O Estado de Israel sempre se arrogou o direito de expropriar terras palestinianas pertencentes às aldeias ou às comunidades, com o pretexto de se tratar de terras “sem dono” e com a alegação de as ocupar apenas temporariamente, pelas omnipresentes “razões de segurança”. Mas o mesmo Estado de Israel afirmava respeitar escrupulosamente a propriedade privada das elites palestinianas.
Acontece que nem isso é verdade. Um relatório publicado em 2007 pelo grupo israelita “Paz Agora” mostra que pelo menos um terço dos colonatos da Margem Ocidental foi construído em propriedades privadas palestinianas.