia militar. Um soldado recorda uam dessas ordens: "Sempre que se toma de assalto uma casa, deve-se arrombar a porta e depois disparar para dentro". Comentário do soldado israelita: "A isto, chamo assassínio".

Um outro, que pelo contrário aprovava este tipo de acção, contava: "Lançámos tudo pela janela para libertar espaço. Todo o recheio da casa voou: o frigorífico, os talheres, os móveis. A ordem era deitar tudo fora".

A ideologia justificativa deste comportamento também vinha de cima: "Os nossos superiores disseram-nos que isso estava bem porque todos os que lá tinham ficado [em Gaza] eram terroristas". Comentário dum soldado israelita: "Não entendo: para onde haviam eles de fugir?"

Fonte: http://www.spiegel.de/politik/ausland/0,1518,614286,00.html

Amos Harel, correspondente do jornal israelita Haaretz, resume as conclusões da reunião caracterizando o comportamento do exército em Gaza como de "matança de civis, vandalismo e regras de intervenção permissivas". Ele cita um outro militar, também chocado com a atitude dos seus camaradas: "Escrever 'Morte aos árabes' nas paredes, pegar em fotografias de família e cuspir nelas, simplesmente porque se pode. Acho que isto é o mais importante: entender como o exército israelita caiu tão baixo em matéria de ética"

 Dos relatos, Harel conclui: "A deterioração [do moral] tem sido constante - da primeira Guerra do Líbano para a segunda, da primeira Intifada para a segunda, da 'Operação Escudo Defensivo' para a 'Operação Chumbo Derretido'".

Fontes e links:

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1072040.html

 

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1072228.html

 

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1072350.html

 

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