Em 18 de Novembro passado, a ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, declarou que um futuro Estado palestiniano deveria constituir uma solução nacional para os palestinianos da Margem Ocidental do Jordão, para os que vivem em campos de refugiados e – aqui residia a principal novidade da declaração – também para os árabes israelitas. A segunda figura do governo assumia assim publicamente que o Estado judeu não quer os árabes como cidadãos, nem mesmo como minoria, e deseja atirá-los para a alçada da Autoridade Palestiniana. Eis aqui a doutrina da “transferência de populações” que até agora apenas a extrema-direita capitaneada por Avigdor Lieberman se atrevia a defender.